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Deus SL Benfica

SL Benfica 7-1 CS Marítimo: Valeu a fé e Deus no comando

A CRÓNICA: À BASE DO ESPÍRITO SOB O OLHAR DE DEUS

Encontraremos sempre anomalias na relação entre o espiritual e o concreto. Nas alturas de maior aperto, dizem, os milagres irrompem as paredes do real para oferecerem ajuda ao sofrimento, perante o qual são alheios, mas nutrem solidariedade.

No entanto, não são precisos milagres quando as ações tomadas se encontram no mesmo nível existencial que a estratégia delineada para alcançar o sucesso. O SL Benfica não cedeu nem um bocadinho a desvios e cumpriu todos os mandamentos para levar de vencida o CS Marítimo.

Com Jesus a cumprir castigo pelos pecados cometidos, Deus desceu de novo da residência oficial do azul do céu ao banco do Estádio da Luz para guiar as águias. A mesma coisa é dizer que o João foi resolver os inconvenientes provocados pelos sacrilégios do Jorge.

Começar numa ponta e terminar na outra. Pelo meio, mudar tudo e nem rasto deixar do anterior estado das coisas. Uma atitude que em tudo se assemelha à revolução que o onze inicial do SL Benfica sofreu em relação ao jogo da Taça da Liga com o SC Covilhã.

O início do jogo foi divinal aos olhos dos encarnados. Darwin quase atropelou Rafa para, com três minutos jogados, assinalar um início de jogo que não foi nada católico para o CS Marítimo. Poucas vezes o ponteiro dos minutos do relógio se mexeu até que o uruguaio voltasse a repetir a façanha, desta vez de cabeça.

O SL Benfica não precisou de estar com um volume ofensivo avassalador, apenas de acelerar o jogo nos momentos certos. Quem mais do que Rafa para assapar e colocar a bola na hora certa em Gilberto para este fuzilar as redes?

Era o momento de Rafa. O internacional português picou sobre Paulo Victor para o quarto golo da noite e descobriu Yaremchuk para o quinto, naquela que foi a segunda assistência da noite com o seu cunho.

Se até aqui não se falou do CS Marítimo é porque foi inoperante ofensivamente, principalmente quando o domínio do SL Benfica se acentuou na segunda parte. As tentativas iam sendo feitas com remates fora de área. A exceção a este cenário verificou-se quando Pelágio cruzou para Alipour reduzir.

Gonçalo Ramos e Seferovic fecharam as contas do jogo em 7-1. O SL Benfica continua assim na perseguição aos rivais. Antes da ceia de Natal, há viagem ao Dragão a contar para a Taça de Portugal. O CS Marítimo avança para as rabanadas.

 

A FIGURA

Deus SL Benfica Darwin
Darwin voltou a estar em destaque. marcando dois golos
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Darwin Núñez – Que grande momento vive. Sete golos nos últimos três jogos é o registo recente do uruguaio. A exibição frente ao CS Marítimo ficou marcada pela bravura imposta em cada ação, quer defensiva, quer ofensiva. No final, levou para casa o que plantou.

 

O FORA DE JOGO

Deus SL Benfica
Paulo Victor não esteve ao seu melhor nível
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Paulo Victor – Faltou-lhe aderência nas luvas para segurar alguns remates que terminaram em golo para o SL Benfica. Fica a ideia de que poderia ter sido feito mais em certos lances. Além disso, encaixar sete golos nunca é bom.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica abdicou de ter dois homens na frente de ataque e recuperou o 3-4-3 tradicional. Darwin caiu sobre a esquerda, mas sabe-se que é dentro da área, a procurar finalizar, onde melhor respira.

Rafa também partiu do corredor, no caso, o direito, para ir ao espaço interior. Assim, ambos funcionaram como falsos extremos, o que explica o porquê de o jogo do SL Benfica ter fluído bastante melhor pelo corredor central.

Os encarnados não fecharam os olhos ao adiantamento da linha defensiva contrária. Deste modo, lançaram vários jogadores ao ataque do espaço nas costas da defesa do CS Marítimo, sendo Darwin quem mais vezes fez esse tipo de movimentos.

