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O craque, o ídolo, adorado e acarinhado por todos os benfiquistas num efeito semelhante ao de Obama na América, na medida em que é aplaudido sempre que faz algo de bom, como os seus dribles e jogadas, mas que boa parte do tempo via os adeptos assobiarem para o lado sempre que o seu rendimento não correspondia. Toto Salvio é o perfeito exemplo do clássico jogador argentino e após a sua chegada à Luz fez muitos de nós pronunciar cada vez menos o nome de Di Maria. Contudo, no início da época anterior, contraiu uma lesão que pôs fim a série de exibições ao mais alto nível e abalou a confiança da massa associativa.

A equipa, fruto da qualidade do plantel e do raciocínio de Rui Vitória, acabou por não sentir a sua falta e realizar uma boa temporada, da qual Salvio só fez parte do trajeto final rumo ao 35, mas não à maneira dele. Há uns tempos atrás já se tinha lesionado embora não tenha sido uma lesão tão duradora quanto esta última e, quando voltou, a recuperação do ponto de vista exibicional também não foi rápida e coincidiu com um alegado interesse do Atlético de Madrid.

A lesão terá evitado a sua ida para Espanha numa venda que implicava encaixe financeiro significativo. O tempo passou-se, mas a pergunta continua a mesma: Ficar com ele, ou vendê-lo? Ficar significa voltar a passar pelo processo de lhe ir dando minutos não tendo a certeza que ele agarra um lugar no e inicial e correr o risco de “queimar” um jogador que pode vir a ter um rendimento melhor. Vender é ver o Benfica deixar sair um jogador que pode voltar a ser o que era e não pelo preço desejado.

O excesso de extremos do plantel encarnado pode abrir a porta à venda de Toto Salvio Fonte: SL Benfica
O excesso de extremos do plantel encarnado pode abrir a porta à venda de Toto Salvio
Fonte: SL Benfica

Nesta altura prefiro que o Benfica deixe sair o homem mesmo que seja por uma quantia que não se adequa aquilo que já vimos dele, mas que se ajusta ao que ele vale agora, e mais a mais, o SLB de Rui Vitória já provou que tem um bom rendimento quando perante a ausência de peças ditas “fundamentais” no onze.

Não sou religioso, mas depois do que vi o ano passado há que ter fé e acredito que esta situação será como um namoro que tive há uns tempos em que a jogadora em causa tinha qualidade, mas após uma lesão, não física mas emocional, ambas as partes chegaram a um entendimento em que o melhor a fazer era seguir jogo e apostar em novas frentes. Se tudo correr bem, tanto Salvio como o Benfica serão felizes e vão mantendo o contacto.

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João Valente é um apaixonado pela arte do futebol. Nascido e criado durante boa parte do tempo em Lisboa, começou a seguir este desporto com uns tenros quatro anos e, desde então, tem sido um namoro interminável. É benfiquista de gema – mas não um que só vê Benfica à frente! É alguém que sabe ser justo quer o Benfica ganhe ou perca e que está cá para salientar os porquês, na sua opinião, dos resultados. Como adepto de futebol que é não segue só a atualidade do futebol português; faz questão também de acompanhar a par e passo o que de mais importante acontece nos principais campeonatos. A conjugar com o seu interesse pelo futebol, e pela malha, desporto que descobriu porque o seu avô era campeão lá na rua, veio a escrita, forma que encontra de expor os seus pensamentos na esperança de um dia se tornar num grande jornalista de desporto, algo que dificilmente acontecerá mas, tudo bem, ele um dia há-de perceber isso.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.