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«Cumpri um sonho de menino… Agora focado para atingir o meu objetivo… Jogar com o manto sagrado!»

Foi assim que Salvador Agra se apresentou como jogador do Sport Lisboa e Benfica. Claro está, que esse sonho de menino, partilhado por tantos outros jovens jogadores, acabaria por ser breve. O ex-Nacional vai poder continuar a jogar na primeira liga, mas não no Benfica. Agra foi (e bem) emprestado ao Desportivo das Aves, recém-chegado da divisão inferior. O extremo português teria de competir por um lugar na equipa, tendo, sempre, Salvio, Zivkovic, Cervi e Carrillo à frente.

No entanto, estas contratações intrigam-me. Intriga-me a infinita compra de extremos, com a finalidade de serem emprestados e, muito provavelmente, serem vendidos posteriormente sem nunca vestirem a camisola principal. E, todos sabemos, Salvador Agra não é caso único. Resta saber quando nos voltaremos a lembrar que ele é nosso jogador. Provavelmente os anos passarão e Agra tornar-se-á em mais uma jovem promessa (como os carregamentos de jogadores brasileiros tão típicos de há uns anos), que andará emprestada de clube em clube até sair do Benfica. Posso também estar redondamente enganada e nada disto acontecer. Podemos até vir a ver Agra de águia ao peito e, quem sabe, a levantar taças.

Uma das duas acontecerá (espero). Será que veremos Salvador Agra a defender o vermelho? E será o “sonho de menino” suficiente? Afinal, sonhos todos temos, mas nem sempre é possível concretizá-los.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

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