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SL Benfica 3-1 GD Chaves: À anarquia, respondeu-se com talento

Jorge Fernandes · 3 min

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Foi de uma forma assertiva, competente, mas nem sempre brilhante, que o Benfica resolveu um dos desafios mais competitivos que tinha no Campeonato até ao clássico frente ao Porto. O encontro foi entretido e, sem que tenha tido muitos momentos de brilhantismo – o golo de Bressan tem de ser destacado –, foi quase sempre “rasgadinho” e imprevisível. Imprevisível não porque o Benfica tenha feito uma má exibição – os encarnados foram irregulares, mas tiveram bons momentos –, mas, principalmente, por culpa de um Chaves que começa a fazer da qualidade nos jogos contra os grandes uma regra. A maior parte das equipas vê nessas oportunidades uma excepção.

Nos primeiros 15 minutos, a ameaça Chaves tornou-se real. A equipa, agora comandada por Ricardo Soares, teve o jogo controlado e por poucas vezes o Benfica chegou a zonas de finalização. A desinspiração imperava no jogo encarnado. Mas, como muitas vezes acontece no futebol, estava o talento guardado para o momento importante. Nélson Semedo sacou um cruzamento perfeito e Mitroglou – a atravessar grande momento – colocou o Benfica em vantagem. O golo acabou por ser decisivo para o resto do primeiro tempo. O Chaves até reagiu bem logo a seguir, mas, até ao intervalo, o Benfica, sem grande brilhantismo, levou o jogo para onde queria. Faltava a qualidade na definição. Ela, mais tarde, iria chegar…

Chegou…e de que maneira. Com um Benfica controlador e um Chaves com mais dificuldade para ligar o jogo ofensivo, o encontro teve um dos seus momentos altos: Bressan, aproveitando falha de marcação na zona da meia-lua, disferiu um pontapé canhão, fazendo mais um grande golo no Estádio da Luz; no ano passado, ao serviço do Rio Ave, já tinha feito o gosto ao pé em grande estilo.

A segunda parte chegava e, quando se esperava um Benfica tenso depois do golo do empate, o contrário aconteceu. Os primeiros 15 minutos do segundo tempo tiveram o melhor Benfica do encontro. Futebol rápido, criativo, com ideias (que tinham faltado antes). Esse momento acabou por ser materializado com um belo golo. Mais pressão, Samaris bem no passe, Salvio a decidir, com uma simulação, e Nélson Semedo – jogo incansável do português – oferece o golo a Rafa.

Curiosamente, a entrada de Jonas coincidiu com uma baixa de intensidade do Benfica. O brasileiro deu à equipa mais capacidade de pausar o jogo e o Benfica acabou por ser mais criterioso e menos espectacular.

O jogo continuava entretido e com motivos de interesse. Aqui, uma palavra para o Chaves. Mais uma exibição personalizada na casa de um grande, com qualidade no processo ofensivo e muita personalidade. Esse carácter ficou bem vincado na capacidade que a equipa teve de manter o resultado em aberto. O jogo poderia cair para qualquer lado, mas, para mal dos flavienses, o instinto de um grego que se mostra imparável foi o suficiente para matar as aspirações de uma equipa honrosa. O Chaves quis levar o Benfica à anarquia  e “só” o (muito) talento salvou as águias. Quer-se mais 90 minutos destes no nosso futebol…

Foto de capa: SL Benfica

A FIGURA

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Nélson Semedo – Mais um jogo de grande pujança do jovem lateral. Foi defesa-direito, lateral-direito…tudo direito. O português  foi sempre dono e senhor do corredor, que criou muitos desequilíbrios no último terço do terreno. Duas assistências chegam para explicar a importância do seu contributo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Desportivo Chaves
Fonte: Desportivo Chaves

William – O jogo mais físico do avançado brasileiro não favoreceu os flavienses. Pouco dado ao jogo, esteve ausente dos lances de ataque da sua equipa.

Jorge Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos