A CRÓNICA: LA MASIA SAI COM LIÇÃO ENCARNADA

Numa jornada perder por 4-0 frente ao FC Dínamo Kiev para na outra vencer por 4-0 o FC Barcelona. Foi uma tarde inspirada para o SL Benfica no Futebol Campus, naquele que foi o segundo jogo dos encarnados na UEFA Youth League.

Anúncio Publicitário

O resultado traduz exatamente o que se passou dentro do campo e leva o SL Benfica ao segundo lugar do grupo E. O domínio benfiquista fez-se sentir desde início e nunca deu grandes chances a um FC Barcelona com marca de La Masia, mas sem andamento para as jovens águias.

As subidas de João Tomé pelo flanco direito proporcionaram duas excelentes ocasiões para o SL Benfica logo de arranque. Em ambas as situações, a finalização esteve a cabo de Diego Medeiros. Na primeira, rematou por cima numa bola tão perdida quanto a defesa do FC Barcelona. Na segunda, a acrobacia que tentou não teve um melhor caminho.

As águias continuavam sem dar passos atrás. A capacidade de recuperação rápida de bola que os encarnados estavam a demonstrar permitiu continuar a marcar presença no meio-campo contrário.

João Resende começou a mostrar-se ao jogo. O ponta-de-lança não estava a ser solicitado para finalizar, mas movimentou-se para assistir. Com isso beneficiaram Cher Ndour e Pedro Santos, que apareceram na cara do golo.

Os primeiros sinais do FC Barcelona viram-se apenas quando Akhomach rematou para defesa de Samuel Soares. As águias não tardaram a ripostar através de Pedro Santos. O extremo voltava a ter nos pés uma ocasião sublime na ressaca de um canto.

No término da primeira parte, os culés estavam a demonstrar uma reação tímida. Em contraposto, João Resende materializou o domínio encarnado conseguindo desenvencilhar-se com classe de uma frágil defesa blaugrana.

A bola nem chegou a ir ao centro do terreno e o jogo foi para o intervalo. O figurino do reinício do jogo foi igual ao da ida para as cabines, ou seja, com novo golo para o SL Benfica. Com assistência de João Tomé e remate de Cher Ndour, as águias chegaram ao 2-0.

Ander Astralaga saiu da área e derrubou João Resende como um pino de bowling. O guarda-redes acabou expulso pelo árbitro grego Anastasios Papapetrou e foi já o seu colega de posto, Arnau Rafus, que viu João Resende encontrar de novo o caminho do golo. A assistência ficou pela segunda vez a cargo de João Tomé.

Nem Rafus sabia no que se tinha metido. Precisou apenas de 14 minutos para sofrer tantos golos como Astralaga sofrera em 54´. Desta vez foi Martim Neto que, num remate à entrada da área que já tinha ensaiado no primeiro tempo, anotou o quarto golo do jogo.

Como os jogadores que zelam pelo entretenimento devem ser mencionados, é de referir o trabalho que Diego Moreira fez em prol do espetáculo. Brincar na areia soube-lhe bem e deu um colorido diferente ao jogo com a sua técnica.

O FC Barcelona descontrolou-se emocionalmente. Ainda assim, Juan Garrido, ao poste, e Victor Barberá tiveram as únicas oportunidades a dez minutos do final. As ameaças finais dos espanhóis não mexeram com o 4-0 que iluminava o marcador.

No outro jogo do grupo, o FC Dínamo Kiev também venceu por 4-0 o FC Bayern. Os ucranianos lideram o grupo com duas vitórias, perseguidos por SL Benfica e FC Barcelona com três e cada vez mais distantes dos alemães que ainda não somaram qualquer ponto.

 

A FIGURA

João Resende – Não esperou que o servissem para ter rendimento. Trabalhou para a equipa, em primeiro lugar, e, com naturalidade, surgiram-lhe as oportunidades que o fizeram somar dois golos.

 

O FORA DE JOGO

Ander Astralaga – A expulsão que protagonizou ao tentar controlar a profundidade pôs em evidência as debilidades que mostrou ao longo de todo o jogo. Muito inseguro para jogar com os pés ao nível que lhe foi exigido.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As subidas de João Tomé e os apoios frontais de João Resende foram os maiores fatores geradores de jogo ofensivo.

O lateral-direito beneficiou do oleado triângulo Tomás Araújo – João Tomé – Pedro Santos para definir com qualidade uma grande quantidade de lances no último terço. O ponta-de-lança respondeu reactivamente à necessidade que estava a sentir de o jogo lhe chegar aos pés.

No 4-2-3-1 de Luís Castro, destaque ainda para os centrocampistas, Zan Jevsenak, Martim Neto e Cher Ndour. Mais do que pensarem o jogo, foram fundamentais na recuperação alta de bola que encostou o FC Barcelona às cordas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel Soares (5)

João Tomé (8)

Tomás Araújo (6)

António Silva (5)

Rafael Rodrigues (6)

Zan Jevsenak (5)

Martim Neto (6)

Cher Ndour (6)

Pedro Santos (5)

Diego Moreira (7)

João Resende (8)

SUBS UTILIZADOS

Franculino Dju (6)

Nuno Félix (5)

João Neves (5)

Rodrigo Matos (-)

Ronaldo Camará (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

O FC Barcelona mostrou inicialmente muita preocupação com o alinhamento da defesa. Os cuidados com o setor mais recuado iam-se tornando inócuos com o risco que os culés estavam a aportar ao jogo com bola que, após várias perdas, expunham com facilidade a sua própria baliza.

A equipa de Óscar López, a jogar em 4-2-3-1, apostava numa saída com recurso a cinco homens, o guarda-redes, Ander Astralaga, os centrais, Arnau Casas e Chiad Raid, e os dois médios mais recuados, Marc Casado e Aleix Garrido.

A forma como os extremos, Ilias Akhomach e Zacarias Ghalian, e os laterias, Mika Juanola e Arnau Solà, abriam no campo visava proporcionar mais espaço para os homens do corredor central, aqui incluindo o dez, Txus Alba, e o ponta de lança, Luzzi. Apesar da aposta nesse espaço, foi a partir dos flancos que mais desequilibraram.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ander Astralaga (4)

Mika Juanola (4)

Arnau Casas (4)

Chiad Raid (5)

Arnau Solà (5)

Marc Casado (4)

Aleix Garrido (4)

Txus Alba (4)

Ilias Akhomach (6)

Zacarias Ghalian (4)

Fabián Luzzi (5)

SUBS UTILIZADOS

Alex Valle (4)

Arnau Rafus (4)

Victor Barberá (4)

Fermin Marin (4)

Juan Fuentes (4)

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome