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No arranque da nona jornada da Primeira Liga, fez-se história. O Benfica perdeu no Estádio da Luz por 1-3 contra o Moreirense. A equipa de Moreira de Cónegos venceu pela primeira vez na história no terreno de um dos três grandes do futebol português. Por outro lado, é a terceira derrota consecutiva para os «encarnados», a segunda no campeonato.

O arranque da partida parecia um jogo de andebol: cada ataque dava golo e no final do partida se veria quem vencia. Os «encarnados» inauguraram o marcador logo aos dois minutos. Chiquinho entrega a bola para o lado direito da área visitante, onde estava João Félix a ver Jonas a entrar ao centro da pequena área do Moreirense. O goleador do Benfica – que foi titular neste jogo a par do jovem formado no Seixal – só teve de encostar para a baliza de Jhonathan (1-0). Três minutos depois, o mesmo Chiquinho terá se redimido do erro feito na jogada anterior. Arsénio ataca pelo lado direito e encontra o ex-Benfica à entrada da grande área do Benfica. Isolado, o camisola 22 do conjunto de Moreira de Cónegos rematou de primeira e colocado para o lado esquerdo da baliza de Vlachodimos (1-1). Nesta jogada, muita culpa para os defesas centrais do Benfica, que não estavam sincronizados e mostravam não saber quais adversários marcar e também para o lateral esquerdo Grimaldo, que não se viu para marcar o oponente posicional direto que era o extremo direito Arsénio.

O Benfica mostrou-se muito desatento no capítulo defensivo nesta primeira parte, algo invulgar nos jogos do Estádio da Luz, mas queria atacar com muitos elementos. Pizzi passa longo do meio campo para a entrada da área, onde entretanto chegava Rafa. O extremo picou a bola ao ver o guarda-redes do Moreirense a aproximar-se da bola. Este consegue correr até à baliza para negar o golo das «águias» depois de dar uma palmada no esférico.

Para a surpresa de alguns, dado ao momento de forma do Benfica, só faltava o Moreirense dar a volta no marcador e dilatar a vantagem. Ao minuto 16, Pedro Nuno, outro ex-jogador dos «encarnados», faz o 1-2 após novo contra ataque protagonizado de Arsénio pela faixa direita. Novamente, Grimaldo não estava lá e era Fejsa a compensar a marcação. O extremo consegue libertar-se do adversário para cruzar rasteiro ao segundo poste e o médio do Moreirense encostar. Os visitantes continuavam a explorar o Benfica no contra ataque até que aos 36 minutos, Loum faz o inédito 1-3 com um remate potente fora de área. Poucos minutos antes, tinha sido negado um golo a Rafa praticamente de baliza aberta após contornar o guarda-redes.

A equipa do Benfica não deixou de procurar golos a seu favor, mas saiu da primeira parte debaixo de assobios dos adeptos. Para o segundo tempo, o conjunto «encarnado» regressou ao relvado da Luz sem Pizzi e André Almeida. O treinador Rui Vitória colocou Castillo e Salvio procurando ainda mais largura e elementos no ataque, algo que se presumia desnecessário pois o Benfica chegou à desvantagem por esses mesmos motivos.

Contudo, seria necessário um golo logo a abrir a segunda parte para retirar qualquer coisa deste jogo. Quantidade de ataques não significava qualidade. As jogadas eram demasiado previsíveis, procurava-se a sorte a partir de vários cruzamentos e bolas pelo ar quase sem nexo. Os minutos iam passando e o Benfica não ia fascinando. A defensiva do Moreirense acompanhou os vários lances da equipa da casa sem qualquer problema.

Esta má perfomance do Benfica tem como culminar a expulsão de Jardel. O capitão dos «encarnados», atrás de uma barreira formada pelo Moreirense num livre a favor do Benfica, dá uma cotovelada desnecessária a Arsénio, à vista do árbitro.

Com este resultado, o Benfica sofre a segunda derrota consecutiva no campeonato. Rio Ave e Sporting podem ultrapassar o Benfica se vencerem Nacional e Santa Clara, respetivamente. Caso baterem os leões, os açorianos alcançam a pontuação dos «encarnados» que ficou intacta nesta jornada, 18 pontos.

Onzes iniciais:

SL Benfica: Odysseas Vlachodimos; André Almeida (Salvio 45′), Ruben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Gedson Fernandes e Pizzi (Castillo 45′); João Félix (Cervi 67′), Rafa e Jonas

Moreirense FC: Jhonathan; D’Alberto, Abarhoun, Ivanildo e Rúben Lima; Loum, F. Pacheco, Arsénio (B. Fonseca 79′) e Chiquinho (Neto 85′); Pedro Nuno e Nenê (Pato Rodríguez 67′)

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Desde os galácticos do Real Madrid, do grandioso Barcelona de Rijkaard e Guardiola, e ainda a conquista da Liga dos Campeões do Porto de Mourinho em 2004, o Francisco tem o talento de meter bola em tudo o que é conversa, apesar de saber que há muitas mais coisas que importam. As ligas inglesa e alemã são as suas predilectas, mas a sua paixão pelo futebol português ainda é desmedida a par com a rádio. Tem também um Mestrado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.