A CRÓNICA: UMA PRIMEIRA MÃO DE GRANDE QUALIDADE E QUE VENHA A SEGUNDA!

De volta à festa da Taça e logo com um grande jogo (aliás, dois visto que há segunda mão) nestas meias-finais. As duas mãos deixaram o tónico a expetativa e calma durante o início da partida. Oportunidades? Houve algumas de parte a parte. Aqui vão as mais importantes: aos 14 minutos, um livre de Pizzi à figura de Vaná e, aos 29 minutos, também se gritou golo, mas foi invalidado, pois Toni Martinez estava acampado à espera da bola de Fábio Martins. Mas o equilíbrio foi o prato principal servido neste primeiro tempo. Tudo a zeros. Mas desengane-se quem ache que, por isso, estava a ser um mau jogo. Esta primeira mão das meias-finais estava a ser a prova viva de que não é preciso haver golos para se ver um bom jogo.

O Famalicão entrou na segunda parte um pouco mais instável defensivamente. Uma inspiração de Taarabt permitiu ao Benfica “cavar” o primeiro da noite. Depois de um cruzamento de Seferovic, Riccieli corta a bola com o braço. O penalti é assinalado por Hugo Miguel e convertido por Pizzi. Guarda-redes para um lado, bola para o outro. O Benfica até estava a crescer na segunda parte e estava a conseguir “encurralar” o seu adversário, mas, eis que surge um rasgo de inspiração de Pedro Gonçalves. Pega na bola e lá vai ele: passa por Grimaldo (quem viu o jogo sabe que não é novidade), passa por Rúben Dias e depois passa para o seu colega, Diogo Gonçalves. O extremo devolve e Pedro Gonçalves faz o empate na Luz.

O Fama estava a surpreender, mais uma vez, na Luz. Toni Martinez acaba mesmo por esfrear a noite em Lisboa para os encarnados. Depois de um grande passe de Pedro Gonçalves, o número 19 faz o 1-2 para o FC Famalicão. O jogo estava intenso e nesta segunda parte havia um bónus: aos 78′, Rafa restabelece a igualdade no marcador na recarga depois do remate de Vinicius defendido por Vaná. Até ao cair do pano, ainda houve tempo para Vlachodimos ser chamado a intervir. Pedro Gonçalves, mais uma vez, faz um chapéu ao guarda-redes, mas sem êxito desta vez. Mas desengane-se em achava que as emoções ficavam por aqui. Para lá do período regulamentar, depois de um canto, Gabriel faz o terceiro e coloca a sua equipa em vantagem nos instantes finais da partida.

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Foi um jogo de alto calibre entre dois conjuntos que, como se diz na gíria, jogam à bola. O final desta primeira mão da meia-final da Prova Rainha ditou a vitória benfiquista por 3-2 num jogo de alto calibre em que Fama jogou olhos nos olhos com o líder. Uma coisa é certa na segunda mão: espectáculo está garantido!

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Pedro Gonçalves – O número 28 do Fama esteve muito bem esta noite. Foi a peça-chave do golo. Que grande trabalho individual de Pedro Gonçalves no primeiro golo e que passe a rasgar no lance do segundo golo do Famalicão. Sem dúvida o jogador preponderante esta noite para o jogo do Famalicão!

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Seferovic – É estranho alguém que foi o melhor marcador a época transata não encontrar de todo os caminhos para a baliza. Não nos esquecemos daquilo que foi a salvação contra o Rio Ave FC, mas não está de todo bem. Sempre que tentava aproveitar o espaço nas costas da defesa famalicense muitas vezes era encontrado em posição irregular. Oportunidades não têm faltado e parece só ter acordado no final da partida. É preciso mais.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Estamos habituados ao típico 4-4-2 por parte do SL Benfica. Gabriel saltou para o onze inicial por troca forçada de Weigl, devido a uma doença respiratória. Houve a entrada também de Jardel, Chiquinho e Seferovic, mas sem nenhuma implicação naquilo que era o sistema tático de Bruno Lage, pois tudo continuava na mesma. Pressão forte de Gabriel e Taarabt na tentativa de estacar de forma eficaz o ataque rápido do Famalicão, que teve muita dificuldade em sair na zona de construção. A certa altura, o SL Benfica começou por procurar mais as malhas laterais para construir as suas jogadas. Quando se vê a perder, Bruno Lage coloca a “carne toda no assador”. As águias começam a jogar com dois pontas-de-lança – Vinicius e Seferovic. Para além disso, Rafa também entra a jogo para dar velocidade e mais consistência no ataque. Numa altura em que tem muita gente no ataque, a equipa de Bruno Lage, acaba por ficar mais exposta ao bom jogo do FC Famalicão e isso foi evidente em alguns momentos do jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (7)

André Almeida (5)

Rúben Dias (6)

Jardel (4)

Grimaldo (4)

Gabriel (7)

Taarabt (7)

Cervi (6)

Pizzi (4)

Chiquinho (6)

Seferovic (4)

SUBS UTILIZADOS

Ferro (4)

Vinicius (6)

Rafa (7)

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Quatro alterações no 4-1-4-1 do Famalicão de João Pedro Sousa para enfrentar o SL Benfica. Tivemos as entradas de Ivo Pinto, Racine Coly, Patrick William e Diogo Gonçalves para este onze inicial. As trocas rápidas de flanco em apenas dois três toques e aproveitamento da velocidade tanto de Diogo Gonçalves como de Fábio Martins permitia ataques muito perigosos. Assim que o Famalicão conseguia encontrar espaço para um dos extremos, era perigo iminente para Vlachodimos. O que por momentos podia parecer um ataque inofensivo tornava-se rapidamente numa bola na grande área encarnada. Diogo Gonçalves, principalmente, conseguiu muitas vezes levar a melhor sobre Grimaldo. O Fama conseguiu circular a bola com eficiência em todos o terreno do jogo e ocupar toda a largura do terreno.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vaná Alves (7)

Ivo Pinto (6)

Riccieli (5)

Patrick William (5)

Racine Coly (5)

Gustavo Assunção (7)

Uros Racic (5)

Pedro Gonçalves (9)

Fábio Martins (8)

Diogo Gonçalves (8)

Toni Martinez (7)

SUBS UTILIZADOS

Anderson (6)

Ruben Lameiras (-)

Roderick Miranda (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Não foi possível fazer questões ao treinador do SL Benfica, Bruno Lage. 

FC Famalicão

Não foi possível fazer questões ao treinador do FC Famalicão, João Pedro Sousa.

Rescaldo de opinião de Inês Santos e João Pedro Barbosa

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves