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Odysseas Vlachodimos, Helton Leite e Mile Svilar. Estes são os nomes das três opções que o SL Benfica tem ao seu dispor para a salvaguarda das suas redes. Três nomes distintos, três nacionalidades diferentes e três atletas com muitas diferenças.

Convergem, na minha opinião, num ponto sobejamente importante: nenhum é, neste momento no tempo e no espaço, guarda-redes para um SL Benfica dominador em Portugal e minimamente competente na Europa. Note-se que estas palavras não significam que qualquer um deles seja responsável pelo paupérrimo momento da equipa.

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Vlachodimos é o habitual titular da equipa encarnada
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Significam – ou intentam significar – que a construção (a verdadeira construção!) de um SL Benfica à medida do que se pretende terá que começar pela posição mais recuada e implicará, inevitável e invariavelmente, que as águias garantam que têm como escolhas para a posição um guarda-redes de nível (indiscutivelmente) mundial.

Vlachodimos não o é, nem creio que possa atingir tal patamar – pese embora a muita qualidade entre postes que demonstra. Helton Leite, de quem particularmente não desgosto, não é de topo mundial e, a virar a esquina dos 30, não é plausível que venha a ser.

Resta Svilar. Dos três, o único, pela idade e qualidade, o único que ainda pode almejar vir a ser um guarda-redes da classe que o clube da Luz procura recuperar. Todavia, esse porvir está por vir e, como tal, Svilar não é, de momento, a melhor opção para os encarnados.

Mile Svilar é o mais novo e o menos preponderante dos três guarda-redes em análise
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O ideal seria, então, para o clube e para o jovem belga, um empréstimo interno ou a um clube belga, tal qual estava planeado acontecer na última janela de transferências, sendo o negócio final gorado pela contração por parte de Svilar do novo coronavírus.

Um empréstimo de dois anos não seria de descartar, uma vez que possibilitava ao belga instalar-se, agarrar a titularidade e crescer nesse papel. Naturalmente, a escolha do clube arrendatário teria que ser bem ponderada e a manutenção de uma opção de resgate do jogador e a exclusão de uma cláusula de opção de compra teriam que ser partes integrantes do negócio.

Helton Leite ficaria no plantel, não pela maior ou menor qualidade, mas pelo carácter intermédio do brasileiro ex-Boavista FC. Não é novo o suficiente para ser emprestado, nem velho o suficiente para ser dispensado; não tem valor de mercado para ser vendido, mas é demasiado valioso para sair por uma bagatela; não é de classe mundial para ser titular, mas é bom o suficiente para estar no plantel.

Helton Leite tem dois jogos de águia ao peito, um para a Taça de Portugal e outro para a Liga Europa
Fonte: SL Benfica

 Vlachodimos seria vendido já em janeiro, num – ou no meu – cenário idílico, com o intuito de rentabilizar financeiramente enquanto é tempo o desempenho desportivo do internacional grego e para financiar a contratação de jogadores que preencham as (ainda muitas) lacunas do plantel encarnado, incluindo a de um guarda-redes, claro está.

Um.. ou dois. Um certamente. Um com experiência – que não é sinónimo de idade avançada, por mais que essa associação se vulgarize de forma constante -, um com bom jogo de pés, um com segurança para dar e vender (ou, neste caso, emprestar à linha defensiva das águias), um que corresponda à dimensão (à verdadeira dimensão!) do Sport Lisboa e Benfica.

Um… que não seja Vlachodimos, Helton ou Svilar. Um… Entretanto, são estes os que há. É o que há… É o que vai ter que ser. Até um dia… Um…

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