A CRÓNICA: PALHINHA LEVOU O SABOR DO NÉCTAR DA VITÓRIA À EQUIPA DE RÚBEN AMORIM

O jogo começou com um grande ambiente nas bancadas. Uma enchente no Estádio da Luz, alienada com uma grande coreografia organizada pelo SL Benfica, fez jus ao grande jogo que estava por vir nesta tarde de sábado. E o presságio estava mesmo correto. Logo aos seis minutos, depois de uma perdida da bola em zona frontal por parte de David Carmo, Rafa aproveita com um arranque, mas na cara de Matheus, remata ao lado do poste direito.

Estavam presentes todos os condimentos para um grande jogo. Uma partida equilibrada, mas com algumas individualidades do SC Braga a permitir o adversário criar perigo. Primeiro foi David Carmo, mas de seguida foi Wallace a ceder espaço a Cervi para chegar a zona perigosa do lado esquerdo. Houve mais Benfica na primeira parte, com a equipa a conseguir intranquilizar e anular as investidas bracarenses no último terço. O jogo estava intenso e com muitas faltas. O meio-campo estava a ser bastante disputado e a espelhar a grande qualidade de ambos os conjuntos no frente-a-frente. E foi mesmo daí que surgiu o primeiro golo: um homem do meio-campo, Palhinha, cabeceou picado sobre a grande área e marcou aos 46 minutos o 0-1 para o SC Braga.

A segunda parte manteve-se com mais Benfica, com a nuance de um SC Braga um pouco mais contido. Aos 49′, um grande remate de Vinícius vai parar ao poste. Com o guarda-redes já batido, Grimaldo remata fraco e o SC Braga consegue resolver através de Matheus. A equipa de Bruno Lage tentou aumentar a intensidade ofensiva e tentou encurralar o adversário que, confortável com o resultado, procurava gerir de forma inteligente cada momento do jogo.

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Aos 68′, Pizzi surge a fintar três adversários descaído à direita da grande área. O médio remata rasteiro, mas Matheus defende e nega a igualdade às águias. Foi um resto de jogo intenso com um Benfica a procurar incessantemente o golo. Faltou a estrelinha aos encarnados para fazer frente a um SC Braga que já nem se pode dizer que surpreende com mais uma excelente exibição desde que Rúben Amorim assumiu o comando técnico.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Palhinha – Um jogador preponderante neste duelo. Não só pelo golo, mas por tudo o que fez dentro das quatro linhas nos restantes momentos do jogo. A cabeçada que deu aos 46 minutos foi apenas o apogeu de uma grande exibição do médio que, para além do autor do golo da noite, foi também o líder na operação defensiva bracarense.

 

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Raul Silva – É pena que a excelente vitória do SC Braga esta noite tenha acabado por ser manchada por este jogador. Depois do apito afinal, é legitimo que se festeje uma vitória suada como foi a de hoje. No entanto, gestos como os de Raul Silva instantes após o final da partida em nada engrandecem o futebol português. Um ato anti-desportivo que podia muito bem ter sido evitado.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O Benfica apresentou-se num 4-4-2 frente ao SC Braga neste fim de tarde. Com um adversário a tentar controlar o seu corredor, os encarnados, com muita qualidade, procuraram as diagonais e apostar no centro do terreno já com a bola controlada.

Foi um Benfica muito intenso quando o Braga ultrapassava o meio-campo e que apostou muito na transição através do passe longo, procurando muito as costas dos defesas do Braga. Foi evidente, em certos momentos do jogo, Rafa, Cervi, Vinícius e Pizzi à procura desses mesmo espaços em terrenos mais avançados.

Na segunda parte, foi um SL Benfica em crescendo. Ainda assim, em ocasiões ofensivas, era notório o choque com o bloco defensivo do SC Braga. Com outros argumentos, os encarnados mostravam-se, por outro lado, muito mais eficazes na principal estratégia do primeiro tempo: na transição. As entradas de Chiquinho, Seferovic e Dyego Sousa na segunda parte espelham o quanto o Benfica foi à procura do golo, a investir tudo no ataque. Desta vez o risco não valeu de nada.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (7)

Grimaldo (6)

Ferro (5)

Rúben Dias (6)

Pizzi (6)

Weigl (4)

Cervi (6)

Rafa (5)

Taarabt (7)

Tomás Tavares (6)

Carlos Vinícius (7)

SUBS UTILIZADOS

Seferovic (5)

Chiquinho (5)

Dyego Sousa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O SC Braga apresentou-se num 3-4-3 em momentos de posse de bola e numa linha defensiva de cinco homens em momentos sem bola. David Carmo, o homem menos experiente do trio defensivo, substituiu Bruno Viana que foi expulso no último jogo. Ao seu lado estavam Raul Silva à esquerda e Wallace à direita. A jogar com uma linha mais recuada de cinco jogadores, assim como nos tem habituado, os seus laterais desceram no terreno. Foi um SC Braga a procurar sair a jogar de forma mais organizada construindo jogo desde zonas mais recuadas.

Na segunda parte, a primeira subtituição ocorreu com a saída de Galeno e a entrada de Trincão. Já era notório nos minutos iniciais do segundo tempo, mas esta troca tornou evidente a maior contenção do Braga nesta fase do jogo. Geriu o resultado de forma inteligente e soube esperar que o Benfica tivesse bola, pois, estando a perder em sua casa, era inevitável que isso acontecesse.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Sequeira (6)

Wallace (5)

Paulinho (7)

Ricardo Horta (5)

Fransérgio (5)

Raul Silva (4)

R. Esgaio (5)

Palhinha (8)

Galeno (6)

David Carmo (5)

SUBS UTILIZADOS

Trincão (6)

André Horta (5)

Rui Fonte (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível fazer questões ao técnico do SC Braga, Rúben Amorim.

SL Benfica

Não foi possível fazer questões ao técnico do SL Benfica, Bruno Lage. 

 

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

 

 

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