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Belenenses

CF Os Belenenses 2-0 Académica OAF: Martelo prega estudantes à derrota

A CRÓNICA: BELENENSES VENCE COM SUPERIORIDADE DO PRINCÍPIO AO FIM

Ver o Belenenses x Académica na Liga 3 é estranho e algo triste, mas como disse Bruno Dias, técnico da equipa azul e branca, “não serão duas horas perdidas para quem gosta de Futebol”. Não poderia estar mais de acordo. Que comece a Liga 3 e que comece o espetáculo!

No Estádio do Restelo, o ambiente não costuma falhar e hoje não foi exceção. E o Futebol? Os primeiros minutos foram complicados, visto que ninguém conseguia impor o seu jogo, mas depois fluiu. O Belenenses reivindicou o domínio sobre a sua casa e criava perigo por cruzamentos, rasgos individuais ou contra-ataques. A partida assemelhava-se a uma montanha-russa e o minuto 17 foi o pico mais alto. Em coisa de segundos, a equipa do Restelo sofre golo (que seria anulado por fora-de-jogo), lança um contra-ataque e marca (1-0 por Pedro Martelo). E, desta vez, era a valer.

Uma vez reprovados, os estudantes de Coimbra ainda tentaram recuperar. Conseguiram levar uma bola à barra adversária, mas de resto não foram assim tão perigosos. Como se não bastasse a desvantagem, o guarda-redes Nuno Hidalgo veria o cartão vermelho após entrar em conflito com um Clé disparado.

Nem bom dia, nem boa tarde. Retoma a partida e o Belenenses obriga logo Bernardo Santos, guarda-redes substituto, a defender. Poucos minutos depois, mais dois remates, mais duas defesas. E como tudo o que persiste, resiste – a equipa da casa chega ao segundo golo com bis de Pedro Martelo.

“Sentado” numa confortável vantagem, o Belenenses procurava gerir a partida e evitar contratempos, ao passo que a Académica não se dava por vencida. A verdade é que querer e fazer são duas coisas completamente distintas. Aliás, os azuis do Restelo até estiveram mais perto do terceiro do que a Briosa do segundo. Termina a partida e o Belenenses entra na Liga 3 com uma vitória por 2-0.

 

A FIGURA

Pedro Martelo (CF Os Belenenses): Em função dos seus importantes dois golos, o avançado do Belenenses funcionou como o martelo que pregou os estudantes à derrota. Primeiro, elevou-se ao primeiro andar para marcar um belíssimo golo de cabeça e, depois, desmarcou-se muito bem para balançar de novo as redes. Importante destacar também Clé e Xavi Fernandes pela sua ótima exibição.

 

O FORA DE JOGO

Nuno Hidalgo (Académica OAF): Foi expulso às portas do intervalo depois de um lance com Clé, o que obrigou a entrada de um novo guarda-redes e a mudança da estratégia de jogo. Assim, a equipa de Coimbra deparou-se com dificuldades acrescidas, ao se encontrar em desvantagem no marcador e, a partir daí, em número.

ANÁLISE TÁTICA – OS BELENENSES

No arranque da Liga 3, Bruno Dias apostou em dois sistemas táticos: 4-3-3 (a atacar) e uma espécie de 4-4-2 losango (a defender) – porventura para criar situações de superioridade numérica no centro do terreno. De salientar que Clé, além ser muito forte a desequilibrar na faixa lateral-direita através do 1v1 ou movimentos de rotura, ainda descobria por vezes zonas interiores, sendo mais um jogador para ligar o jogo ofensivo nesta área. Xavi Fernandes também foi muito importante na conexão/construção. Uma das estratégias ofensivas mais comuns foi a utilização de cruzamentos, sejam rasteiros ou não.

