Publicidade

SL Benfica x FC Barcelona | Grande oportunidade para derrotar culés 60 anos depois

Pedro Cantoneiro · 6 min

SL Benfica
Foto: Carlos Silva/ Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Liga dos Campeões, 2.ª Jornada, Fase de Grupos: quarta-feira, 20h00, 29 de setembro de 2021

ANTEVISÃO: FC BARCELONA AO ALCANCE DO SL BENFICA NO “PÓS-MESSI”

Foi em Maio de 1961 que o SL Benfica registou a primeira e única vitória sobre o FC Barcelona. Em setembro de 2021, tem uma oportunidade de ouro para remendar um historial escasso, pobre e tímido frente aos catalães, aproveitando-se assim do momento de menor fulgor espanhol.

Depois de um verão muito conturbado, o FC Barcelona vai tropeçando na primeira época sem a presença de Lionel Messi desde 2003 – naturalmente, a transição não está a ser pacífica, com muitos focos de instabilidade dentro e fora dos relvados.

Cabe ao SL Benfica e a Jorge Jesus aproveitar as muitas fragilidades de um conjunto em crise: a máquina parece estar oleada, mas há desconfianças do lado português, mais não seja pelo respeito que o emblema adversário merece.

Os blaugrana iniciaram novo período no fim-de-semana, depois de uma vitória convincente (3-0) frente ao Levante e do regresso de Ansu Fati, o novo camisa dez do clube. Koeman ganha novo fôlego depois de resultados menos favoráveis frente ao Cádiz e FC Bayern.

A derrota contra os alemães mete pressão no técnico holandês, que se vê obrigado a vencer em Lisboa para alimentar esperanças numa época tranquila e para afastar os fantasmas de uma possível demissão, muito discutida em Camp Nou nos últimos tempos.

Ainda que não possa contar com Jordi Alba, que se mantém afastado pelo departamento médico tal como Ousmane Dembelé, Braithwaite ou Sergio Aguero, vê regressar à convocatória Sergi Roberto e Pedri, o wonderkid que deverá entrar diretamente para a titularidade.

Conhecedor da realidade lusitana pela experiência na Luz (2005-06), o técnico holandês explica que “«a mentalidade portuguesa é de controlar a partida e com qualidade na frente para surpreender o adversário”, antevendo forte apoio das bancadas da Luz: “Sei o ambiente que pode haver no estádio e da força que o Benfica tem em casa”.

Jorge Jesus, por seu turno, é um homem confiante. Satisfeito com a vitória incontestável no ‘Castelo’ de Guimarães, afirma que não existiu grande diferença entre as preparações do confronto de fim-de-semana e aquelas exigidas para esta quarta-feira.

“Para nós, jogar com o Barcelona ou em Guimarães é igual. A ideia é dificultar esta equipa, sabendo que ela sai da nossa zona de pressão porque tem qualidade para isso, mas preferimos arriscar. Não queremos mudar a nossa ideia de jogo”, afirmou, terminando com remate pertinente e que revela muita cautela por parte da equipa técnica encarnada: “Se deixas esta equipa com muito espaço entrelinhas morres com facilidade”.

Sem nenhuma ausência de relevo, foi notado o regresso de Radonjic durante a semana, depois de ter estado a contas com uma lesão no adutor direito. O grande protagonista encarnado na antevisão ao encontro acabou por ser Alex Grimaldo, que numa entrevista ao jornal catalão Sport acabou por afirmar que não irá festejar caso marque.

