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É a reta final desta edição da Liga NOS. O Benfica avançava para mais uma das quatro finais que lhe faltavam para se poder sagrar tetra campeão, depois do empate em Alvalade. Entrava em jogo com três pontos de avanço sob o FC Porto. O Estoril vem de uma vitória caseira frente ao Vitória de Setúbal.

O jogo pareceu só começar aos 15 minutos, quando Salvio rematou pouco ao lado da baliza de Moreira. Era a primeira grande investida do jogo, sendo que o primeiro quarto de hora apresentou duas equipas pouco ativas nos extremos ofensivos, a segurar a bola e a avaliar a melhor maneira de abordar o jogo. O Estoril acabou por marcar desde logo uma presença firme na partida, mostrando que não queria fazer o papel de pequeno e que vinha para tirar os três pontos ao campeão em título.

Foi a partir do primeiro lance perigoso que o jogo ganhou entusiasmo, principalmente por parte da equipa da casa que investia, e bem, com grande qualidade, em jogadas rápidas, quer pelas linhas a tentar o cruzamento (onde nem sempre havia alguém para o receber), quer pelo centro, a tentar afunilar a bola por entre a defensiva canarinha bem organizada e que funcionava com um muro.

Se a defesa do Estoril era um muro de pedra, o Benfica era a água que insistia, e lá ia conseguindo passar por entre os jogadores de amarelo. Num desses lances, foi Nélson Semedo que ia tentar o cruzamento, já dentro da lateral da área. Licá tentou cortar o lance, mas chegou tarde e derrubou Semedo. Apito do árbitro, que aponta para a marca de grande penalidade e penalti para o Benfica aos 29 minutos.

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Jonas acarreta com a responsabilidade e não desilude. Moreira para um lado e uma bola pouco desviada do centro foi o suficiente para meter o Benfica na frente. Euforia na Luz, pois claro!

O Benfica começou assim uma cavalgada para o segundo golo. Os visitantes, que antes do golo estavam a começar a criar alguma organização, estavam agora mais defensivos devido ao poderio ofensivo que o Benfica mostrava, alimentado pelo golo.

Antes do intervalo, Cervi e Salvio foram os protagonistas dos lances perdidos que podiam levar os encarnados a vencer por uma vantagem mais confortável antes dos 45 minutos findarem.

Jonas bisou na partida e garantiu os três pontos para o Benfica Fonte: Facebook do SL Benfica
Jonas bisou na partida e garantiu os três pontos para o Benfica
Fonte: SL Benfica

Ao regressar do intervalo, trocaram-se os lados, e o jogo também.

O Estoril bateu com a mão na mesa e fez do Benfica, o próprio Estoril da primeira parte. Muito superiores no arranque após o intervalo. Apesar da falta de remates enquadrados com a baliza na primeira parte, o Estoril forçava-se para contrariar as estatísticas. Nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, só houve amarelos a jogar. Ora remates, ora jogadas, ora cantos, os canarinhos queriam os pontos.

Primeiro Licá com um remate perigoso de cabeça, que valeu a defesa de Ederson e, quase logo de seguida, Ailton Silva acerta na barra com um remate de longe. Pouco depois, lance à entrada da área, descaído ligeiramente para o lado esquerdo, deu bola no ferro. Mattheus Oliveira esteve a centímetros de igualar a partida.

Quando o Estoril já começava a justificar, e de que maneira, o empate, eis que Ailton desmarca Kléber e o ex-jogador do FC Porto não perdoa e gela a Luz.

Foi a gota de água para as águias que se aperceberam que tinham de fazer mais para serem campeões. E fizeram! Lutaram pelas rédeas que estavam do lado do Estoril e conseguiram repor o equilíbrio no jogo. Tudo equilibrado, resultado incluído, até que, Jonas novamente, decidiu que já chegava e pontapeou de longe com garra e marcou um grande golo para meter os benfiquistas no rumo certo.

Foi um ponto determinante na partida, visto que o restante continuou a ser incrivelmente equilibrado, deixando todos os encarnados a suspirar pelo apito final. O Estoril insistiu, o Benfica insistiu, houve lances de perigo dos dois lados, mas tudo terminou assim.

Foto de Capa: SL Benfica