Numa fase inicial do jogo, o SL Benfica denotou dificuldades em realizar uma saída mais curta a partir de trás devido à pressão contrária, mas foi eficaz no direcionamento de bolas longas. Quando esta situação alternativa acontecia, Darwin foi importante na ajuda a Yaremchuk na luta com três dos defesas contrários.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (5)

Gilberto (6)

André Almeida (5)

Nicolás Otamendi (6)

Jan Vertonghen (6)

Álex Grimaldo (5)

Julian Weigl (6)

João Mário (6)

Rafa Silva (8)

Darwin Núñez (8)

Roman Yaremchuk (6)

SUBS UTILIZADOS

Morato (5)

Adel Taarabt 5)

Gonçalo Ramos (6)

Haris Seferovic (6)

Valentino Lázaro (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Cuidadoso, o técnico Vasco Seabra recuou da posição de extremo Henrique para compor uma linha defensiva de cinco elementos, visando retirar o espaço à largura do SL Benfica e reduzindo a influência dos laterais encarnados. Este aspeto defensivo, surgia como mutação de um 4-3-3 com o qual o CS Marítimo partiu para jogo.

No plano tático, o CS Marítimo assumiu uma postura de pressão alta, marcada por Edgar Costa – que compensava o recuo de Henrique -, Rafik Guitane e Joel Tagueu.

Nas costas destes três jogadores, Beltrame trazia ordens para se colar a João Mário e impedir o médio do SL Benfica de pensar o jogo, enquanto Iván Rossi não se comprometia com nada, mas estava atento a tudo.

Quando o SL Benfica esticava o jogo na frente, Matheus Costa, Zainadine e Vitor Costa ficavam encarregues de dominar o espaço aéreo.

Do ponto de vista ofensivo, Guitane foi quem mais desequilíbrios tentou provocar com bola e através da movimentação interior. Winck beneficiou com isso e foi tentando projetar-se pelo corredor. Progressivamente, Vitor Costa e Henrique, do lado canhoto, desprenderam-se dos papéis defensivos e dinamizaram o corredor.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Victor (4)

Cláudio Winck (6)

Matheus Costa (4)

Zainadine (4)

Vitor Costa (4)

Iván Rossi (5)

Edgar Costa (5)

Stefano Beltrame (5)

Rafik Guitane (6)

Henrique (4)

Joel Tagueu (4)

SUBS UTILIZADOS

André Vidigal (5)

Pedro Pelágio (5)

Ali Alipour (5)

Diogo Mendes (4)

Clésio (4)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL BENFICA

Bola na Rede: Numa fase inicial, o SL Benfica teve que recorrer a bolas longas para superar a pressão do Marítimo. O que foi preciso fazer para ligar o jogo de uma forma mais curta?

João de Deus: Foi preciso pôr em prática aquilo que tinha sido treinado na preparação do jogo. A partir do momento em que o começámos a fazer, conseguimos desmontar a pressão do adversário e conseguimos chegar aos golos.

 

CS MARÍTIMO

Bola na Rede: A pressão alta do CS Marítimo foi uma das grandes marcas estratégias que trouxe para o jogo. Porquê exercê-la com um dos médios interiores a subir, no caso, o Edgar Costa, para se juntar ao Joel e ao Guitane?

Vasco Seabra: A nossa forma de pressionar uma construção a três tem sido esta. Assim, podemos saltar, pressionar e impedir o adversário de conseguir ligar bolas, tanto por dentro, como para a frente, procurando que a bola não fique descoberta nesse momento.

Por isso, o nosso objetivo era tapar a largura com o nosso ala esquerdo e tendo o nosso “10”, chamemos-lhes assim, o nosso ponta e o nosso ala direito a pressionar mais à frente para conseguirmos condicionar o SL Benfica. Sinceramente, até acho que conseguimos recuperar uma quantidade muito grande de bolas no meio-campo ofensivo.

O pior foi a seguir. O SL Benfica perdeu, mas recuperou de imediato. Nesse momento, encontrou a nossa linha defensiva mais desprotegida. No nosso momento de ganho de bola faltou-nos ligar o primeiro e segundo passe para que pudéssemos estabilizar a seguir.

Em criança, recreava-se com a bola nos pés. Hoje, escreve sobre quem realmente faz magia com ela. Detém um incessante gosto por ouvir os protagonistas e uma grande curiosidade pelas histórias que contam. É licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e frequenta o Mestrado em Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social.

Em criança, recreava-se com a bola nos pés. Hoje, escreve sobre quem realmente faz magia com ela. Detém um incessante gosto por ouvir os protagonistas e uma grande curiosidade pelas histórias que contam. É licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e frequenta o Mestrado em Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social.

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