11 INCIAL E PONTUAÇÕES

David Grilo (6)

Gonçalo Maria (6)

João Sousa (7)

Romário (7)

Fred Martins (7)

Xavi Fernandes (8)

Pipo (7)

Hélio Cruz (7)

Clé (8)

Pedro Martelo (8)

Miguel Lopes (7)

SUBS UTILIZADOS

João Costa (6)

Flavinho (6)

Mauro Antunes (6)

Miguel Tavares (-)

Pedro Carvalho (-)

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A jogar fora de casa, a Académica OAF partiu num sistema tático de 4-2-3-1 que, na altura de defender, se transformava num 4-3-3. Durante a primeira parte, apresentou algumas dificuldades na manutenção do esférico, na ligação de jogo e no último terço. No plano ofensivo, era muito visível a insistência pelo flanco esquerdo através de Nivaldo Santos e David Teles. Defensivamente, abriu muitos espaços, deixando várias vezes os homens do Belenenses explorar as costas dos seus defesas. Face à expulsão, passaram a jogar maioritariamente em 4-4-1.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nuno Hidalgo (4)

Nivaldo Santos (6)

Diogo Costa (6)

João Tiago (6)

Marco Grilo (6)

Rodrigo Guedes (6)

David Caiado (6)

Pepo (6)

Pedro Prazeres (7)

Diogo Ribeiro (6)

David Teles (6)

SUBS UTILIZADOS

Bernardo Santos (7)

David Brás (6)

Fábio Pala (6)

Isaac Boakye (6)

Vasco Paciência (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Os Belenenses

Bola na Rede: Boa tarde, míster. Jogando maioritariamente em ataque organizado, o Belenenses explorou vários movimentos de rotura, cruzamentos e até rasgos individuais. Clé foi um jogador muito importante na faixa lateral e por vezes em zonas interiores, de modo a ajudar em combinações e talvez criar superioridade numérica nesta área. Xavi Fernandes também foi preponderante na ligação de setores e na construção de jogo, com Pedro Martelo a tirar proveito do seu sentido posicional. Foi esta a estratégia do Belenenses para hoje?

Bruno Dias: Parte da estratégia foi essa. Sabíamos que pela velocidade de execução e qualidade que os nossos jogadores tinham no centro-direita do nosso ataque e se fôssemos fazer muitas permutas e a bola fosse entrando no espaço central-lateral, a Académica poderia ter dificuldades a controlar esse momento de organização ofensiva que tínhamos. Ainda assim, apesar de ter sido mais vezes por esse flanco, não foi só pelo corredor direito.

A forma como conseguimos garantir a largura pela subida do Fred Martins nas costas da segunda linha de pressão da Académica também foi importante. A forma como conseguimos espalhar-nos bem no campo com uma saída a três, obrigando a que a Académica se expusesse mais e conseguíssemos criar os espaços entre-linhas nas costas da primeira e segunda pressão e, a partir daí, desbloquear praticamente seis homens adversários e colocar os nossos jogadores de frente perante a última linha adversária. Creio que conseguimos isto muitas vezes ao longo do jogo e foi isso que nos permitiu ter várias oportunidades para fazer mais golos do que fizemos.

 

Académica OAF

Bola na Rede:  Boa tarde mister. Gostava de o perguntar se ofensivamente a preferência pelo flanco esquerdo de Nivaldo Santos e David Teles foi algo trabalhado antes por alguma fragilidade do adversário ou se foi fruto do jogo.

Miguel Valença: O Belenenses jogou num 4-3-3, onde colocavam Gonçalo Maria mais projetado na esquerda e o Fred Martins quase numa linha de três na construção. Ou seja, íamos ter mais espaço, porque o Clé procurava mais a profundidade. Jogámos muito por aí. Tentámos incluir o Pedro Prazeres para criar superioridade por esse lado, só não conseguimos foi o cruzamento para as zonas de finalização. Era uma das estratégias que tínhamos para o jogo de hoje.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 16 de Portugal. Atualmente, o Diogo está na Universidade Católica a estudar Comunicação Social com o objetivo de seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 16 de Portugal. Atualmente, o Diogo está na Universidade Católica a estudar Comunicação Social com o objetivo de seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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