O jogo desta quarta-feira será arbitrado pelo árbitro italiano Danielle Orsato.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. De lá (60-61) para cá, seis jogos entre as duas equipas: três empates e três vitórias blaugranas.
  2. O registo benfiquista é partilhado pelo CF Os Belenenses (uma vitória, três empates e três derrotas), segundos classificados no ranking das equipas portuguesas: o FC Porto é a que melhor se bate contra culés, como provam as cinco vitórias em oito jogos.
  3. O registo encarnado contra adversários oriundos do país vizinho também está pronto para ser contrariado: apenas seis vitórias em 25 jogos – até ao triunfo no Calderón madrileno (1-2 em 2015-16), o SL Benfica não ganhava a castelhanos desde 1982-83 (Bétis, 1ª eliminatória da Taça UEFA).
  4. Em quatro jogos contra o ‘Barça’, o melhor que Jorge Jesus alcançou foi um empate na Catalunha (0-0, 2012-13);
  5. Aliás, o registo do técnico português contra equipas espanholas é manifestamente pobre: uma vitória (2-1 vs Atlético Madrid em 2017-18) em nove jogos, com apenas três golos marcados
  6. Ronald Koeman nunca defrontou clubes nacionais enquanto técnico principal de uma equipa estrangeira mas este jogo será uma reedição, desta vez no banco contrário: em 2005-06, ao comando dos encarnados, defrontou o ‘seu’ Barcelona nos Quartos-de-final da Liga dos Campeões – empate a zero na Luz, Ronaldinho e Eto’o resolveram em Camp Nou
  7. A maior experiência europeia dos catalães atesta-se pelos números: distribuídas pelo onze mais provável estão 616 aparições em provas da UEFA (Busquets e Piqué, com 123 e 124, destacam-se naturalmente). No onze encarnado são 437, com Vertonghen a exibir-se como comandante – 107, quase trinta a mais do que Otamendi, que conta 79.
  8. Do lado do FC Barcelona, cinco desses onze prováveis titulares já defrontaram o SL Benfica: Piqué, Busquets, Frenkie de Jong, Luuk de Jong e Depay. Só os dois últimos perderam – Luuk ao serviço do Twente (2011-12) e Memphis ao serviço do Lyon (2019-20).
  9. No onze dos encarnados, encontram-se quatro: Otamendi – o único que sabe o que é ganhar (pelo Valência) -, Vertonghen, Lázaro e Weigl. Pizzi também, ao serviço do Atlético e Espanyol (3 derrotas), ainda que não seja esperada a sua inclusão nos titulares. André Almeida é o único no plantel que sobrevive desde o último confronto entre SL Benfica e FC Barcelona, em 2012-13.

10. O SL Benfica falhou a qualificação para a fase seguinte nas duas ocasiões que se juntou ao FC Barcelona numa fase de grupos – 1991-92 e 2012-13.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

João Mário tem sido o grande impulsionador do bom futebol que o SL Benfica tem praticado
João Mário tem sido o grande impulsionador do bom futebol que o SL Benfica tem praticado
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

João Mário (SL Benfica) – Maestro do meio-campo encarnado, terá sobre os seus ombros a responsabilidade de assegurar o controlo da posse de bola: gerindo-a melhor do que ninguém no plantel, João Mário encontra em Weigl o seu fiel escudeiro no domínio das operações na intermediária.

Do outro lado terá o teste definitivo às suas próprias capacidades e às da parelha, medindo forças com Busquets e companhia – terá o SL Benfica a dimensão europeia que o seu jogo vem denunciando?

 

Memphis (FC Barcelona) – A partir da esquerda ou como falso nove, o holandês assume o protagonismo na nova era culé enquanto principal estrela do conjunto. Terá muito a dizer nos momentos decisivos e pelos seus pés passarão a maioria das grandes oportunidades da equipa, situação a ser analisada cuidadosamente por Lázaro e Lucas Veríssimo.

 

XI´S PROVÁVEIS

SL Benfica: Odysseas; Lucas Veríssimo, Otamendi e Vertonghen; Lázaro, Weigl, João Mário e Grimaldo; Rafa, Darwin e Yaremchuk.

Treinador: Jorge Jesus

“Os jogadores que temos para o ataque conhecem-se cada vez melhor e tenho várias opções para escolher conforme o momento e condição física de cada um e da estratégia que tenho para o jogo. São questões diferentes para decidir, mas com a certeza que a qualidade está lá e, qualquer que seja a minha escolha, o rendimento da equipa nunca irá baixar”.

 

FC Barcelona: Ter Stegen; Mingueza, Piqué, Eric García e Dest; Busquets, Frenkie de Jong e Pedri; Coutinho, Memphis e Luuk de Jong.

Treinador: Ronald Koeman

“Não sei se é a equipa mais em forma, mas sabemos que é uma equipa forte. Tenho a experiência de saber o quão grande é. Vai ser um desafio muito bem jogado. Precisamos de obter um bom resultado e são duas equipas com dois estilos diferentes. Creio que podemos esperar uma partida interessante”.

PREVISÃO DE RESULTADO: SL BENFICA 2-1 FC BARCELONA
Pedro Cantoneiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

GP Estados Unidos: Kimi Antonelli a dois pontos do título

A CORRIDA: AINDA NÃO FOI DESTA, MAS KIMI ANTONELLI FEZ TUDO O QUE LHE COMPETIA NO FIM DE SEMANA DE AUSTIN Kimi Antonelli venceu este domingo o Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1, com o título a ser apenas uma formalidade à espera de acontecer, que será provavelmente na ronda seguinte, no México, onde um nono lugar chega para assegurar o cetro.

Bernardo Figueiredo · 2 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

O Açor não tem medo da Águia | Santa Clara x Benfica

«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.