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Desculpas orçamentais: Lamuriar para quê?

Ora, nós vivemos num mendo em que existe desigualdade em todos os sectores da sociedade, em que a vida não permite que todas as pessoas tenham as mesmas condições, e o futebol não foge à regra. No futebol também sempre foi assim e a prova viva disso, é que em 73 anos de campeonato, o futebol português ainda só conheceu cinco clubes campeões nacionais, dois deles apenas por uma vez.

No entanto, isso nunca impediu que houvessem outros clubes e treinadores que, com menos recursos que os três grandes, fizessem bons trabalhos e deixassem a sua marca no futebol português. Nos anos 60 e 70 houve vários feitos de grande relevância que nunca mais se viram no nosso futebol, desde a presença de clubes alentejanos na primeira divisão, a clubes como a Académica e o Vitória de Setúbal a lutar pelo título.

E já nesta década, perante esta desigualdade, já houve alguns treinadores que deixaram a sua marca no futebol português, tais como Paulo Fonseca no Paços de Ferreira e Marco Silva no Estoril-Praia, treinadores que se destacaram pelas suas ideias e que estão a dar cartas no estrangeiro. Bem como temos outros treinadores como Leonardo Jardim que se destacam pela forma como potencializam jovens jogadores.

O Rio Ave tem-se destacado pelo seu bom futebol Fonte: Rio Ave FC
O Rio Ave tem-se destacado pelo seu bom futebol
Fonte: Rio Ave FC

Já nesta época, também temos alguns treinadores que metem as suas equipas a jogar um futebol positivo, tais como Miguel Cardoso, Luís Castro e Nuno Manta Santos. Desde há muito que o futebol português tem a fama de conseguir fazer muito com pouco. Como tal, acho hipócrita e irresponsável, justificar os maus resultados com os orçamentos e a falta de recursos, muito menos por parte de um dos treinadores mais experientes da Liga, que já conseguiu algumas qualificações para as competições europeias.

A segunda questão é que efeito estas declarações causarão na equipa? Será que vão ser um factor motivacional? Ora, eu parto do princípio de que um bom motivador consegue tornar as fraquezas em forças. Aplicando a expressão neste caso, um bom motivador consegue utilizar esta desigualdade como fonte de motivação para fazer frente aos grandes.

E a meu entender, a derrota caseira do Moreirense contra o Tondela por 3-0 é a prova de que o facto de Manuel Machado ter apelidado a sua equipa de “carne para canhão” não caiu bem no balneário. E, para um treinador que tenha ideias positivas, é mais fácil motivar a sua equipa após uma derrota.

Dadas as circunstâncias, as questões que coloco ao treinador do Moreirense são: do que vale andar a lamuriar? Se ele se queixa da falta de recursos, porque aceitou o desafio d treinar um clube que luta pena manutenção? Será que no Moreirense ele estava à espera de encontrar petróleo ou que o clube fosse adquirido por um investidor chinês ou russo?

Foto de Capa: ovimaranes.blogspot.com

O Tiago é um jovem natural de Montemor-o-Novo, de uma região onde o futebol tem pouca visibilidade. Desde que se lembra é adepto fervoroso do Sport Lisboa e Benfica, mas também aprecia e acompanha o futebol em geral. Gosta muito de escrever sobre futebol e por isso decidiu abraçar este projeto, com o intuito de crescer a nível profissional e pessoal.

O Tiago é um jovem natural de Montemor-o-Novo, de uma região onde o futebol tem pouca visibilidade. Desde que se lembra é adepto fervoroso do Sport Lisboa e Benfica, mas também aprecia e acompanha o futebol em geral. Gosta muito de escrever sobre futebol e por isso decidiu abraçar este projeto, com o intuito de crescer a nível profissional e pessoal.

FC PORTO vs CD TONDELA