Em encontro da quarta eliminatória da Taça de Portugal, o Benfica eliminou o Arouca, ao vencer por 2-1. Depois da paragem para as seleções, a Luz era palco do jogo inaugural de mais uma etapa da prova rainha, com as Águias a quererem ultrapassar mais um obstáculo rumo ao Jamor, embora cientes que os Arouquenses iriam fazer de tudo para causar uma surpresa.

Quantos aos onzes iniciais, Rui Vitória tinha prometido mudanças e confirmou: a titularidade de Krovinovic foi a principal surpresa, num Benfica que voltava a jogar em 4-4-2, com Jonas e Seferovic a formarem a dupla atacante. Do lado visitante, Quim Machado apresentou uma formação sem receio de atacar e com ambição de disputar a passagem, apostando assim exatamente nos mesmos onze atletas que tinham derrotado o Leixões por 2-0, no último desafio para a Segunda Liga – Arouca atuou na Luz em 4-4-2, com os homens da frente a serem Fábio Fortes e André Bukia.

As Águias entraram pressionantes no encontro, demonstrando uma boa dinâmica ofensiva, fazendo a bola circular a um bom ritmo entre todos os elementos, remetendo assim o Arouca para o seu meio-campo defensivo. Os primeiros remates da partida foram da autoria de Corchia (minuto 8) e Zivkovic (minuto 10), contudo ambas as tentativas fora de área passaram longe da baliza à guarda de Rui Vieira. Apesar do forte controlo nos primeiro 15 minutos, o Benfica demonstrava algumas dificuldades em chegar ao último terço do terreno, devido ao alto bloco defensivo arouquense.

Jonas, num livre descaído para esquerda à quina da área ao minuto 17, tentou a sua sorte, contudo Rui Vieira defendeu facilmente. Contra a corrente de jogo, o Arouca adiantou-se no marcador no instante a seguir: num rápido contra-ataque, André Bukia, bem servido por Didi, rematou rasteiro em trivela já dentro de área para o fundo das redes. O conjunto comandado por Rui Vitória respondeu de imediato por duas vezes consecutivas, primeiro por Seferovic e depois por Jonas, mas o empate não surgiu.

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A reação encarnada ia-se intensificando, com o Benfica a ter mais posse de bola e a obrigar os visitantes a jogarem todos atrás da linha da bola, embora esse aumento do ritmo de jogo não tenha sido sinónimo de criação de lances de potencial perigo, com o único remate a ser feito por Grimaldo, num livre longe de área ao minuto 26, mas Rui Vieira agarrou o esférico com tranquilidade. Já perto do intervalo, o Benfica conseguiu finalmente chegar ao empate: Jonas passou bem por Deyvison, e rematou para o golo colocava o marcador empatado novamente, resultado que não se alterou até ao apito do árbitro Hélder Malheiro para o descanso.

Seferovic foi essencial no primeiro golo dos encarnados
Fonte: SL Benfica

Rui Vitória fez logo uma alteração no recomeço da partida: Rafa entrou para o lugar de Krovinovic, e o português tentou logo a sua sorte na primeira vez que tocou na bola – remate fora de área por cima da baliza, sem perigo para Rui Vieira. Jonas teve perto de bisar ao minuto 52, num lance bem trabalhado pelas Águias, embora o seu remate tenha saído à figura do guarda-redes do Arouca. À semelhança do início do primeiro tempo, o Benfica entrou por cima e com muita bola, perante um Arouca a tentar sair em contra-ataque, mas sem grande sucesso.

Pizzi foi lançado na partida, rendendo Gabriel, que protagonizou uma exibição apagada. A acutilância benfiquista nos minutos iniciais da segunda parte foi reduzindo gradualmente, e quem aproveitou isso foi o Arouca, que começou a aventurar-se no ataque à baliza de Svilar, como foi o exemplo do lance ao minuto 70, em que Kiko bateu um canto tenso do lado esquerdo, mas o jovem belga, com uma palmada, afastou o perigo. Para reforçar o meio-campo, Quim Machado fez entrar Bruno Alves para o lugar de Didi.

O jogo caminhava a passos largos para o seu final, e o Benfica começava a estar mais pressionado em tentar resolver a eliminatória o mais rápido possível, mas o Arouca não facilitou a tarefa, e esteve perto de voltar a marcar ao minuto 83, por intermédio de Adílio Santos, valendo uma boa intervenção de Svilar. No seguimento do lance, Kiko assistiu Fábio Fortes, que finalizou fraco para as mãos do número 1 das Águias. Os adeptos presentes estavam impacientes perante a incapacidade do Benfica em fazer o segundo golo, e quando a sua equipa perdia uma boa oportunidade para marcar, assobiavam os homens de Rui Vitória. O cenário de prolongamento estava perto de se consomar, contudo Rafa tinha outras pretensões: já em tempo de descontos, o extremo português fez o segundo golo, num lance de insistência, em que a defesa visitante demonstrou alguma falta de concentração. Ainda houve tempo para Hélder Malheiro mostrar o vermelho direto a Soares, após entrada sobre Rafa.

Em cima do apito final do árbitro, o Benfica lá conseguiu o apuramento para os oitavos da Taça de Portugal, embora tenha passado por algumas dificuldades sem qualquer necessidade. Um castigo pesado para a equipa de Quim Machado, que, pela exibição ao longo dos 90 minutos, até merecia ter ido a prolongamento.

Onzes iniciais

SL Benfica: Mile Svilar; Corchia; Germán Conti; Rúben Dias; Álex Grimaldo (João Félix 82’); Alfa Semedo; Gabriel (Pizzi 63’); Filip Krovinovic (Rafa Silva 45’); Zivkovic; Jonas; Haris Seferovic

FC Arouca: Rui Vieira; Deyvison; Victor Massaia; Kiko; Thales; Soares; Didi (Bruno Alves 72’) ; Ericson; Adílio Santos; Fábio Fortes; André Bukia