A CRÓNICA: DE HORAS EXTRA SE FAZ UM CAMPEÃO

Os bancos de suplentes já não eram precisos para nada. Todos os intervenientes acabaram o jogo de pé, levantados pelas emoções. Rui Santos, treinador do Estrela, frustrado com o resultado, acabou expulso por protestos. O árbitro apitou para o final e houve abraços por toda a parte do lado do Trofense e, em igual proporção, cabeças baixas do lado da equipa da Reboleira. Mika, capitão da equipa vencedora, agarrou no troféu como se ele tivesse pernas para fugir.

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Foi este o desfecho da final do Campeonato de Portugal, disputada no Estádio Cidade de Coimbra, que sagrou o Trofense vencedor da edição de 2020/21.

O jogo começou bastante equilibrado e sem ocasiões de golo. Estrela e Trofense dividiram entre si a posse de bola, mas nenhuma equipa se conseguiu sobrepor à outra. Apesar da qualidade de jogo proporcionada pelos intervenientes, dentro do campo faltava a animação do golo. A quem não faltava entusiasmo era aos adeptos do Estrela que, do lado de fora do estádio, se fizeram ouvir dentro do recinto de jogo.

Ao intervalo, o 0-0 prevalecia. Nem o remate cruzado de Alan Júnior, após um belo passe de Bruno Almeida, nem o cabeceamento de Paollo Madeira, a corresponder a um cruzamento oriundo do corredor direito, fizeram a situação alterar-se.

A segunda parte, em nada se distinguiu da primeira. O empate justificava-se e traduzia na perfeição o desenrolar dos acontecimentos. O vencedor permanecia indefinido, pelo que era então altura de alongar os músculos para o prolongamento.

Foi preciso esperar apenas seis minutos para se ver o que não se viu em 90: o golo. Foi o lateral-esquerdo Keffel, que tinha entrado a um quarto de hora do fim do tempo regulamentar, o autor do motivo de euforia. Marcou, pôs o Trofense em vantagem, tirou a camisola e correu pela pista de atletismo fora, perseguido pelos companheiros.

Na pausa do prolongamento, Filipe Gaspar gritava para os seus companheiros de equipa “viemos aqui para ganhar”. Mesmo perante tanta vontade, nada mais havia a fazer. O Trofense é o vencedor do Campeonato de Portugal.

 

A FIGURA


Keffel – as mexidas operadas por Rui Duarte trouxeram coisas novas ao Trofense. Diogo Silva acrescentou mais desdobramento ofensivo na zona média e alterou positivamente o fluxo do jogo, mas Keffel foi quem vestiu a capa de herói.

O FORA DE JOGO

Segunda parte do Estrela – embora tenha imperado o equilíbrio durante todo o jogo, a segunda parte dos tricolores foi algo intranquila. A confirmação dessa quebra de rendimento verificou-se com o golo sofrido já no início do prolongamento.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA DA AMADORA

O Estrela, uma equipa com uma estrutura tática bastante versátil, optou por um 4-2-3-1. O guarda-redes Filipe Leão viu a sua defesa ser composta por quatro elementos. Sérgio Conceição alinhou à direita, André Duarte e Zé Pedro ao centro e Edu Duarte à esquerda. No meio-campo, Filipe Gaspar funcionou como elemento mais recuado, Chapi Romano ocupou a posição de oito e Rui Santos completou o tridente com o criativo Diogo Leitão. Xavi, que habitou quase sempre no corredor central, e Luís Mota, mais em largura, foram os “extremos” encarregues de apoiar Paollo Madeira no ataque. Esta dinâmica dos homens da frente moldava o sistema tático da equipa para um 3-4-3 em momento ofensivo.

De realçar a grande rotação que Sérgio Conceição deu ao corredor direito. Do lado esquerdo, Edu Duarte foi mais contido. Foi também o defesa-esquerdo que se juntou aos centrais para efetuar uma saída a três. A tentativa de explorar a profundidade com lançamentos longos em busca de Paollo Madeira foi uma constante.

Muitas vezes, o Estrela optou por condicionar a saída através de pontapé de baliza do Trofense. Depois, organizava-se no seu meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Filipe Leão (6)

Sérgio Conceição (6)

André Duarte (6)

Zé Pedro (6)

Edu Duarte (6)

Filipe Gaspar (6)

Chapi Romano (6)

Diogo Leitão (6)

Xavier Fernandes (8)

Luís Mota (6)

Paollo Madeira (7)

SUBS UTILIZADOS

Horácio Jau (6)

Telmo Watche (6)

Chidera (5)

Tipote (-)

Bonani (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE

O Trofense alinhou num 4-3-3. Serginho teve a sua baliza protegida pelos defesas-centrais Mika e João Faria. As laterais ficaram a cargo de Tito Júnior, pela direita, e Simão Martins, pela esquerda. O meio-campo foi constituído por Matheus, Beni e Vasco Rocha. Na frente, Yohan Miranda, Bruno Almeida e Alan Júnior foram os homens mais ofensivos.

A liberdade dada aos três homens da frente foi bem suplantada por Matheus, Beni e Vasco Rocha. Os três centrocampistas deram uma grande segurança à equipa no miolo. Se defensivamente nada se pode apontar a este trio, com bola tiveram alguma dificuldade.  De salientar as trocas constantes de lado entre Yohan e Bruno Almeida. Em processo defensivo, os comandados de Rui Duarte posicionaram-se num bloco médio.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Serginho (6)

Tito Júnior (6)

Mika (6)

João Faria (6)

Simão Martins (6)

Matheus (6)

Beni (6)

Vasco Rocha (7)

Yohan Miranda (8)

Bruno Almeida (7)

Alan Júnior (7)

SUBS UTILIZADOS

Keffel (8)

Adilson (6)

Luís Santos (6)

Daniel Liberal (6)

Diogo Silva (7)

Tomás Oliveira (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF ESTRELA DA AMADORA

BnR: Que palavra tem para os adeptos do Estrela que se fizeram ouvir durante o jogo?

Rui Santos: Gratidão e reconhecimento. Infelizmente, esta pandemia não permitiu que eles estivessem presentes no estádio, outra coisa que não consigo entender. Como é que um estádio para 30 mil pessoas não pode ter mil ou duas mil pessoas a assistirem ao jogo? É uma coisa inacreditável nesta altura em que sabemos que a situação está muito mais controlada e há tantos espetáculos que se fazem em recintos que não são abertos. Um agradecimento muito muito grande a quem se deslocou da Amadora até aqui e que se tem deslocado a muitos campos, que sabem de antemão que não podem assistir ao jogo e, mesmo assim, fazem centenas de quilómetros, sacrificam um dia do seu fim de semana, tudo pelo amor e paixão ao clube. Um grande abraço, sentido, para todos eles.

CD TROFENSE

BnR: Ontem falámos aqui do rumo do projeto do Trofense. Que importância tem esta conquista no desenvolvimento desse projeto?

A resposta à pergunta colocada a Mika e Rui Duarte, capitão e treinador do Trofense, respetivamente, foi interrompida pela invasão de todo o plantel que pôs fim à conferência de imprensa.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

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