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A CRÓNICA: ALUGA-SE MEIO-CAMPO ENCARNADO. PARA MAIS INFORMAÇÕES, LIGUE XXX

Hoje foi mais um dia de Prova Rainha, a competição onde todas as surpresas podem acontecer. Restava saber se o UD Vilafranquense iria conseguir dar um ar da sua graça aqui, esta noite, no reduto do SL Benfica em jogo a contar para a quarta eliminatória.

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De facto, hoje não foi um desses dias. Não há outra forma de começar esta crónica: três golos em apenas quatro minutos. As águias entraram a todo o gás e, ao que parece, a “bilha” do Vilafranquense veio um pouco vazia. Claro está, sem esquecer os poucos argumentos quando comparado com o adversário. A verdade é que foi como “ketchup”. Gonçalo Ramos aproveita uma má abordagem do central Sparagna e faz o primeiro do duelo aos 11 minutos. Foi o primeiro golo do menino esta temporada e o terceiro com a camisola sénior dos encarnados. Passado três minutos, Pizzi dilata a vantagem no marcador. Depois de uma fabulosa assistência de Nuno Tavares, o médio coloca a bola sem espinhas dentro da baliza ribatejana. Mas os de Vila Franca não conseguiram respirar e o terceiro tento estava mesmo aí à espreita: desta vez, por intermédio de Seferovic, o avançado ganha a frente a Diogo Coelho numa grande jogada individual e faz o terceiro da noite para a equipa de Jorge Jesus. Primeiros 15 minutos de jogo e já cheirava a goleada.

O ímpeto do Benfica acabou por esmorecer um pouco, bem como o jogo durante o resto da primeira parte. Ainda assim, houve tempo para o quarto tento das águias aos 42 minutos. Novamente, Sparagna fica muito mal na fotografia. Depois de mais uma assistência de Nuno Tavares, Seferovic, de carrinho, bisa na partida e volta a “apanhar” a equipa ribatejana em contra mão. Os encarnados foram, então, para os balneários com uma vantagem sólida e que era mais do que justificada.

A segunda parte continuou no mesmo sentido. O Benfica continuou com o pé no acelerador e nem mesmo a postura ainda mais recuada da equipa de João Tralhão evitou a mão cheia de golos. Aos 57 minutos do jogo, fez-se arte no Estádio da Luz. Num golo bem parecido ao de Tabata frente ao FC Paços de Ferreira. Depois de Gilberto dar de calcanhar, Pedrinho coloca em arco na baliza adversária e faz o quinto para as águias.

Ainda houve temo, aos 69 minutos, para uma tentativa do golo de honra. Depois de percorrer vários metros e de alguma passividade de Gabriel, Carlos Fortes remata em jeito. Helton Leite bem se esticou, mas o que lhe valeu foi mesmo o poste. A partida acabou em 5-0 num jogo em que Benfica dominou do primeiro ao último segundo. Os encarnados seguem, assim, para a próxima elimanatória

 

A FIGURA

SL Benfica x UD Vilafranquense
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedrinho – É o único jogador que completa os 90 minutos dos vários atletas em destaque esta noite. E, por isso, dou-lhe esta nota de destaque. Já para não falar do excelente golo que tirou da cartola. Uma autêntica obra de arte que acabou por ser como um brinde pela boa exibição que prestou ao Benfica esta noite.

 

O FORA DE JOGO

SL Benfica x UD Vilafranquense
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sparagna – O central não teve mesmo uma noite feliz no Estádio da Luz. Ficou muito mal na pintura em dois dos quatro golos do SL Benfica nesta partida. Más abordagens aos lances e alguma passividade por parte deste jogador acabaram por custar caro aos ribatejanos numa noite que, por si só, não se estava a adivinhar nada fácil.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se esta noite num 4-4-2 com uma postura assertiva e impetuosa. O que se destacou no jogo dos encarnados esta noite foi a facilidade com que se criou jogo no espaço interior. Para isso, Pizzi, Rafa e Pedrinho foram fundamentais para criar mais nessa zona. Gonçalo Ramos também foi protagonista nesta forma de jogar. Deu muita mobilidade também nessa zona central. Criou muitas dificuldades para as quais a equipa do Vilafranquense não estava a conseguir dar resposta. O jogo dos encarnados foi simples e descomplicado. Jogaram curto e de uma forma eficaz e com uma caraterística que muitas vezes tem faltado ao conjunto de Jorge Jesus: velocidade!

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Helton Leite (5)

Gilberto (6)

Gabriel (4)

Seferovic (7)

Pizzi (7)

Rafa (6)

Otamendi (5)

Jardel (5)

Pedrinho (8)

N. Tavares (8)

G. Ramos (8)

SUBS UTILIZADOS

Taarabt (6)

Darwin (6)

Everton Cebolinha (5)

Samaris (5)

Waldschmidt (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD VILAFRANQUENSE 

O UD Vilafranquense apresentou-se esta noite no Estádio da Luz num 5-4-1. Depois da má entrada nesta quarta eliminatória, eram evidentes as debilidades do conjunto de João Tralhão. Depois dos primeiros três golos, o técnico da equipa ribatejana tentou reforçar o setor recuado, onde colocou Jefferson como terceiro central. Uma tentaiva de reforçar e de dar resposta às movimentações de Seferovic e Gonçalo Ramos. Mas a verdade é que não chegou. O Benfica continuou com muita facilidade em criar espaços. Isto porque o meio-campo ribatejano também teve muito que se lhe diga. Ainda assim, nota para Tiago Martins e Vitor Bruno que conseguiram destoar um pouco desta exibição tremida da equipa de Vila Franca.

As entradas de Carlos Fortes e Leo Cordeiro, que aconteceram ao início da segunda parte, não mudaram nada no sistema tático do Vilafranquense. Os visitantes continuaram muito recuados, mas desta vez de uma forma muito mais compacta e organizada. Isto de forma a evitar, ao máximo, que o conjunto de Jorge Jesus dilatasse ainda mais a vantagem.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Tiago Martins (7)

Sparagna (2)

Diogo Coelho (3)

Izata (4)

Varela (5)

Jefferson (6)

Rodrigo (5)

Kady (5)

Rúben Gonçalves (6)

Vitor Bruno (7)

Marcos Vinicius (5)

SUBS UTILIZADOS

Leo Cordeiro (5)

Carlos Fortes (6)

André Claro (6)

Marco Grilo (-)

Timbó (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica 

Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

UD Vilafranquense 

BnR: Queria perguntar-lhe sobre a facilidade do SL Benfica em construir, sobretudo através de espaços interiores. O que acha que falhou? 

João Tralhão: Nesse caso, dou mais mérito ao Benfica. Eles têm um jogo interior muito forte. Nós já sabíamos disso e vínhamos a contar com isso. Quando digo que o jogo interior deles é muito forte, não falo só da qualidade técnica. Eles têm um jogo muito intenso, com muitas combinações e nós tínhamos de ter velocidade, não só do ponto de vista das ações mas da decisão. Em alguns momentos não conseguimos fazê-lo. E por vezes não conseguimos fazê-lo. E foi isso que ditou o erro. Não vou estar aqui a apontar erros individuais porque a equipa foi brava. Acho que nos faltou foi capacidade de decisão.

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