sl benfica cabeçalho 1O Benfica volta a competir para o campeonato nacional e tenta defender o título de (tri)campeão no seu estádio. Após o empate tardio contra o Besiktas na Luz, a equipa encarnada volta a jogar frente aos seus adeptos para enfrentar o Braga orientado por José Peseiro. Depois da notável falta de uma referência ofensiva no passado jogo contra os turcos e contra o Arouca, eis que Mitroglou volta ao onze inicial. Mudança que se mostrou extremamente importante para o futebol das águias. A equipa começou bem com uma forte primeira parte. A introdução do grego novamente no onze da equipa trouxe maior dinâmica às combinações ofensivas que resultavam em excelentes lances de perigo para a equipa encarnada. A equipa combinava bem com lances rápidos e coesos tomando conta do jogo durante quase a primeira parte toda.

O Braga foi aproveitando os erros defensivos do Benfica para criar situações de perigo, mas uma “parede” chamada Júlio César parava qualquer investida pela equipa bracarense. O golo finalmente surgiu aos 27 minutos por Kostas Mitroglou e a luz gritou de alívio. Toque de calcanhar de Pizzi liberta Gonçalo Guedes na esquerda que atrasa para o centro da área onde estava Mitroglou que, com o pé esquerdo, atira para as redes do Braga. Estava feito o merecido primeiro golo. O Benfica manteve as rédeas da partida até aos 35 minutos onde o jogo perdeu um pouco a intensidade e viram-se ambas as equipas a esperar pelo intervalo. Ao longo da primeira parte o guarda-redes bracarense foi-se queixando do pé e foi bastante assobiado pela perda de tempo que estava a causar.  Este chega com o Benfica na frente por uma bola a zero. A equipa da casa foi crescendo ao longo do jogo e foi galardoada com a vantagem antes dos 45 minutos esgotados. O Braga, apesar de menos presente podia contar com a igualdade não fosse a pouca eficácia dos lances de perigo.

A segunda parte chega e ambas as equipas optam pela permanência dos onze que jogaram de início. Um início de parte lento e menos emocionante por parte do Benfica e o Braga tem mais posse mais lances em direção à equipa adversária. Investidas de Baiano e de Ricardo Horta foram todas em vão e o placard manteve-se inalterado. Por volta dos 60 minutos o jogo tornou-se enfadonho com passes mal executados, várias perdas de bola e poucos lances realmente ofensivos de ambas as partes. Depois de minutos adormecidos, onde o Benfica parecia estar na sua fase de aceitação da vantagem mínima, as águias decidiram não cair no mesmo erro duas vezes e voltar a entrar no jogo. Gonçalo Guedes e Pizzi tentaram marcar o segundo minutos antes do número 21 do Benfica, num lance em que a bola vai ter com o internacional português após um ressalto num jogador do Braga. Pizzi estava na área minhota frente ao guarda-redes e não perdoou. Estava feito o dois a zero aos 74 minutos. Com o segundo golo, a atmosfera frenética na Luz deu vontade aos jogadores do Benfica para não querer parar por aqui. Quatro minutos depois, deu-se o terceiro golo do Benfica, novamente pelo grego Mitroglou.

A vitória parecia certa aos 78 minutos com o terceiro golo e assim se manteve o resultado até o Braga marcar o golo de honra aos 90 minutos na sequência de um canto. Rosic foi o marcador. Apito final e vitória do Benfica por 3-1. Previa-se uma mudança de palco, com o mesmo desfecho antes do golo de Rosic que estragou a peça. 52.181 espetadores viram ao vivo o Benfica a fazer a melhor performance desta época premiada com três golos. A Luz ficou em festa e o ambiente avassalador. Adeptos por todo o estádio saltaram e pediram o 36 ao tricampeão. No fim, o Benfica acaba a jornada em primeiro lugar, um ponto a mais que o ex-líder Sporting e três a mais que o Braga e que o rival FC Porto.