Estádio do Dragão, 2 de março de 2019. O Benfica visitava o líder, FC Porto, sabendo que um triunfo faria com que os encarnados se isolassem na frente do campeonato – com dois pontos de diferença -, após já terem estado a sete pontos de distância do mesmo.

As “águias” estavam num momento de forma impressionante, ao somar oito vitórias em oito jogos disputados na Primeira Liga, após Bruno Lage assumir o comando técnico da equipa principal.

No entanto, apesar de ter ganho ao Vitória SC em Guimarães, de ter goleado o Sporting CP em Alvalade e de ter aplicado a maior goleada desta década ao CD Nacional – os encarnados ganharam por uns expressivos 10-0 -, o maior teste à resiliência e à qualidade deste Benfica renascido das cinzas – após uma primeira volta paupérrima -, era o jogo no Estádio do Dragão.

De resto, a única equipa com quem Bruno Lage tinha perdido era, precisamente, o FC Porto, que tinha derrotado os encarnados por três bolas a uma, em jogo a contar para as meias finais da Taça da Liga.

Anúncio Publicitário

O jogo começou mal para a turma da Luz: aos 18 minutos, Adrián Lopez, na recarga de um pontapé de livre, colocou a equipa da casa em vantagem no marcador. A história mais recente não abonava em favor dos encarnados, visto que nunca tinham conseguido uma remontada no reduto dos azuis e brancos. Porém, “este” Benfica demonstrou, em vários momentos da época transata, que é capaz dos feitos mais inesperados. E assim foi, também, nessa noite fria de março.

Rafa foi um dos principais obreiros do “37”
Fonte: Bola na Rede

Aos 26 minutos, após uma recuperação de bola no meio campo defensivo do Porto, os homens de Bruno Lage empatam a partida, por intermédio de João Félix. Os encarnados estavam, agora, num momento ascendente na partida, mas não conseguiam materializar as oportunidades criadas. O primeiro tempo chegava ao fim com 1-1 no marcador.

A segunda parte começa logo com o impensável: aos 52 minutos, Rafa Silva remata para o ângulo inferior direito da baliza à guarda de Iker Casillas e confirma a remontada.

Até ao apito final, os encarnados viram-se reduzidos a 10 unidades, após a expulsão de Gabriel, aos 77 minutos, por acumulação de amarelos. Ainda assim, o resultado manteve-se inalterado até ao fim. Os encarnados mostraram um grande espírito de sacrifício em prol do coletivo, demonstrando uma enorme entreajuda de modo a suster o crescente ímpeto ofensivo dos azuis e brancos.

Bruno Lage passara o teste mais difícil da época e era agora líder isolado da Primeira Liga. A “águia” voava, agora, rumo à Reconquista e, excetuando um pequeno deslize na jornada seguinte – Benfica empatou a duas bolas com o Belenenses SAD -, manteve a senda de vitórias até ao final do campeonato.

Foto de capa: Bola na Rede