A CRÓNICA: ENCARNADOS NÃO APROVEITAM ESCORREGADELA DE DRAGÕES EM FAMALICÃO

O SL Benfica entrou esta tarde, frente ao CD Tondela, ciente de que uma vitória podia significar a subida à primeira posição da Primeira Liga, depois do rival FC Porto ter perdido em casa do FC Famalicão.

Os encarnados entraram com vontade de marcar cedo, tendo Rafa, aos dois minutos de jogo, uma oportunidade flagrante de golo. Valeu o pé esquerdo de Cláudio Ramos, que desviou a bola do canto inferior esquerdo da baliza dos tondelenses.

A primeira parte prosseguiria, sempre com os encarnados no comando da partida e com os auriverdes a espreitar o contra ataque. No entanto, as tentativas da equipa visitante saíam frustradas, uma vez que a pressão exercida pelas “águias” no meio campo ofensivo estava a estancar qualquer ímpeto ofensivo dos homens de Natxo González.

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Na segunda parte, o CD Tondela entrou mais solto e conseguiu chegar com alguma frequência, nos primeiros cinco minutos, à zona mais recuada dos encarnados. Após esse período de jogo seguiu-se uma enchente de ocasiões de golo para os encarnados, que pareciam estar em dia não no que a marcar golos diz respeito. Destaca-se os cabeceamentos de Rúben Dias e de Dyego Sousa aos ferros da baliza à guarda de Cláudio Ramos, aos 77’ e aos 84’ respetivamente.

Do lado dos visitantes destaca-se o lance individual de Richard Alexandre que, aos 75 minutos, disfere um remate rasteiro que passa a centímetros do poste esquerdo da baliza de Vlachodimos. Os encarnados perdem, assim, a oportunidade de assumirem a liderança do campeonato, continuando dependentes de uma escorregadela do FC Porto para sonhar com o título.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Cláudio Ramos – O internacional português foi uma muralha autêntica no caminho dos encarnados. Com uma grande intervenção aos dois minutos de jogo, Cláudio Ramos deu sempre tranquilidade aos seus colegas ao longo do jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Bruno Lage – Não se percebe o porquê de Bruno Lage não levar nenhum médio para o banco, nem tampouco se percebe a fixação do treinador em tentar promover um jogo mais direto, quando dispõe de jogadores com categoria para jogar um futebol mais apoiado. De resto, foi quando esse futebol apoiado apareceu que, surpresa, também apareceram oportunidades de golo…

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se no seu típico 4-4-2 que, em certas alturas, transformava-se num 4-2-3-1, com Taarabt a recuar nas costas de Vinícius para buscar jogo entrelinhas.  Com o regresso de Gabriel anunciado, a verdadeira surpresa no onze das “águias” foi o ingresso de Jardel a titular, sendo que Ferro, habitual titular, ficou no banco.

Os encarnados, ao longo da partida, forçaram muito o jogo exterior, apostando em cruzamentos para a área dos tondelenses, ao invés de fazer combinações no interior do terreno. Os homens de Bruno Lage tornaram-se demasiado previsíveis, sendo que só conseguiram “abanar” a defensiva tondelense quando faziam combinações curtas, algo que aconteceu poucas vezes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (3)

André Almeida (2)

Rúben Dias (3)

Jardel (3)

Grimaldo (3)

Pizzi (3)

Gabriel (3)

Weigl (2)

Rafa (3)

Taarabt (3)

Vinícius (3)

SUBS UTILIZADOS

Dyego Sousa (2)

Seferovic (2)

Jota (2)

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

O CD Tondela apresentou-se no Estádio da Luz num 4-4-2 clássico, com um bloco médio-baixo sempre à espreita de um deslize na circulação de bola dos encarnados para fazer uma transição rápida. Em termos defensivos a estratégia resultou, visto que conseguiram sair do reduto encarnado sem golos sofridos, mas ofensivamente a equipa de Natxo González não conseguiu criar muitas oportunidades de golo – mérito também do Benfica que, durante grande parte do tempo, conseguiu pressionar de forma a estancar os potenciais contra-ataques.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cláudio Ramos (3)

Petkovi (2)

Philipe Sampaio (3)

Yohan Tavares (3)

Filipe Ferreira (3)

Richard (3)

Pepelu (3)

João Pedro (3)

Jhon Murillo (3)

Ricardo Valente (2)

Rúben Fonseca (3)

SUBS UTILIZADOS 

António Xavier (2)

Pité (3)

Ricardo Alves (3)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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