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Já vi jogos de casados contra solteiros mais interessantes do que este SL Benfica – Nacional da Madeira. Foi um jogo muito morno que acabou por ser decidido por Jimenez. Deu para ver caras novas e dar oportunidades a caras antigas. No final de contas, deu para ver que esta é uma Taça que serve apenas para isso mesmo: rodar a equipa. Esta competição não é uma prioridade, nem para os insulares nem para os encarnados.

Um estádio a muito meio gás recebeu um Benfica diferente. Ederson na baliza, Lindëlof no centro da defesa, Cristante no meio-campo, Carcela na ala e Talisca no apoio ao ponta-de-lança, Mitroglou, foram as novidades do onze do Benfica. Sílvio foi o escolhido para receber a braçadeira de capitão e comandar as tropas. A tropa desfilou e fez uma parada fraca na primeira parte. Carcela arrancava e tentava chegar à baliza, mas parecia ser o único. Talisca teve mais uma oportunidade e justificou o porquê de ter passado os últimos jogos no banco.

Pouco ou nada se passou. O zero a zero era o resultado mais justo. O Nacional saía com maior mérito porque, afinal de contas, estavam a jogar fora contra o Benfica, e os insulares não estavam com a equipa titular. Depois do intervalo saiu Cristante; a meu ver, não foi uma decisão que tenha alterado o rumo do jogo. Gostava de ter visto mais do italiano. A segunda parte começou, e o Benfica foi encostado às cordas. Lisandro acabou por ser a estrela da equipa, cortou tudo como pôde e como conseguiu. Está um central feito e, para mim, representa o futuro do Benfica, quer pela qualidade, quer pela raça. Para mim acabou por ser a figura central e decisiva do jogo. Teve, aliás, uma intervenção decisiva depois de um jogador do Nacional ter ultrapassado Ederson – o brasileiro fez uma exibição segura. Apesar disso, há um lance a meio da segunda parte que poderia ter resultado na expulsão do central argentino.

Jimenéz entrou e decidiu Fonte: SL Benfica
Jimenéz entrou e decidiu
Fonte: SL Benfica

Só nos últimos dez minutos, já depois de terem entrado Jonas e Jimenez, é que o Benfica se lembrou de que queria ganhar o jogo. Subiu as linhas, e o Carcela da primeira parte também acordou. Com Renato e Samaris a ir atrás buscar as bolas recuperadas por Lisandro, o Benfica conseguiu subir as suas linhas. Num jogo mais vertical e encostado às linhas foi cruzando e tentando acreditar num ressalto que por ali ficasse. Tanto se tentou que conseguiu. Pizzi recebeu uma bola recuperada por Lisandro e cruzou para o centro da área. Jimenez apareceu e concretizou. O mexicano tem melhorado o rendimento e começa a reclamar mais minutos.

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No fim de contas foi um jogo mau. Pelo que aconteceu dentro de campo, o resultado justo era o empate. Não se admite que o Nacional venha à Luz encostar o Benfica à baliza; seja em que competição for. A ideia de jogo do Benfica ainda não está presente em todos os jogadores, isso ficou nítido. Veremos como correm os próximos jogos nesta Taça da Liga, uma competição que cai cada vez mais na reputação, apesar de isso não ser desculpa para os jogadores dos encarnados não terem corrido, pelo menos, o triplo.

A Figura:

Lisandro Lopéz – recuperou, recuperou e não se cansou de recuperar bolas. Esteve incansável o defesa-central argentino. Impecável e eficaz.

O Fora-de-Jogo:

Talisca – está farto de ter oportunidades e está farto de as falhar. O brasileiro perdeu a confiança e não faz mais nada que não jogar e atrapalhar os restantes.