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Cabeçalho Futebol NacionalPara quem acompanha o campeonato português, não é novidade nenhuma que existe um grande fosso entre os três grandes e as restantes equipas do nosso campeonato, principalmente do ponto de vista financeiro.

E, francamente, eu até creio que do ponto de vista desportivo, essa disparidade até se tem acentuado mais no início deste campeonato, por duas razões: primeiro, este foi o primeiro campeonato desde 1994/1995 em que os três grandes venceram nas três primeiras jornadas; segundo, após quatro jogos disputados, ainda há cinco equipas neste campeonato que ainda não têm qualquer vitória.

Entre essas equipas que ainda não provaram o sabor da vitória, está o Moreirense FC treinado por Manuel Machado. O técnico de 61 anos sempre se destacou pela forma peculiar como utiliza as palavras, e também por ser um crítico activo do grande fosso financeiro entre os três grandes e as restantes equipas do campeonato.

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Já o treinador do SC Braga Abel Ferreira tinha feito referência ao mesmo assunto aquando da derrota contra o SL Benfica na Luz na primeira jornada do campeonato. E o técnico do Moreirense dedicou a sua conferência de imprensa após a derrota no Estádio do Dragão a fazer referência a esse fosse financeiro, afirmando com veemência que isso merece uma reflexão.

Manuel Machado sempre foi um crítico ativo dos critérios de desigualdade no nosso futebol Fonte: Moreirense FC
Manuel Machado sempre foi um crítico ativo dos critérios de desigualdade no nosso futebol
Fonte: Moreirense FC

Como já aqui disse, Manuel Machado costuma chamar a atenção da imprensa e dos adeptos do futebol com os seus discursos. No entanto, creio que esta época ele tem sido particularmente infeliz nas suas intervenções. Primeiro, ao no início desta época ter sacudido a água do capote ao afirmar que nunca despromoveu um clube; segundo, ao com as declarações após o jogo contra o FC Porto, ter desviado as atenções de uma derrota pesada, num jogo em que a sua equipa não mostrou armas nem argumentos para fazer frente ao adversário.

Mas pegando nestas “desculpas orçamentais”, existem duas questões que devem ser esclarecidas. A primeira das quais, será que essa disparidade de recursos serve de desculpa para os maus resultados?

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