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Académica OAF: O fim de uma linda história com 134 anos

Diogo Silva · 4 min

Académica OAF jogadores
Foto: Cláudia Figueiredo / Bola na Rede

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A Académica OAF viu neste sábado confirmada a sua descida à Liga 3, o ponto mais baixo de sempre do clube, após o empate a zero com o Penafiel. Este resultado deixou o clube matematicamente de fora da luta pela manutenção, ficando a treze pontos da primeira equipa acima da linha de água, o Varzim SC, quando apenas faltam 12 pontos a disputar. Fundada em 1887, a Briosa tem uma rica história no panorama nacional, tendo a conquista da Taça de Portugal em 2011/2012, frente ao Sporting CP, como a memória recente mais feliz.

Para além desse troféu, o clube conta ainda com duas conquistas da segunda divisão portuguesa, assim como uma segunda Taça de Portugal conquistada no primeiro ano da competição. Apesar de a maior parte dos portugueses terem boas recordações dos “Estudantes”, o passado mais recente não tem sido propriamente feliz para a equipa de Coimbra, e hoje o seu futuro parece ainda menos risonho.

Após descer da Primeira Liga na temporada 2015/16, a Académica não teve o ressurgimento que muitos pensavam que teria, a equipa não teve a capacidade de se reerguer e manteve-se na Segunda Liga. Na temporada 2017/2018, a história foi diferente, a Briosa lutou pela subida até às últimas jornadas, o que acabou por não acontecer devido a uma sequência menos positiva de resultados na fase final da época. Após duas temporadas com altos e baixos, 2021 parecia ser o ano dos “estudantes”, tudo apontava para a promoção, mas empates frente a Mafra e Vilafranquense, assim como a derrota em Arouca, acabaram por estragar o sonho da equipa.

À entrada para a época atual, o sentimento em Coimbra era de otimismo, era expectado que a equipa voltasse à carga pela subida, mas a perda de alguns jogadores importantes, nomeadamente Filipe Chaby e Bruno Teles, seria um presságio do que ainda estava para vir. As ausências tentaram ser colmatadas, mas a qualidade das entradas no plantel não estava ao nível dos antecessores, problemas económicos e de gestão começavam a mostrar-se na equipa, pelo que o começo da época foi o espelho do claro enfraquecimento da Briosa. O primeiro jogo frente ao Rio Ave foi quando a realidade assentou em Coimbra, uma derrota pesada por 5-1 frente ao maior candidato, provável, à subida demonstrou que a equipa não estava preparada para assumir qualquer tipo de compromisso, pelo que os jogos seguintes foram mais do mesmo.

O primeiro ponto da Académica foi conquistado à quarta jornada frente ao Estrela da Amadora num empate a duas bolas, mas esse feito só voltaria a ser repetido mais de dois meses depois frente ao Sporting da Covilhã, onde os “Estudantes” obtiveram a sua primeira vitória na liga ao bater os forasteiros por 3-0. À entrada do mês de dezembro, a realidade do histórico português era clara, lutar a todo o custo pela manutenção, tarefa que se provou extremamente difícil visto que até à data de hoje a Briosa em 30 jornadas apenas ganhou três vezes e empatou sete, acumulando um total de 16 pontos. Uma equipa com 20 derrotas estará sempre mais perto de descer do que de alcançar a manutenção, e a cinco jornadas do fim, o destino da Académica foi traçado, tal como na época passada, mas desta vez por razões bem diferentes.

Os problemas financeiros que o clube atravessa iram continuar na Liga 3 e, devido às mesmas, a Briosa vai ver-se obrigada a apostar na formação, política que a meio da época atual adotou. É necessária uma reestruturação e reorganização de toda a instituição, até porque o lugar da Académica não é a Liga 3, nem a Segunda Liga, mas sim a Primeira Liga. Coimbra é uma cidade que respira Futebol e os jogadores certamente sentem um peso nas costas que mais ninguém tem, pelo que para o ano irão querer dar uma resposta e levar a Briosa a tomar de novo o rumo certo. Está na hora do clube e dos adeptos serem um só, apesar do desgosto imediato, a descida é uma oportunidade de aproximação entre a equipa e os fãs, já que para o ano vem a verdadeira prova de fogo, onde a Académica vai precisar de todo o apoio que conseguir obter.

Artigo com opinião de Diogo Monteiro

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Silva

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