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Diz-se por aí que a Juventus apresentou queixa junto da UEFA para retirar o Enzo do jogo de quinta-feira. Num clube tipicamente matreiro, como é o italiano, que até desceu à Serie B italiana por corrupção comprovada, estes gestos mesquinhos em nada surpreendem. Para além disso, e se nos recordarmos de quem é o líder da UEFA, ainda menos surpresos com este baixo nível ficamos. UEFA essa que, em jeito de colo de pai para filho, escreveu ontem no seu site oficial: “Juventus a um golo da final em casa”. Passem dias, meses ou anos, o futebol está sujo com estes clubes que nunca conseguirão fugir da sua génese. Mas mais do que a pequenez da Juventus, este caso mostra-nos, isso sim, a incomparável força e grandeza do Benfica. A tal ponto que a vecchia signora, que tem um dos melhores plantéis do mundo, vê necessidade em recorrer a estratagemas de bastidores para de alguma forma facilitar essa penosa tarefa que é “matar” a época europeia do clube da Luz. Em igualdade de circunstâncias, ficou visto, na primeira mão, que o Benfica tem a final da Liga Europa a um sonho de distância.

Enzo Pérez é um dos jogadores mais importantes do Benfica? Sim, sem dúvida. Mas, talvez contagiado pela loucura e alegria que nos enchem a alma nas últimas semanas, não temo a sua ausência. Os níveis de confiança do plantel estão em ponto estratosférico. O Benfica já chegou à fase em que vale pelo seu todo e não pelas suas partes. Qualquer jogador que entre sente-se plenamente integrado na equipa e esta não se ressente da ausência de um, dois ou três jogadores fundamentais…tal como vimos na primeira mão frente a este clube corrupto: sem Fejsa, Salvio e Gaitán. Depois da arbitragem mais do que tendenciosa no primeiro jogo, o Benfica tem de esperar igual tratamento em Itália. Que isso não sirva para retrair os jogadores, mas sim torná-los mais fortes e destemidos.

O polémico gesto de Enzo contra o Arouca serve hoje para "saudar" a posição da UEFA
O polémico gesto de Enzo contra o Arouca serve hoje para “saudar” a posição da UEFA

Ao Benfica peço bravura, heroicidade, sangue e suor. Joguemos à Benfica, sejamos Benfica. Podemos perder, sim, mas não será pela ausência de Enzo ou de qualquer outro. Acreditemos que esta tentativa de os italianos nos enfraquecerem apenas nos tornará mais fortes. Contra a Juventus, contra Platini e contra a UEFA, que antecipa conselhos disciplinares para deliberar sobre um caso tão desenquadrado como este. Mova-se o Céu e a Terra, peça-se uma força extra ao Eusébio e ao Coluna, alinhem-se os astros, mordam-se cachecóis, abracem-se à Benfica e o sonho será bem possível.

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