SL Benfica e Sporting CP empataram a um golo no jogo grande da terceira jornada, o primeiro derby da Liga NOS, no Estádio da Luz. Os golos foram da autoria de Nani, de grande penalidade, e do jovem jogador João Félix. Uma partida marcada pela enorme quantidade de interrupções pois houve muitas faltas.

O resultado, dado à necessidade do Benfica querer chegar à Liga dos Campeões (tem jogo importante já na terça-feira, na Grécia, frente ao PAOK) e de o Sporting continuar em reconstrução para esta temporada, não deverá afetar animicamente as duas equipas. No entanto, é um empate que poderá favorecer o rival mais direto, o FC Porto, numa fase mais adiantada do longo campeonato que ainda há pela frente.

Como já era esperado, o jogo arrancou com oportunidades de parte a parte.  Logo aos cinco minutos, Rúben Dias cabeceou forte um passe de Pizzi vindo de um livre do lado direito. Salin afastou com uma palmada. O mesmo jogador «encarnado» também executou outro remate de cabeça aos 19 minutos para a defesa do guardião dos «leões», após um canto do lado esquerdo de Cervi. O argentino tentou a sorte um minuto depois, mas Salin não deixou entrar um remate à entrada da pequena área aproveitada de uma bola mal afastada pela defensiva do Sporting após um lançamento longo de André Almeida para a entrada da área.

Entretanto, o Sporting também criou oportunidades. Ao minuto seis, Montero rematou com a parte de fora do pé direito ao lado após cruzamento rasteiro do lado esquerdo por Nani. Três minutos depois, Acuña roubou a bola a Gedson Fernandes e correu à vontade pelo meio campo do Benfica até efetuar um remate que passa ao lado direito da baliza de Vlachodimos.

Anúncio Publicitário

Primeira parte bastante disputada no meio campo do Estádio da Luz. Vários roubos de bola de ambas as partes, com Gedson Fernandes e Acuña a realçarem-se pela positiva. Por outro lado, muitas faltas nos últimos minutos do primeiro tempo. No entanto, apesar do nulo ao intervalo, o fator decisivo – como se pode esperar de um derby – estaria nos lances de bola parada para causar oportunidades de perigo ao adversário.

À semelhança do que aconteceu nos primeiros 45 minutos, as oportunidades foram surgindo de parte a parte. O Sporting entrou mais agressivo, mas rapidamente a equipa da casa respondeu com Cervi a tentar o golo aos 50 minutos. Salin demonstrou estar à altura de qualquer perigo, provando ser o indicado para defender a baliza dos «leões».

Com o jogo dividido, o golo acabou mesmo por surgir de bola parada – penalti. Aos 63 minutos, o central Rúben Dias fez falta (indiscutível) sobre Fredy Montero e o juiz da partida, após alguma hesitação, marcou penalti a favor do Sporting. Nani foi chamado ao dever e não falhou, colocando a sua equipa na frente do marcador.

O técnico «encarnado» mexeu na equipa de forma a tentar contrariar o resultado. O Benfica não se deixou afetar e, depois de alguma insistência, o golo acabou por chegar. Aos 85 minutos Rafa cruzou para a área e o jovem João Félix ganhou nas alturas, não dando qualquer chance a Salin de defender.

Apesar do jogo equilibrado de ambas as equipas, é importante referir o espírito combativo do Sporting no meio campo, mas a falta de força no ataque, onde o Benfica aproveitou para ser melhor. A falta de Bas Dost fez-se sentir, mostrando que Montero não pode jogar sozinho na frente. Do lado dos encarnados, tanto Ferreyra como Seferovic estiveram apagados, mas foram compensados pelos extremos.

Onzes iniciais:

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Jardel, Rúben Dias e Grimaldo; Fejsa, Gedson Fernandes e Pizzi (João Félix, 70′); Cervi (Zivkovic, 57′), Rafa e Ferreyra (Seferovic, 70′).

Sporting CP: Salin; Ristovski, Coates, André Pinto e Jefferson; Battaglia, Acuña e Bruno Fernandes (Petrovic, 79′); Nani, Raphinha (Bruno Gaspar, 92′) e Montero.

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto