Boavista FC | Depois da tempestade, vem a bonança?

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O impulso do investimento externo

O clube revolucionou toda a sua estrutura durante o defeso do ano anterior, em função do investimento do empresário hispano-luxemburguês Gérard Lopez. O proprietário dos belgas do Royal Mouscron e até ao final de 2020 dos franceses do Lille OSC, e com investimentos consolidados na equipa de Formula 1 da Lotus F1 Team, acordou com a direção de Vítor Murta a compra da maioria do capital social da SAD.

Uma mudança paradigmática para o Boavista. A proximidade de Luís Campos e Admar Lopes, fulcrais no último campeonato francês conquistado pelo AS Mónaco FC (2016/17) e na revitalização do Lille OSC, também foram vistos como elementos imprescindíveis no acrescento de qualidade no seio da estrutura axadrezada.

O plantel sofreu uma revolução considerável e chegaram à Invicta nomes bem conhecidos. No total foram 20 as caras novas do plantel, nomeadamente o campeão do mundo e vencedor de uma Liga Europa, Adil Rami, o ex-benfiquista Javi Garcia, o prodígio inglês Angel Gomes, emprestado pela formação capitaneada por José Fonte, ou o ex-portista Chidozie, que se afirmou como um dos elementos determinantes da formação do Bessa.

Contudo, apesar do entusiasmo que se gerou na obtenção de uma grande temporada e, quiçá, materializada com o regresso às competições europeias, o projeto acabou por fracassar e os axadrezados estiveram até ao último suspiro a lutar para não descerem de divisão.

Vasco Seabra, escolhido como timoneiro para guiar a equipa, foi substituído pelo experiente professor Jesualdo Ferreira, que numa época marcada pela irregularidade, obteve a manutenção apenas na última jornada da Liga.

Assim, a prometida época de renascimento do Boavista esfumou-se. O noivado anunciado no verão com Gérard López não teve a esperada lua de mel nem um final feliz, fruto de uma espiral de exibições não muito convincentes e resultados pouco ambiciosos.

A claque Panteras Negras chegou mesmo a anunciar a quebra de relações com a direção do Boavista, acusando os corpos sociais liderados por Vítor Murta de metas que “não passaram de promessas políticas”. Um recrudescimento boavisteiro que ficou adiado, mas que poderá mostrar os seus sinais na época que agora se inicia.

Fábio Pereira Lopes
Fábio Pereira Lopeshttp://mariooliveira
O Fábio é apaixonado pelo Futebol desde que se lembra, começou a dar os primeiros toques em tenra idade. Com uma década de experiência federada dentro das quatro linhas, apurou o fascínio pelo Jogo, tornando-se treinador com somente 18 anos. Licenciado em Ciências da Comunicação na Universidade do Porto, adota um olhar crítico sobre cada lance e valoriza a vertente artística do Desporto Rei.                                                                                                                                                 O Fábio escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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