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O Benfica entrou em campo para receber o Portimonense, depois de ambos os clubes terem perdido dois e três pontos, respetivamente, na anterior jornada. O Benfica vinha de um empate a uma bola no terreno do Rio Ave e o Portimonense recebeu e perdeu por 2-1 frente ao Marítimo.

O Benfica entrou em campo com algumas surpresas no 11 inicial, com Zivkovic a surgir no lugar de Salvio na ala direita. Bruno Varela, também com alguma surpresa, manteve o lugar nas redes encarnadas. Nota para presença no 11 dos internacionais Seferovic e Eliseu, que foram usados na ultima jornada internacional.

A atacar para a baliza norte da Luz, foi dos pés de Jonas que surgiu a primeira oportunidade de perigo da partida. Os primeiros dez minutos resumem-se a muito jogo de leitura de ambas as equipas, com os encarnados a terem a maior posse de bola e número de ocasiões de perigo. O coletivo de Portimão limitou-se a defender e a subir no terreno com velocidade, nos momentos de aflição do Benfica. Tanto os alas como os jogadores centrais do meio-campo encarnado procuraram muitas vezes o passe a rasgar ou alto para a movimentação do avançado suíço, mostrando mais uma vez que o novo camisola 14 tem características bem diferentes dos restantes pontas-de-lança. O Portimonense mostrou, desde cedo, ser uma equipa muito coesa e com um 4-3-3 bem estruturado. Muitas vezes, em momentos de maior dificuldade, ou descia o trinco para central ou mesmo os extremos ajudavam os defesas laterais. Muito bom jogo defensivo do emblema algarvio. A restante primeira parte foi muito semelhante aos primeiros minutos, sempre com o mesmo ritmo, mas com o Benfica, pela primeira vez na época, a não chegar a vencer aos 45 minutos de jogo. Nota para a boa rapidez de Zivkovic, boas defesas de Bruno Varela, que justificou, para já, a escolha do técnico.

A segunda parte trouxe o mesmo que a primeira, com o Benfica a iniciar bem a fase de construção de jogo mas a pecar no último terço do terreno. Aos dez minutos da segunda parte, surgiu o primeiro golo da partida: o camisola 90 do Portimonense levou a bola pela esquerda, passou por Luisão e rematou para dentro da baliza de Bruno Varela. Um bonito golo do avançado Fabrício, que gelou as bancadas da luz. Um golo que justifica a frase “quem não marca, sofre”. Mas porque isto é o Benfica, a reação foi exemplar – com golo de Jonas. De grande penalidade, e menos de cinco minutos depois, o avançado não tremeu e fez o empate. O penalti surgiu após falta sobre Salvio, que tinha entrado ao intervalo e, consequentemente, Hackaman acabou expulso. Logo após o golo do empate, Rui Vitória fez a segunda substituição: saída do central Lisandro e entrada do médio brasileiro Filipe Augusto. Muito do jogo fraco no último terço do terreno é devido à constante perda de bola dos jogadores do Benfica. E porque Rui Vitória quer apostar tudo no ataque, na última substituição retirou de campo o segundo elemento da defesa, restando apenas André Almeida e Luisão nesse sector. Eliseu saiu para dar lugar a Raul que ficou responsável mais pela esquerda do ataque da Luz, uma forma de jogar que já foi utilizada esta época, na última partida. E se Rui Vitória queria atacar, chegou rápido ao golo. André Almeida, de pé direito e da extrema direita, marcou um golaço que fez a Luz ir a baixo. Quase sem ângulo e quando se esperava o cruzamento, a bola só parou dentro da baliza dos algarvios. Um momento fabuloso do lateral direito, que deu oxigénio ao coletivo da Luz. Já próximo dos 90 minutos, o Portimonense, por Fabrício, chegou ao golo que empataria a partida mas o vídeo-arbitro assinalou fora de jogo, na jogada de ataque dos visitantes.

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Final da partida no Estádio da Luz e os encarnados regressam às vitórias no campeonato. O Benfica mostrou, neste jogo, que a saída de Mitroglou pode pesar em certos momentos do campeonato. As caraterísticas de um avançado como o grego serviam em encontros como este, onde as bolas altas foram algumas durante os 90 minutos. Excelente golo de André Almeida a fechar as contas de um duelo entre os dois campeões da época passada. Do lado dos visitantes, nota para um bom jogo defensivo, com linhas baixas mas com bastante velocidade (e de qualidade), nos movimentos de contra-ataque. Mais uma vitória, mais um passo rumo ao título.

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O João é benfiquista desde que se lembra. Nascido e criado em Aveiro, com uma experiência de cinco anos de vida em Moçambique, vive em Lisboa desde Agosto de 2015. A acompanhar os jogos do Benfica desde sempre e sem falhar a presença no Estádio da Luz pelo menos uma vez por ano, desde sempre que escreve textos pessoais acerca do Benfica e sobre o futebol em geral. Com coragem para defender e criticar o clube da Luz sempre que for preciso, tem mais interesse pela arte do futebol praticado do que pelas polémicas ou aspectos que mancham o desporto rei.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.