Académica OAF: O fim de uma linda história com 134 anos

- Advertisement -

A Académica OAF viu neste sábado confirmada a sua descida à Liga 3, o ponto mais baixo de sempre do clube, após o empate a zero com o Penafiel. Este resultado deixou o clube matematicamente de fora da luta pela manutenção, ficando a treze pontos da primeira equipa acima da linha de água, o Varzim SC, quando apenas faltam 12 pontos a disputar. Fundada em 1887, a Briosa tem uma rica história no panorama nacional, tendo a conquista da Taça de Portugal em 2011/2012, frente ao Sporting CP, como a memória recente mais feliz.

Para além desse troféu, o clube conta ainda com duas conquistas da segunda divisão portuguesa, assim como uma segunda Taça de Portugal conquistada no primeiro ano da competição. Apesar de a maior parte dos portugueses terem boas recordações dos “Estudantes”, o passado mais recente não tem sido propriamente feliz para a equipa de Coimbra, e hoje o seu futuro parece ainda menos risonho.

Após descer da Primeira Liga na temporada 2015/16, a Académica não teve o ressurgimento que muitos pensavam que teria, a equipa não teve a capacidade de se reerguer e manteve-se na Segunda Liga. Na temporada 2017/2018, a história foi diferente, a Briosa lutou pela subida até às últimas jornadas, o que acabou por não acontecer devido a uma sequência menos positiva de resultados na fase final da época. Após duas temporadas com altos e baixos, 2021 parecia ser o ano dos “estudantes”, tudo apontava para a promoção, mas empates frente a Mafra e Vilafranquense, assim como a derrota em Arouca, acabaram por estragar o sonho da equipa.

À entrada para a época atual, o sentimento em Coimbra era de otimismo, era expectado que a equipa voltasse à carga pela subida, mas a perda de alguns jogadores importantes, nomeadamente Filipe Chaby e Bruno Teles, seria um presságio do que ainda estava para vir. As ausências tentaram ser colmatadas, mas a qualidade das entradas no plantel não estava ao nível dos antecessores, problemas económicos e de gestão começavam a mostrar-se na equipa, pelo que o começo da época foi o espelho do claro enfraquecimento da Briosa. O primeiro jogo frente ao Rio Ave foi quando a realidade assentou em Coimbra, uma derrota pesada por 5-1 frente ao maior candidato, provável, à subida demonstrou que a equipa não estava preparada para assumir qualquer tipo de compromisso, pelo que os jogos seguintes foram mais do mesmo.

O primeiro ponto da Académica foi conquistado à quarta jornada frente ao Estrela da Amadora num empate a duas bolas, mas esse feito só voltaria a ser repetido mais de dois meses depois frente ao Sporting da Covilhã, onde os “Estudantes” obtiveram a sua primeira vitória na liga ao bater os forasteiros por 3-0. À entrada do mês de dezembro, a realidade do histórico português era clara, lutar a todo o custo pela manutenção, tarefa que se provou extremamente difícil visto que até à data de hoje a Briosa em 30 jornadas apenas ganhou três vezes e empatou sete, acumulando um total de 16 pontos. Uma equipa com 20 derrotas estará sempre mais perto de descer do que de alcançar a manutenção, e a cinco jornadas do fim, o destino da Académica foi traçado, tal como na época passada, mas desta vez por razões bem diferentes.

Os problemas financeiros que o clube atravessa iram continuar na Liga 3 e, devido às mesmas, a Briosa vai ver-se obrigada a apostar na formação, política que a meio da época atual adotou. É necessária uma reestruturação e reorganização de toda a instituição, até porque o lugar da Académica não é a Liga 3, nem a Segunda Liga, mas sim a Primeira Liga. Coimbra é uma cidade que respira Futebol e os jogadores certamente sentem um peso nas costas que mais ninguém tem, pelo que para o ano irão querer dar uma resposta e levar a Briosa a tomar de novo o rumo certo. Está na hora do clube e dos adeptos serem um só, apesar do desgosto imediato, a descida é uma oportunidade de aproximação entre a equipa e os fãs, já que para o ano vem a verdadeira prova de fogo, onde a Académica vai precisar de todo o apoio que conseguir obter.

Artigo com opinião de Diogo Monteiro

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Silva
Diogo Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

Subscreve!

Artigos Populares

Enrique Riquelme confirma que já tem treinador e diretor-desportivo para o seu projeto no Real Madrid: «Fechámos o treinador antes de anunciar a candidatura»

Enrique Riquelme continua a dar entrevistas em Espanha. O candidato opositor de Florentino Pérez garantiu que já tem fechado treinador para o Real Madrid.

Marco Silva vem a Lisboa nesta quarta-feira e quer definir o futuro em breve

Marco Silva vai estar em Lisboa nesta quarta-feira. O técnico português vai definir em breve o seu futuro, numa altura em que tem proposta de renovação do Fulham e interesse do Benfica.

Anatoliy Trubin pode deixar o Benfica e reencontrar antigo treinador na Premier League

O futuro de Anatoliy Trubin está em avaliação. O guarda-redes ucraniano do Benfica pode deixar as águias e rumar ao Tottenham, da Premier League.

Morten Hjulmand incluído no Onze do Ano da Liga Portugal

O capitão do Sporting Morten Hjulmand junta-se a Rodrigo Zalazar no meio-campo do Onze do Ano da Primeira Liga.

PUB

Mais Artigos Populares

Roland Garros: Jaime Faria conquista vitória épica e segue para a próxima fase

Jaime Faria venceu Denis Shapovalov e avançou para a segunda ronda de Roland Garros, onde vai enfrentar Jan-Lennard Struff.

Rogério Matias deixa o Vitória SC depois de quatro anos

Rogério Matias despediu-se do Vitória SC de «coração cheio» e destacou o orgulho por ter feito parte de um período histórico do clube.

Final da Conference League: A verdadeira Liga Europeia de clubes | Crystal Palace x Rayo Vallecano

Dia de final entre Rayo Vallecano e Crystal Palace na Conference League. Quando Liam Rosenior trocou o Estrasburgo pelo Chelsea, no princípio do ano civil, acabava de deixar os franceses no topo da fase de liga.