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A semana ainda trará um novo duelo entre conquistadores e encarnados e, à primeira chamada, a turma da Luz respondeu com um contundente mas sofrido ‘presente’. Bruno Lage, que continua cem por cento vitorioso, estancou como pôde o assalto final dos homens do castelo, guardando um precioso golo marcado bem cedo, pela pérola dos últimos dias, João Félix. Agora, é a partir do conforto do sofá que as águias aguardam pelo adversário das meias-finais, que sairá do duelo entre o Feirense e o Sporting.

Svilar acabou por ser a única novidade promovida por Bruno Lage no onze, em relação ao duelo dos Açores, com o Santa Clara. Afinal, o adversário impunha respeito e os noventa minutos acabaram por dar inteira razão ao novo e definitivo timoneiro encarnado. Do lado dos vimaranenses, Luís Castro foi aos bês chamar Joseph para colmatar as ausências de André André e Tozé. Em tudo o resto, os da casa foram iguais a si próprios e quiseram impor o seu futebol a um Benfica que vai dando passos cada vez mais firmes no sentido da retoma.

Uma entrada intensa, dinâmica e cheia de vitalidade foram os ingredientes certos para abrir as portas do último obstáculo antes da final tão almejada do Jamor. Rúben Dias, qual distribuidor de jogo com olho de lince, descobriu um pequeno mago de seu nome Félix entre duas torres vitorianas como são Osório e Pedro Henrique. Com régua e esquadro na ponta da bota, o central encarnado descobriu o jovem avançado com um belo passe a uns bons 30 metros e este, mal tocou na bola, mostrou aos milhares que compuseram as bancadas do D. Afonso Henriques, mostrou o que viria a ser uma inevitabilidade. Receção, ajeitar a bola e…golo. Miguel Silva revelou-se impotente para evitar os intentos de Félix. As águias estavam na frente, confortáveis no jogo e sem enjeitar a possibilidade de causar calafrios ao setor mais recuado do Vitória, que ia procurando adiantar linhas, forçando a entrada na última linha lisboeta.

Rúben Dias fez um passe longo soberbo, que Félix aproveitou para transformar em golo
Fonte: SL Benfica

Svilar, esse, nunca esteve em real perigo ao longo do jogo, não deixando, contudo, de ser obrigado a estar constantemente atento para sacudir as investidas vitorianas pelos flancos. Alexandre Guedes ficou escondido nas asas da sociedade Dias&Jardel. Davidson, como agitador que é, também não esteve em noite inspirada, mas foi dos mais inconformados. Os remates, contudo, não levaram a direção da baliza. Ola John também não fez melhor, mas esteve bem melhor na hora de servir os companheiros, que por uma ou outra razão, não foram aproveitando os doces que o holandês lhes ia oferecendo.

O relógio é que não parava e, como tal, a pressão vimaranense, aliada a um certo recuo encarnado, prometia um final bem interessante, como acabou mesmo por se confirmar. Luís Castrp apostou na qualidade de passe de João Carlos Teixeira para penetrar uma cada vez mais afunilada linha defensiva de vermelho e preto. Sem capacidade para sair nas transições, Lage, do outro lado, foi lesto em chamar ao jogo Gedson, que se não resolveu o problema, pelo menos disfarçou-o. Essa, de facto, era a maior das preocupações naquele momento, afinal, estava em jogo uma passagem à meia-final da Taça de Portugal. Salvo alguns sustos provocados pela vontade de Estupinãn e dos “tiros” de Davdison, o bilhete estava seguro, nas mãos de um cada vez mais confortável Svilar. Sexta feira há mais…

 ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

 Vitória SC: Miguel Silva, Sacko, Osório, Pedro Henrique, Rafa Soares, Wakaso, Joseph (Estupiñan, 75’), Mattheus (João Carlos Teixeira, 67’), Ola John (Hélder Ferreira, 67’), Davidson e Alexandre Guedes.

SL Benfica: Svilar, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa (Samaris, 46’), Gabriel, Pizzi (Gedson, 84’), Zivkovic (Salvio, 61’), João Félix e Seferovic.

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