Quando não se consegue largar o futebol

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Sem dúvida que podemos dizer que ainda assim não é um claro domínio, por comparação com aquilo que acontecia nos anos 60, claro que não é. Hoje os treinadores que foram ex-jogadores coabitam muito facilmente com os treinadores estudiosos, o futebol evoluiu nesse sentido de começar a dar espaço mais pelo mérito do que pela experiência que alguém tenha tido anteriormente como jogador de futebol. Presentemente ainda temos no futebol português nomes como Nuno Manta Santos, José Peseiro, Miguel Cardoso e Rui Vitória que pouca ou nenhuma experiência como jogadores tiveram e destacaram-se pelo estudo teórico que fizeram do treino e da tática.

Sérgio Conceição é um reflexo da “nova” aposta em ex-jogadores para o lugar de treinadores
Fonte: FC Porto

Os ex-jogadores que viram com perigo a tendência que existiu nos anos 90 decidiram também eles começar a apostar, após o termino das suas carreiras, em dedicarem-se ao estudo teórico do futebol. Hoje em dia, com as formações de treinadores proporcionadas pela Federação e pela UEFA, já não se sente tanto esta diferença de quem andou na faculdade a tirar uma licenciatura e de quem simplesmente aprendeu tudo o que sabe através da experiência enquanto jogador.

Ainda assim diria que os ex-jogadores poderão fazer-se valer de um aspeto essencial em relação aos treinadores que não foram jogadores, que é o facto de saberem de perto como funciona um balneário por terem vivido essa experiência. Sérgio Conceição é um perfeito exemplo disso, o principal argumento que se usou na altura da sua contratação para o lugar de treinador foi o facto de ser um treinador que traria de volta o espírito do balneário do FC Porto nos seus períodos áureos.

Há certas coisas que por muito estudo que tenhamos só tendo a experiência de campo, um contacto com a realidade, é que poderemos melhor saber lidar com isso, e os ex-jogadores vencem nesse aspeto, conseguem de certa forma responder e lidar melhor aos problemas dos seus jogadores, por também eles terem passado por lá.

Vemos por isso um certo equilíbrio no futebol português, entre treinadores “académicos” e treinadores ex-jogadores, que como foi aqui demonstrado foi sofrendo oscilações ao longo da história do futebol mundial. A grande maioria dos treinadores profissionais nunca deixaram de ser ex-jogadores, mas houve sem dúvida períodos da história em que se dava uma preferência a quem tinha um curso académico na área do Desporto. Felizmente os ex-jogadores souberam adaptar-se às novas exigências do futebol, quebrando também com a ideia de que é preciso um curso académico para se ter sucesso no futebol atual.

Foto de Capa: CF Os Belenenses

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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