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A CRÓNICA: O PERIGO NÃO ASSUSTA ESTES JOVENS

Os tubarões são animais que, pela ferocidade, assustam. Quem lhes tenta dar a mão corre o risco de ficar sem o braço. O risco inerente à missão de os abater fica, por isso, à responsabilidade dos mais experientes.

Os meninos do SL Benfica não se intimidaram com a ambiciosa e arriscada tarefa. Hoje mesmo, no Benfica Campus, em jogo a contar para a 3.ª jornada do grupo E da UEFA Youth League, encarregaram-se de derrubar um desses seres perigosos, o FC Bayern Munique.

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A experiência que as águias traziam do jogo anterior para a competição europeia das jovens promessas, em que dizimaram o FC Barcelona por 4-0, já servira para afiar os anzóis. Era hora de partir à pesca.

Aos quatro minutos de jogo, já Pedro Santos dava o primeiro passo para que a missão fosse cumprida com sucesso. Uma combinação sobre a esquerda liberou Rafael Rodrigues para tirar o cruzamento que o extremo viria a transformar em golo.

A bola andou longe das balizas até à meia-hora. Aí, o Benfica, por Cher Ndour, após mais uma bela jogada de corredor, desta vez no lado direito, e Diego Moreira, carimbou mais dois golos, denotando um aproveitamento quase total das oportunidades por parte dos encarnados.

O Benfica continuou a gerir o jogo de maneira concordante com as suas intenções. Ainda que os bávaros fossem tendo algum espaço para atacar, não conseguiam ser expeditos na hora do remate.

Entrado na segunda parte, João Neves é que não precisou de licença de tiro. Matou no peito e, pela quarta vez, o Seixal festejou.

Com esta vitória, o Benfica passa a somar seis pontos na UEFA Youth League. As águias reforçaram o segundo lugar e aproximam-se da liderança, beneficiando do empate a zero entre FC Barcelona e FK Dínamo Kiev no outro jogo do grupo.

 

A FIGURA

Martim Neto – Toda uma mistura de malabarismos, visão de jogo e capacidade de pressão. Tão simples como eficaz.

O FORA DE JOGO

Behar Neziri foi incapaz de se adaptar ao que o rodeava e posicionar-se de modo a ser uma solução válida de passe. A sua incapacidade de ligar o jogo refletiu-se na incapacidade de o Bayern chegar ao ataque de forma límpida.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Em função da estratégia de Luís Castro para o jogo, a escolha do sistema recaiu sobre o 4-3-3. Cher Ndour e Martim Neto aproximaram-se dos laterais, Rafael Rodrigues e João Tomé, e dos extremos, Diego Moreira e Pedro Santos, para criarem situações vantajosas de terceiro homem nas faixas.

Ao perceber a dificuldade do Bayern na defesa dos corredores laterais, o Benfica impôs por lá a sua lei. O envolvimento de Rafael Rodrigues, do lado esquerdo, e de João Tomé, pela direita, foram fulcrais. Foi daí que nasceram os dois primeiros golos.

A organização defensiva foi estabelecida em 4-4-2. Desta forma, Martim Neto estava mais perto da zona de pressão da linha recuada alemã, sendo bem auxiliado por Cher Ndour. Nuno Félix garantia as compensações.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel Soares (4)

João Tomé (6)

Tomás Araújo (6)

António Silva (6)

Rafael Rodrigues (8)

Nuno Félix (6)

Martim Neto (8)

Cher Ndour (5)

Pedro Santos (6)

Diego Moreira (7)

João Resende (4)

SUBS UTILIZADOS

Luís Semedo (5)

João Neves (6)

Franculino Djú (5)

Diogo Spencer (5)

Rodrigo Matos (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

O Bayern mostrou bastantes dificuldades na ligação da primeira com a segunda fase de construção. Apesar dos bávaros terem qualidade técnica nos jogadores do setor mais recuado, nomeadamente nos pés do central Justin Janitzek e do médio defensivo Luca Denk, os médios que apareceram entre linhas no 4-3-3 do treinador Danny Galm, Behar Neziri e Kenan Yildiz, não corresponderam.

Ao atacar, os extremos Benjamin Dibrani e Grant-Leon Mamedova jogaram bem abertos, tendo por objetivo libertar outros colegas no espaço interior. Tal nunca se verificou, prejudicando estes dois jogadores.

Estrategicamente, com o posicionamento dos extremos em fase defensiva, os bávaros libertaram os corredores laterais. O convite feito ao jogo exterior dos encarnados tinha inerente a confiança nos jogadores do corredor central para a resolução defensiva dos lances, o que não se sucedeu.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tom Hulsmann (3)

Mamin Sanyang (5)

David Herold (4)

Justin Janitzek (6)

Pepe Brekner (4)

Luca Denk (6)

Behar Neziri (3)

Kenan Yildiz (4)

Benjamin Dibrani (4)

Grant-Leon Mamedova (4)

Samuel Unsold (5)

SUBS UTILIZADOS

Younes Aitamer (5)

David Jonathans (6)

Barry Hepburn (6)

Marcel Wenig (5)

Nick Salihamidzic (5)

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