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Uma das boas notícias na preparação da próxima temporada encarnada: depois do (quase) inexplicável empréstimo de Carlos Vinícius ao Tottenham Hotespur FC, a Sky Sports avançou com a forte hipótese dos Spurs não exercerem a cláusula de compra opcional, fixada nos 45 milhões de euros.

O ponta-de-lança brasileiro deve voltar à Luz para competir por um lugar na equipa – missão muito mais acessível do que a que enfrentou em 2020-21, na qual serviu como alternativa a Harry Kane. Ainda assim, atinge números que não envergonham e confirmam potencialidades: dez golos em 1009 minutos de utilização (a maioria na Liga Europa e Taças internas), mais três assistências, o que significa participação em golo a cada 77 minutos.

Dados que se relacionam com os já alcançados em 2019-20 sob supervisão de Bruno Lage e , posteriormente, Nélson Veríssimo, quando Carlos Vinícius alcançou o primeiro lugar na tabela de melhores marcadores da Primeira Liga com 18 golos em 1784 minutos, o que representou um golo a cada 99’.

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Se colocarmos na equação os dados totais da globalidade das competições, o elevado número de golos (24) e assistências (13) em 2623 minutos (ou 45 jogos), significa que cada participação em golo foi separada por uns inacreditáveis 70 minutos, rendimento superlativo que atestou bem a capacidade decisiva e a regularidade do goleador brasileiro e que dissipou todas as dúvidas geradas pelos 17 milhões de euros pagos ao SSC Nápoles, no verão de 2019.

A confirmar-se o seu regresso – até numa perspetiva de contenção de gastos -, representará a primeira emenda na preparação negligente da temporada que agora finda.

Esta reflexão faz-se sobretudo numa altura que Haris Seferovic prepara a sua possível segunda vitória no prémio de melhor marcador da Primeira Liga, ainda que dúvidas se continuem paradoxalmente a impor quanto à sua qualidade enquanto futebolista e o nível necessário para atacar objetivos de grande envergadura.

O atacante suíço nunca foi totalmente aceite pela massa adepta, ainda refém emocional de Jonas e do seu final de carreira. O oscilante rendimento do atual titular das águias nos quatro anos que leva na Luz obriga aos adeptos um esforço de tolerância que nunca foi necessário até com outros nomes como Mitroglou ou Jiménez, ainda que nem estes tenham conseguido alcançar tantas distinções individuais.

Repetindo o feito de 2018-19, Seferovic adquire balão de oxigénio quanto à sua reputação e bem-estar em Lisboa, nada previsível dada a sua situação na pré-temporada, quando iniciou como terceira opção. Se Vinícius se tinha tornado melhor marcador na última edição da Primeira Liga e era nome consensual, a novela Cavani remetia-o para última das opções de ataque.

Dadas as características dos dois, é descabido imaginar uma dupla que os integre como parelha – se nesta época Jesus insistiu em largas fases com Darwin a acompanhar o suíço, a verdade é que o uruguaio proporciona uma mobilidade que Vinícius não entrega ao jogo da equipa.

Como tal, é difícil imaginar imaginar Vinícius – Seferovic como hábito nas ideias do técnico português para o onze titular, sendo mais natural encarar uma eventual concorrência como luta direta por um posto. E, analisando desse prisma, seria dotar a equipa dos últimos dois melhores marcadores do campeonato, um luxo que alimentaria esperanças numa retoma aos sucessos desportivos prometidos pelos líderes encarnados.

Carlos Vinícius foi o melhor marcador do SL Benfica na temporada transata
Carlos Vinícius foi o melhor marcador do SL Benfica na temporada 2019/2020
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Porém, nada é ainda certo. A ligação de Vinícius à Gestifute impõe desde logo cautela quanto a especulações. Nuno Espírito Santo e o seu Wolves, ainda sem Jiménez e apenas com Fábio Silva como opção convicta para ‘9’, seriam porto de abrigo óbvio para o brasileiro, que encararia uma permanência na Premier League com bons olhos.

Além disso, foi a Gazetta dello Sport a incluir o nome de Carlos Vinícius nas cogitações de mercado da AS Roma assim que José Mourinho foi anunciado como próximo treinador dos giallorossi. A ligação do técnico português ao jogador é um dado a ter em conta, representando uma solução válida como alternativa a Dzeko, e a Serie A enquanto campeonato de topo seria sempre chamariz talvez demasiado forte para Vinícius resistir.

Certezas só haverão mais à frente, principalmente após as competições internacionais de Verão. O efeito dominó que se seguirá trará respostas impossíveis de ter nesta altura. A urgência dos responsáveis benfiquistas em preparar a próxima época, sobretudo pela questão Champions (3ª pré-eliminatória e play-off, se tudo correr bem: quatro jogos vitais em agosto) poderão então ajudar a discernir o futuro a curto prazo.

Vinícius seria adição nuclear à eficácia do ataque dos águias e daria garantias nesse sentido, colmatando uma das grandes lacunas do atual plantel. Com Vinícius, Seferovic, Darwin e Gonçalo Ramos, constituir-se-ia um leque ofensivo de soluções compatíveis com as ambições em revalidar o título, além de repetir uma grande campanha europeia – e a pressão é gigante nesse sentido, já que Luís Filipe Vieira tratou de denominar este quadriénio, em outubro passado, como o “mandato desportivo”.

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1 COMENTÁRIO

  1. Isso de partir em terceiro,etc é tudo tretas de jornaleiros.
    O que interessa é se JJ o quer ou não.
    Mas depois de ver as deprimentes exibições do avançado dos wolves nos últimos jogos cheira-me que vão ao mercado e o Vinícius será uma excelente opção: mais barato que o último que compraram e 20 vezes melhor.

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