A CRÓNICA: VLACHODIMOS SEGUROU A VANTAGEM ENCARNADA

SL Benfica e PSV Eindhoven encontraram-se na primeira mão do play-off de apuramento para a fase de grupos da Liga Campeões. Dois emblemas com aspirações e que ainda não tinham conhecido o sabor da derrota esta época.

O encontro começou equilibrado, com as duas equipas a estudarem-se mutuamente durante os minutos iniciais. O SL Benfica chegou à vantagem numa das primeiras ocasiões de perigo, depois de uma combinação entre Pizzi e Yaremchuk. O avançado ucraniano colocou a bola em Rafa, que rematou cruzado e fez levantar as bancadas do Estádio da Luz.

O PSV sentiu o golo, mas passados poucos minutos começou a assumir mais a posse de bola e foi-se aproximando com perigo da baliza encarnada. Aos 27 minutos, Eran Zahavi introduziu o esférico na baliza de Odysseas Vlachodimos, mas o israelita estava em posição irregular e o tento foi anulado.

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A equipa visitante crescia no jogo e criava oportunidades de perigo, em grande parte graças à exibição de Noni Madueke, mas foi a formação da casa que voltou a celebrar, desta feita por intermédio de Julian Weigl. Canto batido e depois de um cabeceamento de Otamendi, o médio alemão apareceu a encostar para o segundo golo da noite.

Após o intervalo os visitantes entraram mais concentrados e desde cedo colocaram em sentido a equipa da casa. O SL Benfica mostrava muita dificuldade em controlar a posse de bola e descia cada vez mais no terreno.

O golo neerlandês chegou ao minuto 51 por intermédio de Gakpo, que arrancou do meio-campo e só parou para festejar o golo depois de um bom remate de fora da área. Os encarnados sentiram o tento e apenas Vlachodimos foi capaz de manter a vantagem portuguesa.

Até ao final as duas formações procuraram o golo, com a formação lusa a tentar conter o ímpeto adversário, mas o resultado não sofreu alterações e é o SL Benfica que parte em vantagem para o segundo jogo.

 

A FIGURA
Odysseas Vlachodimos foi um gigante na baliza do SL Benfica
Odysseas Vlachodimos foi um gigante na baliza do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Odysseas Vlachodimos – O guardião grego não teve uma exibição imaculada, mas apareceu nos momentos decisivos quando a equipa parecia desnorteada. Rafa também podia ocupar esta posição, mas o guarda-redes das águias segurou este triunfo.

O FORA DE JOGO
O SL Benfica protagonizou uma segunda parte fraca
O SL Benfica protagonizou uma segunda parte fraca
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Segunda parte benfiquista – O primeiro tempo não foi brilhante, mas na segunda parte a equipa da casa correu muitos riscos e podia ter saído da primeira mão com outro resultado. A falta de pressão sobre o portador e incapacidade de controlar a partida com bola com foram visíveis e terão que ser corrigidas para o segundo jogo, que promete mais dificuldades.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Muito se debateu ao longo da semana sobre o sistema tático que o SL Benfica utilizaria frente ao PSV, se o 4x4x2 ou o 3x4x3. Jorge Jesus admitiu na conferência de imprensa pré-jogo que a decisão só seria tomada depois da última sessão de treino, mas que a equipa se sentia confortável de ambas as formas.

O timoneiro das águias optou pela segunda opção, ao colocar Morato no papel de terceiro central, numa tentativa de controlar a largura dos neerlandeses. O jovem defesa teve uma exibição competente e ajudou a defensiva encarnada a controlar as iniciativas adversárias nos minutos iniciais.

Com Weigl e João Mário na zona central, as águias tiveram sempre critério com bola, mas apostaram, talvez em demasia, em passes longos que procuravam a profundidade nas costas adversárias. A estratégia funcionou em certa medida, mas com o passar dos minutos e o desgaste a acumular-se, Yaremchuk e Rafa deixaram de conseguir aguentar o choque e a procura da segunda bola.

No segundo tempo a toada agravou-se, com o PSV a dominar a posse de bola e a obrigar o SL Benfica a defender cada vez mais recuado. As entradas de André Almeida e Meïté tentaram condicionar as transições ofensivas do adversário, e deram mais consistência à zona intermédia do campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (8)

Diogo Gonçalves (6)

Otamendi (6)

Lucas Veríssimo (7)

Morato (6)

Grimaldo (6)

Julian Weigl (6)

João Mário (7)

Rafa (8)

Pizzi (6)

Yaremchuk (7)

 SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Everton (6)

Meïté (6)

André Almeida (6)

Taarabt (5)

Gonçalo Ramos (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PSV EINDHOVEN

Com uma frente ofensiva muito móvel, o PSV tentou apostar na velocidade para encontrar falhas na defesa encarnada. Com Zahavi a ponta-de-lança e Gakpo e Madueke a criar perigo vindos das alas, o tridente ofensivo neerlandês foi um autêntico quebra-cabeças, especialmente para Alex Grimaldo.

No processo ofensivo, a equipa de Eindhoven abria os seus centrais e permitia que Van Ginkel ou Sangaré iniciassem o ataque, libertando os laterais para subir e abrindo espaço que Götze podia aproveitar.

O golo aconteceu numa situação de transição rápida numa altura em que o meio-campo das águias se encontrava desgastado depois de longos minutos a controlar o espaço e a tentar condicionar a posse neerlandesa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Joël Drommel (6)

Philipp Mwene (6)

André Ramalho (6)

Olivier Boscagli (6)

Philipp Max (6)

Ibrahim Sangaré (6)

Marco Van Ginkel (7)

Mario Götze (6)

Noni Madueke (7)

Eran Zahavi (6)

Cody Gakpo (7)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Armando Obispo (6)

Davy Pröpper (6)

Bruma (6)

Yorbe Vertessen (5)

Jordan Teze (5)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

PSV Eindhoven

BnR: Na antevisão deste encontro ouvimos o treinador do Benfica destacar o papel de Mario Götze no ataque do PSV. Ficou contente com a forma como o médio se comportou?

Roger Schmidt: Acho que o Mario jogou bem. Os adversários estão sempre focados nele e tentam retirar-lhe espaço para que ele não consiga criar para os seus colegas, mas, como perceberam, não é fácil criar oportunidades claras contra o Benfica. São uma equipa organizada que por vezes defende com uma linha de três, outras vezes com cinco, mais dois médios-centro, logo não é fácil criar grandes ocasiões.

SL Benfica

BnR: Antes da partida destacou a importância de Mario Götze a aproveitar o espaço entre linhas para criar perigo. O que achou da forma como a equipa o conseguiu condicionar?

Jorge Jesus: Ele é um jogador que sem ter bola, joga muito. Ele coloca os outros a jogar sem bola pelos movimentos que faz, pelo conhecimento posicional que tem em função das jogadas, e depois quando tem bola é um jogador de que ninguém tem dúvidas do valor. Esta equipa do PSV tem quatro avançados com muita qualidade individual, o próprio Zahavi tem muita qualidade, muita velocidade, é difícil de parar. É uma equipa que pode surpreender caso não se defenda bem como o Benfica fez hoje.

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