Visão e estratégia de mercado: As diferenças da época 17/18 para 18/19

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Sabendo isto, a questão aqui remete-se ao facto do Benfica ter investido mal no mercado de 2017/2018. Sabendo da concorrência adversaria, e do pentacampeonato ser um sonho cada vez mais real, foi estranho a forma como os responsáveis do clube, se movimentaram no mercado de transferências. Para termos uma noção, aqui fica o resumo de mercado (entradas e saídas), do Benfica 2017/2018:

“emp” = empréstimo, “sub” = subida da equipa B para a principal Fonte: Bola na Rede

Nas saídas verificamos que alguns jogadores começaram a época com o plantel, mas foram emprestados a outros clubes no mercado de inverno. Exemplos de Lisandro Lopez, Filipe Augusto e Gabigol. No caso do Júlio César, começou a época, mas rescindiu contrato ainda no decorrer. Se formos a analisar as entradas no clube, dos quinze que integraram a equipa principal no inicio da época desportiva, só onze é que ficaram no plantel, e dos que ficaram, só sete é que tiveram aproveitamento desportivo (considerando que fizeram mais de quinhentos minutos em campo em todas as competições).

Isto tudo para termos uma pequena ideia, que só metade das contratações é que realmente tiveram impacto na equipa e no planeamento desportivo. E poderíamos agora levantar a questão máxima de que – “Mas os jogadores que foram emprestados a outros clubes ou que rodaram na equipa B, estiveram a ganhar experiência e este ano vão ganhar um lugar de destaque no plantel principal!”. A verdade é que não podiam estar mais enganados!

Início de temporada em preparação com o plantel todo disponível
Fonte: SL Benfica

Podíamos estar aqui o dia todo, a mencionar nomes de jogadores que vieram a título de “promessa” ou “titular indiscutível”, mas que simplesmente não tiveram oportunidades reais na equipa principal. Muitos deles nem sequer uma chance de vestir o manto sagrado. Indo mais longe, alguns ainda estão na posse do clube, a rodarem noutras equipas, ano após ano.

João Reis
João Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde de 1993 que a cor que lhe corre nas veias é vermelha e branca! Quando era mais novo, chegou a jogar no clube rival de Lisboa, mas nunca escondeu que o seu grande amor era o Glorioso. Tem uma enorme admiração pelo Liverpool FC. Gostava de um dia ir a Anfield Road e cantar bem alto a canção que imortalizou os Gerry & The Pacemakers: "You'll Never Walk Alone!" A dar os primeiros passos como treinador de futebol, o seu maior sonho é treinar o clube de coração e alma, o Sport Lisboa e Benfica.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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