SL Benfica 4-0 CS Marítimo: Uma exibição como há muito não se via

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Depois de uma longa paragem internacional, a Liga Portuguesa voltou ao Estádio da Luz com os encarnados a receberem o CS Marítimo, que já não vencia qualquer partida há quatro jornadas. Nesta 12.ª jornada, o SL Benfica queria vencer para continuar líder do campeonato e os maritimistas queriam limpar a imagem dada, agora aos comandos do novo treinador, José Gomes.

O jogo começou frenético e com as duas equipas a mostrarem que queriam mandar. Mas a eficácia esteve do lado dos encarnados, que, aos oito minutos da partida, conseguiram fazer o primeiro do jogo. O primeiro passe é de André Almeida, que encontra Vinicius na grande área. O ponta de lança brasileiro recebeu de costas para a baliza, contemporizou para que Pizzi pudesse aparecer, e depois só teve de dar um pequeno toque para trás para que Pizzi chegasse e fuzilasse a baliza de Abedzadeh. Era o 1-0 a favor dos encarnados, que começaram muito bem a partida.

Depois do golo, o jogo esteve parado cerca de três minutos para que o VAR, Luís Ferreira,  visse se havia realmente fora de jogo no momento em que a bola partiu para Vinicius. Como é que é possível haver tanto tempo de espera? Isto só quebra o momento de jogo de ambas as equipas e é prejudicial à partida. Há que ainda perceber bem esta situação.

Foram só precisos mais nove minutos para haver novo golo no Estádio da Luz e, desta vez, até nota artística houve para se ver. Aos 17 minutos, Chiquinho, em poucos toques, na sua maioria de primeira, deu início à seguinte sequência: Chiquinho, André Almeida, Taarabt, que, no meio de tantos defesas, descobre Pizzi, e por fim a bola chegou ao isolado Vinicius, que só teve de encostar para o 2-0. Foi[tps_footer][/tps_footer] o sexto golo nesta Liga Portuguesa do avançado brasileiro, e se este não foi um dos melhores golos da liga, em termos coletivos, então não sei… Mas que maravilha!

Em vez de dizermos “15 minutos à Benfica”, podemos, sim, dizer “30 minutos à Benfica” ou, neste caso, 31… Pois foi neste minuto que veio novo golo encarnado. De novo, os mesmos protagonistas: Pizzi e Vinicius. Primeiro, foi André Almeida que começou a jogada, com um toque subtil de cabeça para o 21 encarnado. O médio português, sem pensar duas vezes, cruzou para dentro da área e a bola acabou cortada pelo guarda-redes do Marítimo. Vinicius viu bem onde o corte iria parar e apareceu como um “rato de área”, como se diz na gíria, e fez o seu segundo golo na partida e o terceiro para o Benfica (3-0).

A terminar a primeira parte, houve golo anulado a Vinicius. É de destacar o grande início de jogada e a progressão de bola de Adel Taarabt, que depois encontrou Vinicius a entrar na profundidade (novamente). O ponta de lança brasileiro ainda introduziu a bola na baliza de Abedzadeh, mas de nada contou porque, desta vez, estava mesmo em fora de jogo.

O que dizer desta primeira parte? Um grande jogo por parte do Benfica com a equipa perfeitamente entrosada. Da parte dos maritimistas havia vontade, as ideias estavam lá, mas no último terço do terreno faltava qualquer coisa para criar real perigo para a baliza defendida de Vlachodimos. Assim, as duas equipas recolheram ao intervalo com um resultado de 3-0, mais do que justo, a favor dos encarnados.

Vinicius foi a verdadeira figura, juntamente com Pizzi, na primeira parte e no jogo em geral
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A segunda parte começou tal e qual a primeira, ou seja, com as duas equipas a mostrarem a sua qualidade em campo, ambas a quererem marcar, e no fim da história? Marcou outra vez o Benfica.

Foi aos 54 minutos que tudo começou, outra vez, nos pés de Chiquinho. O número 19 encarnado tinha o meio todo aberto e fez o que normalmente se pede nas bancadas: “remata daí mesmo”; até deu certo se virmos de uma perspetiva pragmática. O remate saiu dos pés de Chiquinho com imensa força e o melhor que Abedzadeh conseguiu fazer foi uma palmada para a frente. A bola foi parar perto de Vinicius e já se sabe como é o 95 do Benfica: um matador. E não perdoou, novamente. Estava feito o 4-0 e era o hat-trick de Vinicius – o oitavo golo no campeonato.

Depois de uma primeira falta, aos 27 minutos, ao travar um contra-ataque e consequente amarelo, Gabriel estava mesmo a pedir que acabasse por ser expulso neste jogo. Aos 60 minutos, acabou mesmo por surgir o segundo amarelo numa entrada violenta sobre um jogador do Marítimo. Por acumulação de amarelos, o número oito encarnado acabou por ver o vermelho, que foi bem mostrado por Fábio Veríssimo.

Depois da expulsão, era óbvio que o ritmo da partida ia reduzir drasticamente. O Benfica baixou as suas linhas, se bem que controlando os destinos do jogo, e o Marítimo tentava ter mais posse de bola para conseguir construir de forma mais calma o seu jogo, mas mostrava muitas dificuldades. Havia pouco para contar para se ser sincero.

O fim do jogo chegou muito lentamente e pouco – ou mesmo nada – houve para contar e o Benfica venceu o Marítimo e continua líder isolado da Liga Portuguesa – com mais um jogo do que o FC Porto. Os encarnados mostraram na primeira parte que sabem “jogar à bola” e ainda em alguns minutos da segunda, depois da expulsão, houve uma quebra notória. Os maritimistas mostraram bons sinais nesta partida, mas ainda há muito trabalho que José Gomes tem de fazer para voltar a meter de volta a equipa da ilha da Madeira no mapa do futebol português.

ONZES INICIAIS

SL Benfica – Odysseas Vlachodimos (GR), Grimaldo, Ferro, Rúben Dias, André Almeida (Tomás Tavares, 45′), Adel Taarabt, Gabriel, Cervi (Jota, 80′), Pizzi, Chiquinho e Vinicius (Raúl De Tomás, 69′)

CS Marítimo – Abedzadeh (GR), Nanu, René Santos, Grolli, Rúben Ferreira, Pelágio (Bambock, 76′), Vukovic (Correa, 74′), Edgar Costa, Marcelinho (Erivaldo, 68′), Getterson e Daizen

João Pedro Barbosa
João Pedro Barbosahttp://www.bolanarede.pt
É aluno de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, tem 20 anos e é de Queluz. É um apaixonado pelo desporto. Praticou futebol, futsal e atletismo, mas sem grande sucesso. Prefere apreciar o desporto do lado de fora. O seu sonho é conciliar as duas coisas de que gosta, a escrita e o desporto.

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