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A CRÓNICA: A EUROPA MESMO ALI E A EUROPA ALI TÃO LONGE

Foi tempo de encerrar oficialmente as contas no que diz respeito à Primeira Liga. O Estádio D. Afonso Henriques recebeu o último jogo do Vitória SC para o campeonato, onde defrontou o SL Benfica. Com a equipa da Luz a jogar totalmente descomprometida com qualquer resultado, dado já ter arrecadado o terceiro lugar na jornada anterior, a equipa do Minho ainda lutava pelo lugar europeu, apesar de só depender de si mesma.

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A primeira parte apresentou-se com um futebol rápido, intenso e bastante dividido entre ambas as equipas, pelo menos até à meia hora de jogo. Via-se um jogo com ataque e resposta praticamente constante, mas a oportunidade mais flagrante de golo partiu das águias ao décimo minuto com Seferovic a não conseguir aproveitar a confusão entre Trmal e os defesas da equipa vitoriana.

Aos 23 minutos, surgiu uma contrariedade no SL Benfica, com Lucas Veríssimo a apresentar queixas a nível muscular, tendo sido obrigado a abandonar o terreno de jogo e a ceder a entrada a Vertonghen. Algo similar aconteceu ao Vitória SC, aos 38 minutos, com Sílvio, mas o lateral português continuou em jogo.

A partir da meia hora, o jogo deixou de estar numa autoestrada vazia e entrou numa estrada nacional em hora de ponta. Entrou-se num pára-arranca jogada sim, jogada não, o que levou a que o jogo estancasse bastante no futebol que estava a ser praticado até então. Passou-se de duas equipas bastante comprometidas com o jogo, para duas equipas com o nervosismo à flor da pele (onde o Vitória SC, certamente, estaria a suar mais devido ao objetivo de alcançar um ainda possível lugar europeu).

Ao abrir a segunda parte, o pesadelo do Vitória SC começou realmente a ganhar vida. Sabendo dos resultados dos adversários diretos na luta pela Europa e com a pressão a saltar pelas veias fora, os segundos 45 minutos começaram da pior forma para a equipa da cidade berço. Aos 48 minutos, Seferovic fez o gosto ao pé e atirou para o fundo da baliza de Trmal. Estava inaugurado o marcador no D. Afonso Henriques, com os comandados de Moreno a ter de dar o tudo por tudo.

Ainda com Edwards a tentar responder pelo Vitória SC, tentando dar alento no meio do desespero, foi o SL Benfica a voltar a inserir a bola na baliza vimaranense. Passaram apenas dez minutos do golo inaugural e Seferovic voltou a concretizar. O marcador ditava um 2-0 a favor dos encarnados.

Sentia-se uma pequena esperança em Moreno e nos seus homens apesar do seu maior objetivo parecer algo distante. O Vitória SC começou a pressionar bastante alto sobre a defesa das águias e o técnico da equipa da casa fez entrar Bruno Duarte para dar um ar mais fresco ao ataque. E pareceu dar resultado. No minuto seguinte à substituição, com a saída de Rochinha, no seguimento de um canto, Jorge Fernandes cabeceou ao segundo poste e diminuiu a vantagem do SL Benfica para apenas um golo.

O sonho seguia vivo e o Vitória SC não deixava de ser ofensivo. A partir do segundo golo de Seferovic, poucas foram as aproximações com perigo por parte da equipa da Luz, também devido à pressão do meio-campo refrescado da equipa da casa. Aos 73 minutos, Óscar Estupiñan teve uma grande oportunidade para empatar o encontro e ainda manter mais viva a esperança, mas o avançado colombiano rematou ao lado da baliza de Vlachodimos.

Os minutos finais foram de tremendo suspense. O SL Benfica continuava a não estar próximo de forma perigosa da baliza de Trmal, mas o Vitória SC parecia não querer sair do meio-campo adversário. As ocasiões começaram a aparecer, mas Vlachodimos não se deixava transpôr.

