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Temos mais um capítulo na era de Luís Filipe Vieira ao comando do Sport Lisboa e Benfica. Foram contabilizados 13.275 votos nas urnas com apenas uma lista candidata. Os números não deixaram dúvidas e 95,5% dos votos foram a favor da permanência de Luís Filipe Vieira como presidente do Benfica. Após 4 mandatos de enorme progressão desportiva, os sócios decidiram continuar a confiar na mesma presidência até 2020.

Já todos temos conhecimento do que o atual presidente do Glorioso conquistou ao longo destes 12 anos à frente do clube. Um presidente vitorioso, que iluminou de novo o clube da Luz. Voltou a colocar o Benfica nos holofotes grandes em todas as modalidades desportivas e tornou-o uma marca extremamente valiosa. Agora, com mais 4 anos à frente do clube, o que falta? O que pode Luís Filipe Vieira acrescentar, após tantos sucessos? O que está por vir? Vamos à descoberta:

Benfica de jovens
Impossível esquecer a saída de Jorge Jesus para o rival Sporting há duas épocas atrás. Deixou marca nos adeptos e na história do clube. Muito se falou, muita tinta fez correr essa “traição” do treinador e imensas razões e justificações foram dadas para tal ter acontecido. Entre uma dessas razões está a mudança de estratégia desportiva. Vieira queria um Benfica jovem, Jesus queria um Benfica experiente e achava que não era possível apostar na formação e ganhar campeonatos, tudo em simultâneo. Contudo, vem Rui Vitória, escolha específica do presidente. O treinador estava de acordo com a estratégia e teve uma época de sucessos com a inclusão de jovens jogadores no plantel principal. Renato Sanches, o “Golden Boy”, Gonçalo Guedes, André Horta, Nélson Semedo, José Gomes. São apenas alguns dos nomes que integraram a equipa principal do Benfica e mostraram grande qualidade. Este “Benfica Jovem” é uma estratégia definida e contínua. O Caixa Futebol Campus (outra aposta ganha do presidente) está a progredir e a formar jogadores de alto nível.

Massa associativa do Benfica ouve as primeiras palavras de Luís Filipe Vieira após vencer as eleições para o seu 5.º mandato; Fonte: SL Benfica
Massa associativa do Benfica ouve as primeiras palavras de Luís Filipe Vieira após vencer as eleições para o seu 5.º mandato
Fonte: SL Benfica 

Benfica sustentável
Um dos principais objetivos deste mandato é reduzir o passivo. O presidente já tinha dito que os milhões do acordo com a NOS iam ser utilizados para reduzir as dívidas externas do clube e, pelos vistos, esta redução é vista como prioritária. Além disso, o desafio é manter o mesmo rendimento desportivo, diminuindo este valor elevado de passivo que o Benfica apresenta.

 

Pensar no futuro, sem esquecer o passado
O passado do Sport Lisboa e Benfica é sempre um enorme orgulho para qualquer adepto do clube. Cheio de glórias e títulos. Um clube lendário, com jogadores lendários como Eusébio, Coluna, Jaime Garça e tantos outros. As vitórias europeias e domésticas enchem de orgulho as almas benfiquistas. Há que honrar esse passado com vitórias no presente e futuro do clube. Assim como se construiu uma nova Catedral sem nunca esquecer a antiga, as novas conquistas do Glorioso têm de fazer jus à sua identidade ganhadora. É isto que o presidente pretende manter: um clube vitorioso que sabe ganhar e honrar o manto sagrado de 1904.

Se é Benfica, é ambicioso. Se é Benfica, é determinado. E é assim que tem de continuar a ser. Pelo menos, aos olhos do acarinhado presidente. Desta forma, Vieira pretende manter o Benfica um clube cheio de ambição e determinismo.

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Desde pequeno que o Benfica faz parte da vida do Pedro Estorninho. Avô e pai benfiquistas deixaram-lhe no sangue a chama das águias. A viver nos Açores nunca teve muitas oportunidades de ver o clube ao vivo, mas os estudos trouxeram-no à capital, onde pode assistir de perto aos jogos do tricampeão. A paixão pela escrita sempre foi algo dentro dele que nunca conseguiu mostrar e surge agora a oportunidade de juntar o melhor dos dois mundos.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.