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Sendo sempre uma das deslocações mais difíceis, a ida a Braga este ano ganhava contornos ainda mais especiais. Na ressaca de uma eliminação da Taça frente ao Sporting e uma exibição fraca frente ao Astana, o jogo com o Sporting de Braga tornava-se decisivo. As fracas exibições do Benfica opunha-se à boa forma do clube minhoto e uma derrota aqui poderia comprometer as contas do campeonato. Principalmente devido às baixas na equipa benfiquista. Rui Vitória voltou a apostar em Lisandro e Renato Sanches, com Mitroglou a substituir Jonas na frente.

Mas se se avistava um jogo difícil, cedo o Benfica resolveu o jogo. Em 15 minutos bastante animados, o Benfica marcou dois golos, dava uma machadada forte nas aspirações bracarenses e podia controlar o jogo de outra maneira. O Braga, ferido, procurou o golo que o fizesse voltar ao jogo e que fizesse tremer o Benfica. E bem se pode queixar de algum azar, pois duas bolas bateram no ferro, mas também porque encontrou pela frente um Júlio César igual ao que já habituou os adeptos encarnados. O intervalo chegava e eram os golos madrugadores que faziam a diferença, num jogo onde o Braga correu atrás do prejuízo e o Benfica cedo o que tinha de fazer para segurar esta vantagem.

Lisandro festeja o golo
Lisandro festeja o golo
Fonte: SL Benfica

E a lição estava bem estudada para a segunda parte. Em termos ofensivos o Benfica praticamente não existiu e muitos podem criticar o facto de ter sido o Braga a ter bola e o comando do jogo, mas temos de olhar às características deste jogo. Este foi um jogo depois de uma viagem ao Cazaquistão e um jogo onde o Benfica, cedo, se viu obrigado a defender. Ficará sempre no ar qual seria a forma do Benfica jogar se não fossem os 2 golos madrugadores, mas face ao resultado e à forma como o Braga correu atrás do resultado, pode-se dizer que esta foi a melhor maneira de jogar, tendo a capacidade e humildade de saber baixar linhas quando foi preciso, conseguindo anular o Braga em alguns momentos. Renato Sanches confirmou o que já tinha mostrado a meio da semana e parece que finalmente o Benfica encontrou alguém para jogar ao lado de Samaris. Já Mitroglou voltou a mostrar que continua à frente de Jiménez no que toca à titularidade. Uma vitória que premeia a eficácia e que se espera que seja o murro na mesa de que esta equipa tanto precisa.

A Figura:

Pizzi – Cresceu a olhos vistos. Fantástico tanto a extremo como a fechar no meio, esteve sempre bastante activo e é deste Pizzi que o Benfica precisa.

O Fora-de-Jogo:

Rafa- É quem mais consegues causar desequilíbrios no Braga mas hoje esteve muito apagado, tendo em conta o que já fez durante a temporada.

Foto de Capa: SL Benfica

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