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CRÓNICA: SEGUNDA PARTE DE LUXO DOS VITORIANOS NÃO CHEGA PARA A VITÓRIA

Jogo à quarta-feira à noite em finais de outubro é sinónimo de Taça da Liga. Vitória SC e SL Benfica encontraram-se em Guimarães, no Estádio D. Afonso Henriques. A partida a contar para a fase de grupos (este ano encurtada para apenas conter três equipas em cada um), num jogo absolutamente decisivo, depois do triunfo vimaranense no embate inicial frente ao SC Covilhã.

E com uma vitória a praticamente assegurar a passagem à Final Four para ambas formações, vimos uma partida recheada de golos e de futebol atacante. O SL Benfica rapidamente chegou à vantagem por dois golos, sem ainda antes perder Taarabt por lesão.

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O marcador mexeu pela primeira vez logo aos 7′, com Alfa Semedo a introduzir a bola na própria baliza no seguimento de um canto. Poucos minutos depois, ao passar do primeiro quarto de hora do jogo, Pizzi aproveitou uma saída rápida das águias e um desposicionamento da defesa vitoriana para fazer o 2-0.

Os da casa conseguiram melhorar no jogo, com André André a reduzir a desvantagem. O capitão do Vitória SC finalizou uma jogada de insistência dos vimaranenses, com Rochinha em destaque.

Mas quando a equipa de branco parecia estar a subir na partida, Nemanja Radonjic tira um autêntico coelho da cartola com um grande golo num contra-ataque do SL Benfica. O extremo adaptado no dia a lateral, tirou o adversário do caminho já dentro da área, antes de deferir um poderoso remate que acabou no fundo das redes defendidas por Bruno Varela.

Mas as emoções no D. Afonso Henriques ainda voltaram a elevar-se nos primeiros 45′, com novo golo do Vitória SC. Falaye Sacko cruza para a área, com Estupiñan a encontrar espaço entre Otamendi e Veríssimo para cabecear de forma certeira para o 3-2.

Mas se na primeira metade foi o SL Benfica a parecer sempre a equipa mais perigosa, a segunda contou com um grande Vitória SC. A pressão a funcionar melhor, e a conseguir ter mais bola perto do último terço.

O golo demorou a chegar, com várias defesas de Hélton Leite e uma bola à barra pelo caminho, mas a igualdade no marcador acabou mesmo por chegar aos 83′. Numa sequência de lances de bola parada mal defendidos pelo SL Benfica, e numa jogada com muita confusão à mistura, Bruno Duarte consegue aproveitar um cruzamento de Rúben Lameiras para, à segunda, conseguir bater novamente o guarda-redes encarnado.

Empolgava-se a quota parte do Vitória SC nos 11065 adeptos presente no D. Afonso Henriques, com a esperança de um quarto golo que garantisse desde já a presença na fase final da Taça da Liga 2021/2022. Algumas oportunidades ainda surgiram, mas o empate acabou mesmo por prevalecer.

Uma partida cheia de golos, de emoção, com um SL Benfica superior nos primeiros 45′, mas com uma grande exibição do Vitória SC na segunda metade. Os minhotos tem agora 4 pontos ao fim dos 2 jogos da fase de grupos, com os lisboetas com 1 depois deste empate. Águias decidem quem passa à Final Four na derradeira partida frente ao SC Covilhã a 15 de dezembro. O SL Benfica de fazer melhor que o Vitória SC (2-0 na Covilhã), de modo a ultrapassar o Vitória SC nas contas do grupo A.

A FIGURA

Segunda parte do Vitória SC – sem nenhum jogador dos da casa a destacar-se individualmente a um nível muito acima dos colegas, há que destacar a qualidade dos segundos 45′ dos vimaranenses. Conseguiram controlar o jogo ofensivo do SL Benfica, e chegar muitas vezes com perigo à área contrária. O golo apareceu já perto do fim, para manter o clube ainda com hipóteses de chegar à Final Four da Taça da Liga.

FORA DE JOGO

Alfa Semedo Vitória SC SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Alfa Semedo – todos os jogadores mais defensivos do Vitória SC estiveram abaixo do necessário na primeira metade, mas continua a ser Alfa Semedo aquele que dá mais nas vistas. O médio-defensivo ainda não conseguiu encontrar a sua melhor forma no clube de Guimarães, com um auto-golo a abrir o resultado e uma exibição globalmente fraca.

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

Pepa colocou a sua equipa a jogar num tradicional 4-3-3. Alfa Semedo era o pivô no meio-campo, com os André André e André Almeida como interiores. Rochinha e Edwards eram os extremos a jogar de pé cruzado, e fletiam muito para o meio no momento ofensivo dos vimaranenses.

Estupiñan recuava bastante em apoio, de modo a ligar com os médios e abrir espaço entre os centrais do SL Benfica.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES – VITÓRIA SC

Bruno Varela (5)

Falaye Sacko (5)

Borevkovic (4)

Abdul Mumin (4)

Helder Sá (6)

Alfa Semedo (3)

André Almeida (6)

André André (5)

Marcus Edwards (6)

Rochinha (7)

Estupiñan (6)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Silva (4)

Quaresma (5)

Bruno Duarte (6)

Rúben Lameiras (6)

Nicolas Janvier (5)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Jorge Jesus alinhou no seu sistema habitual de três centrais, sendo que na frente a equipa oscilava entre um triângulo com Gonçalo Ramos como vértice mais avançado ou como Pizzi mais recuado com Everton a aproximar-se do avançado.

Com Pizzi a situar-se de forma central no momento defensivo o SL Benfica bloqueava a saída de bola através de Alfa Semedo, e deixava dois homens mais na frente na eventualidade de uma saída rápida. A largura, como é costume, era assegurada por alas da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES – SL BENFICA

Hélton Leite (5)

Lucas Veríssimo (5)

Otamendi (5)

Morato (5)

Nemanja Radonjic (6)

Taarabt (-)

Meïté (4)

Grimaldo (6)

Pizzi (7)

Everton (7)

Gonçalo Ramos (6)

SUBS UTILIZADOS

João Mário (5)

Rafa (5)

Diogo Gonçalves (-)

Julian Weigl (-)

Yaremchuk (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR: Para além dos ajustes de pressão, tentou também pedir aos seus jogadores que tivessem mais critério com bola, até para não terem que correr atrás dela tantas vezes?

Pepa: Isso tentamos o jogo todo, às vezes temos é passes falhados que comprometemos. Houve coisas que corrigimos principalmente na pressão, como já falei, mas foi maioritariamente a pressão que corrigimos.

SL Benfica

BnR: Como já vimos noutras ocasiões esta época, o SL Benfica passou muito do tempo do jogo não em 3-4-3 mas sim em 3-5-2, com Pizzi atrás de Gonçalo Ramos e de Everton. Perguntava-lhe o que essa dinâmica lhe oferece, e se é benéfico a equipa conseguir fazer estas pequenas alterações de acordo com aquilo que o jogo pede ao SL Benfica.

Jorge Jesus: O jogo é que pede, a gente vê ou não vê. O SL Benfica na maior parte do jogo joga com 3 defesas, não com 5. Isso faz um desgaste muito grande, até pela pressão alta que obriga muitos duelos um para um. Isso hoje pode ter sido um problema nos jogadores com menos minutos. Aquele posicionamento tem a ver com aquilo que o jogo vai ditando, de como podemos mudar um ou dois jogadores em campo. Isto é um jogo de treinadores em termos de estratégia. Isso é para mim uma coisa bonita do futebol, quando os treinadores fazem estas alterações durante o jogo, como aconteceu hoje.

 

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