Já dizia um velho ditado “quem não marca, sofre” e foi levado à letra no Castelo. Já para lá dos 90 minutos regulamentares, Everton selou a vitória encarnada no Estádio D. Afonso Henriques. O marcador apagou-se, pela última vez na Primeira Liga na temporada 2020/21, com um 3-1 favorável ao SL Benfica, que terminou, desta forma, a Primeira Liga, no terceiro lugar da tabela. Quanto ao Vitória SC, a luta pelo lugar europeu esteve renhida até ao final, mas, ao ser derrotado pelas águias e com os adversários diretos a vencer, a equipa do Minho vê-se fora do grande objetivo.

 

A FIGURA

Seferovic chegou aos 22 golos na Primeira Liga pelo SL Benfica
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Haris Seferovic – O avançado suíço voltou a ser fundamental na construção de um resultado favorável ao SL Benfica. Haris Seferovic contribuiu com dois golos no último encontro relativo à Primeira Liga e ambiciona com a bota de ouro portuguesa (que disputa com Pedro Gonçalves do Sporting CP).

 

O FORA DE JOGO

Vitória SC perdeu por 1-3 frente ao SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Pressão sobre o Vitória SC – Tentaram dar o tudo por tudo e ainda mais alguma coisa para conseguirem alcançar um lugar europeu. Mesmo estando a perder por dois golos, os jogadores do Vitória SC continuaram a acreditar e ainda concretizaram por uma vez. Mas a pressão falou mais alto e o tudo por tudo não foi suficiente.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

Para este duelo final frente ao SL Benfica, Moreno montou um 4-3-3 no onze inicial do Vitória SC. Com Bruno Varela lesionado, foi Trmal a assumir a baliza da equipa vimaranense. A defesa, com uma linha de quatro jogadores, foi constituída por Jorge Fernandes e Mumin na zona central, enquanto Sílvio e Sacko ocupavam as laterais.

O Vitória SC entrou no encontro como uma equipa bastante balanceada para o ataque com Ricardo Quaresma e Marcus Edwards na ajuda a Estupiñan. No setor do meio-campo alinharam Pepelu, Rochinha e André André.

Vendo a conclusão do seu objetivo ser dificultada, Moreno efetuou substituições de forma a reforçar e refrescar o ataque e meio-campo.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Trmal (5)

Sacko (6)

Jorge Fernandes (6)

Mumin (5)

Sílvio (5)

André André (5)

Pepelu (5)

Rochinha (6)

Marcus Edwards (6)

Ricardo Quaresma (6)

Óscar Estupinan (6)

SUBS UTILIZADOS

 Bruno Duarte (6)

André Amaro (6)

André Almeida (6)

Ouattara (5)

Lyle Foster (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Para o último encontro da época, referente à Primeira Liga, Jorge Jesus arquitetou um 3-5-2, com os laterais projetados aquando dos momentos ofensivos, mas moldável num 5-3-2 (com os laterais a assumirem posição na primeira linha).

De regresso aos postes das águias, Vlachodimos assumiu a posição que tem sido ocupada por Helton Leite. Na linha defensiva assumiram Otamendi, o estreante Morato e Lucas Veríssimo (sendo que este último se viu obrigado a abandonar o terreno de jogo devido a queixas musculares, tendo sido substituído por Jan Vertonghen ainda no decorrer da primeira parte). Os laterais escolhidos pelo técnico foram Nuno Tavares e Gilberto que, como já enunciado, atuaram bastante subidos nas suas linhas.

No meio-campo alinharam Gabriel, Pedrinho e Taarabt, com Darwin Nuñez e Haris Seferovic a atuar no setor mais avançado do terreno.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES 

Odisseas Vlachodimos (6)

Morato (6)

Otamendi (6)

Lucas Veríssimo (5)

Nuno Tavares (6)

Pedrinho (6)

Adel Taarabt (6)

Gabriel (5)

Gilberto (5)

Haris Seferovic (8)

Darwin Nuñez (7)

 SUBS UTILIZADOS

 Jan Vertonghen (6)

Everton (7)

Chiquinho (6)

Pizzi (6)

Grimaldo (6)

 

 

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