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Ponto prévio: não devo perceber nada de futebol. O André Gomes jogou 60 minutos pela equipa B no fim-de-semana para estar em condições para hoje. Ficou na bancada, apenas com Djuricic (para Jesus, é um Saviola…) como possível opção de banco para o meio-campo, já que André Almeida (há quanto tempo não faz um jogo a médio, mesmo?) entrou à última hora para o lugar de Sílvio. Sem sequer discutir esta opção pelo português em jogos decisivos para depois desaparecer durante um mês, qual é a lógica disto? O Anderlecht não é forte em casa, como o mestre Jesus quis fazer crer. Quem leva três do Olympiacos e cinco do PSG só tem de levar tratamento igual da nossa parte. Mais uma vez, parece que no Benfica não se medem as palavras e as suas consequências.

Fejsa é bom jogador, verdadeiro cão-de-caça, mas nunca em parceria com Matic, e retirar este e Enzo do meio é matar o pouco de bom que este Benfica tem. Mas já estamos habituados a esta instabilidade jesuíta, que à mínima contrariedade (lesões de Amorim e Cardozo) mete debaixo do tapete a evolução que a equipa vinha mostrando. Com mais um onze repleto de interrogações tácticas, foi um Benfica a medo que entrou em Bruxelas. Mais uma lição deste Benfica de como não defender. Mais uma vez, Artur com medo de sujar os calções e lá demos a honra do primeiro golo em casa para os belgas. O Benfica desorientou-se e entregava a iniciativa de jogo ao adversário. Valeu então Matic, à semelhança do passado sábado, a resgatar a equipa com um golo de bola parada – às vezes sabe bem que seja na outra baliza – e 1-1 ao intervalo.

Na segunda parte, a passagem do Enzo para o meio fez-nos lembrar de que, afinal, ainda sabemos fazer quatro passes seguidos, apesar de Markovic ter desaparecido de jogo, como sempre acontece quando joga na linha. Veio Nico e com ele mais um daqueles momentos que devemos guardar eternamente na gaveta da memória, logo por baixo do coração. Resultado favorável e jogo aparentemente controlado, mas este Benfica é masoquista. Gosta de sofrer, de ir aos limites, mas erros repetem-se e cansam-nos a alma e o sistema cardíaco. Este clube e este treinador são a prova chapada de que defender um 2-1 é meio caminho andado para sofrer o 2-2. Já nos custou um título no Jamor; o que mais tem de acontecer para esta tremideira acabar de uma vez? (Eu até sei a resposta…)

Mais uma jogada de passividade defensiva trouxe o 2-2, e, com ele, o afastamento da Liga dos Campeões, porque ao mesmo tempo o Olympiacos empatava em Paris. Ok, tudo normal: é preferível não sujar o nome do clube ao ser pontapeado nos oitavos-de-final e ir para uma competição onde pode ter legítimas aspirações a ganhar. Mas a história ainda não estava finalizada. Rodrigo reapareceu da terra dos mortos, deu a vitória aos 91 minutos (afinal também conseguimos) e deixa-nos com uma réstia de esperança em tons belgas para a derradeira jornada.

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Apoia o Sport Lisboa e Benfica (nunca o Benfas ou derivados) e, dos últimos 125 jogos na Luz, deve ter estado em 150. Kelvin ou Ivanovic não são suficientes para beliscar o seu fervor benfiquista.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.