Terminada a pré-época do Benfica, ainda que bem mais cedo do que é costume, o plantel encarnado está de regresso a Portugal. Agora que chegou o mês de agosto as exigências irão ser máximas, faltando apenas o jogo com o Lyon a contar para a Eusébio Cup, para depois iniciar e verdadeira época competitiva 2018/2019

O Benfica iniciou a pré-temporada de 2018/2019 no dia 28 de junho, com o regresso aos trabalhos a iniciarem-se no estádio da luz e no Centro de Estágios do Seixal. Muitas foram as caras novas que ganharam a atenção da imprensa portuguesa e dos adeptos encarnados.

Apesar de muitos dos atletas do plantel ainda se encontrarem de férias devido as competições das seleções, o plantel começou logo desde cedo a trabalhar nas instalações do clube. Seguiram-se os inúmeros e já habituais exames médicos e os treinos de preparação geral.

As sessões de treino foram variando entre o relvado do Estádio da Luz e o Centro de Estágio do Seixal. Mais para uma questão de os mais novos ambientarem-se ao “clima” do dia à dia, no ninho da águia.

Destaque para o treino de porta aberta, no estádio da luz, onde estiveram presentes mais de dez mil sócios, adeptos e simpatizantes, a apoiar e motivar todo o plantel encarnado. Foi muito importante para os jogadores e para o staff técnico, sentirem de perto o fervor dos adeptos, que tanto anseiam pelo começo da temporada.

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No dia 9 de julho, a comitiva encarnada seguiu para Tróia, para o primeiro estágio da pré-época. A participação no torneio do Sado serviu de primeiro teste ás capacidades dos jogadores.

Em jogos de início de época o mais importante não é de todo o resultado, e foram vários os dados positivos que os mais recentes e os mais jovens deram perante o olhar atento de Rui Vitória. Uma vitoria frente ao Napredak e um empate contra ao V. Setúbal valeram a conquista do troféu do Sado.

Depois do estágio em Tróia, o Benfica prosseguiu com a fase de preparação, mas desta vez viajando para terras de sua majestade, onde ficaram alojados no St. Georges Park. Não foi a primeira nem a segunda vez que o clube escolheu as instalações inglesas para se preparar nas pré-épocas. Por lá realizaram-se alguns jogos de treino que valeram para o treinador tirar o máximo de dúvidas acerca de quem ficava ou não no plantel.

O embate frente á Juventus foi o teste maior desta pré-epoca
Fonte: SL Benfica

O plantel foi ficando cada vez mais curto, reduzido sucessivamente pelas mãos do staff técnico. Dos trinta jogadores que iniciaram a pré-época, muitos foram aqueles que seguiram caminhos diferentes, ou por empréstimo ou a título definitivo.

Antes de seguir viajem para os EUA, o Benfica ainda se deslocou a Zurique para o confronto amigável contra o Sevilha, onde ganhou por 1-0. Com um adversário já de alto nível, serviu para o Benfica pôr-se a prova perante outros contextos e dificuldades.

Logo no dia a seguir ao jogo contra os espanhóis, a comitiva encarnada seguiu viagem para participar no torneio internacional de clubes. Este estágio em terras de tio Sam á teve um cariz preparatório para o início da competição, que está quase a começar e que não se adivinha nada fácil. Foram já poucas as mexidas e experiências que Rui Vitória fez nos embates contra o Dortmund e a Juventus.

Apesar de os resultados dos dois jogos terem terminado ambos em empate, foram muitos  os dados positivos que se notaram em campo. Os novos reforços mostraram que têm lugar no plantel e os mais jovens a darem cartas e a lutarem por uma vaga junto dos mais velhos.

Ao contrário dos últimos anos, esta pré-época parece ser aquela que mais dores de cabeça trouxe a Rui Vitória. Sempre pelo lado positivo. As contratações foram de peso, cruciais para colmatar as lacunas do passado e ainda acrescentar qualidade e quantidade ao plantel.

Muito se falou ao início de que todas estas viagens, de estágio em estágio, poderiam ser prejudiciais para os jogadores, visto que as competições este ano começam mais cedo. Com a 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões à porta, o tempo de descanso foi tema de discussão.

Mas no geral tudo correu dentro da normalidade. E os sinais positivos que a equipa mostrou ao longo destes trinta e um dias foram suficientes para trazer esperanças aos adeptos encarnados.

A verdade é que tudo muda quando o resultado começa a contar. Agora resta esperar se a pré-época correspondeu ás exigências que o plantel encarnado irá se debater.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

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Desde de 1993 que a cor que lhe corre nas veias é vermelha e branca! Quando era mais novo, chegou a jogar no clube rival de Lisboa, mas nunca escondeu que o seu grande amor era o Glorioso. Tem uma enorme admiração pelo Liverpool FC. Gostava de um dia ir a Anfield Road e cantar bem alto a canção que imortalizou os Gerry & The Pacemakers: "You'll Never Walk Alone!" A dar os primeiros passos como treinador de futebol, o seu maior sonho é treinar o clube de coração e alma, o Sport Lisboa e Benfica.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.