Nem um ano passou desde que, numa fatídica tarde em Portimão, o Paços de Ferreira viu sentenciada a queda à Segunda Liga, pela primeira vez desde 2005. Na última jornada da época 2017/18, os castores lutavam pela permanência diante do Portimonense SC, mas uma derrota por 3-1 frente aos algarvios sentenciou a uma queda inesperada dos pacenses. Mas eis que, ainda a quatro jornadas do fim da Segunda Liga, o Paços já garantiu o regresso ao convívio com os grandes do Futebol português na próxima temporada.

Depois de uma temporada atípica onde perdeu o direito de competir no principal escalão nacional, o Paços colocou mãos à obra com um objetivo bem definido: o regresso à Primeira Liga. Para isso – e como qualquer projeto de subida que se “preze” – contrataram Vítor Oliveira, o rei das subidas, que voltou à casa onde toda a odisseia de promoções começou, no já longínquo ano de 1991.

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Numa ode à boa gestão que os pacenses têm conseguido mostrar ao longos dos anos – e que os levou a finais das taças nacionais e à Liga dos Campeões – os castores mantiveram no plantel vários elementos importantes, como Bruno Santos, Marco Baixinho, André Leão e Pedrinho, acrescentando o talento de Douglas Tanque, Júnior Pius, Ricardo Ribeiro e o regresso inesperado de Luiz Carlos, médio que brilhou no Paços de Ferreira entre 2011 e 2013 e, mais tarde, no SC Braga, fazendo dos castores uma das equipas mais fortes da Segunda Liga.

Vítor Oliveira fez juz à alcunha de “rei das subidas”, conseguindo a 11.ª promoção da carreira
Fonte: FC Paços Ferreira

A aposta no regresso à Primeira o mais cedo possível deu mesmo os seus frutos, com os pacenses a nunca perderem o norte e a destacarem-se da concorrência desde cedo, estando no primeiro lugar da Segunda Liga há 24 (!) jornadas consecutiva. Derrotas, essas, foram poucas até ao momento, com apenas seis desaires (dois contra os também candidatos GD Estoril Praia e FC Famalicão) em 30 jogos, que deixam o Paços com 64 pontos, a apenas sete da pontuação do CD Nacional, da Madeira – campeão em título da Segunda Liga -, que conseguiu 71 pontos num campeonato com 38 jornadas.

Para Vítor Oliveira, para além da 11.ª subida, fica também para a História uma das subidas de divisão mais tranquilas do experiente técnico, apenas equiparada à promoção do FC Moreirense em 2013/14.

E o futuro? Esse parece brilhante na Capital do Móvel. Da Segunda Liga seguem jovens jogadores que tiveram oportunidade de se mostrar ao serviço do Paços de Ferreira, como Sodiq Fatai, que conseguiu uma oportunidade na equipa principal após duas épocas emprestado; Paul Ayongo, vital no triunfo diante do Académico de Viseu; ou Gonçalo Gregório, a revelação do CPP que espera conseguir o seu espaço na Primeira Liga na próxima época. Fica a faltar um timoneiro para a temporada que se avizinha, com a continuidade de Vítor Oliveira em cima da mesa, mas sempre dependente da sua vontade.

É de saudar o regresso dos castores ao principal escalão do Futebol português, num regresso agradável de um dos clubes com melhor gestão e crescimento em Portugal, ao longo dos anos. Que seja uma longa estadia na Primeira para o Paços!

 

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira