Sporting CP, primeiro lugar, 22 jogos, 58 pontos. SL Benfica, quarto lugar, 21 jogos, 42 pontos. Em caso de vitória frente ao Belenenses SAD, o SL Benfica ficará a 13 pontos da liderança com 12 jornadas por disputar. Para alcançar o título, os encarnados necessitariam de ganhar pontos ao Sporting CP a uma média superior a um ponto por partida, até final da Primeira Liga.

Pois bem, título irremediavelmente perdido para os lados da Luz, certo? É óbvio, correto? A administração das “águias” já veio a terreno admitir a humilhante perda do campeonato após o maior investimento da história do clube, verídico? Certo, correto, verí… Ah, quase três em três…

Não veio. A afamada “estrutura” não veio a público assumir como seu pertence a integralidade do cartório de culpas daquela que se vem revelando desde os seus primórdios uma época fracassada, por qualquer que seja o prisma de observação. Contudo, não temam os mais românticos que se habituaram a finais felizes – a Culpa não morre solteira nesta história de “Era uma vez…”

De resto, e atendendo ao que tem sido a comunicação encarnada em torno dos constantes fracassos da temporada, tem tido “namoricos” e pretendentes vários a Culpa de Tudo Isto. O primeiro foi Azar, o seu escaldante affair de verão na Grécia.

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Não foi o único caso internacional que a Culpa viveu. Nas partidas frente ao Rangers FC, a Culpa, à semelhança de Marco Paulo, teve dois amores: a Expulsão (apelido: Otamendi) e a Gestão (apelido: da Equipa). Na mesma competição e no regresso à Grécia, a Culpa teve uma recaída e passou uma noite mais com Azar, o seu amante grego, apetrechado de todo um novo arsenal.

O seu grande amor, no entanto, descobriu-se ser um viajante internacional que se instalou no Seixal em meados de janeiro. Chamava-se Covid e dançava só para mim, cantaria Jorge Jesus na sua melhor imitação de Paulo de Carvalho. Que paixão! De mãos dadas com a Culpa – num namoro mais do que aprovado e até patrocinado por Vieira e (má) companhia -, a Covid “arrasou” o SL Benfica.

Sabem aquelas pessoas que conhecem alguém por quem se perdem de amores (ninguém nunca se encontra de amores, ainda que deles andem à procura, é engraçado…) e se referem a esse alguém como “o amor da minha vida” e nele projetam o seu futuro, mas também o seu passado, abrangendo toda a linha da sua vida? Num instante, convergem naquele ponto “presente” tudo o que é, tudo o que virá a ser e também tudo o que foi. Sabem?

A Culpa de Tudo Isto é assim. E encontrou na Covid esse ponto. Como amor da sua vida que parece ser, congrega em si tudo o que é, tudo o que virá a ser e tudo o que foi. Entrega-se, assim, na sua totalidade, a Culpa ao seu amor. É da Covid a Culpa de Tudo Isto! Não é lindo?

Veremos se é amor para durar. Uma coisa é certa: a Culpa de Tudo Isto pode vir a ter muitos mais pretendentes e até novos namoros, de maior ou menor fervor, mas nenhum deles será Jorge Jesus ou Luís Filipe Vieira, que dela fogem a sete pés. É pena… ficavam tão bem juntos… melhor do que ninguém!

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O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.                                                                                                                                                 O Márcio escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.