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A luta pela permanência tem sido renhida entre os vários clubes que se encontram no fundo da tabela. Aliás, como tem sido norma no campeonato português.

CD Feirense, CD Tondela, GD Chaves, Vitória FC e até Boavista FC, CD Nacional, CD Aves e CS Marítimo estão no limbo da descida de divisão do principal escalão do futebol português. Os cinco últimos encontram-se acima da linha de água, mas a margem de manobra é mesmo muito curta e, neste momento, qualquer deslize pode ser decisivo nesta corrida pela manutenção. Vou, então, analisar caso a caso de forma a perceber quais as circunstâncias para cada clube e quais as previsões para o desfecho da época 2018/2019.

O Tondela vinha do seu pior ciclo esta época, com três derrotas consecutivas (Moreirense FC, FC Porto e CD Nacional), que, inclusive, já suscitaram alguns protestos dos seus adeptos. No último jogo, contra o Vitória FC, já conseguiu um empate a zeros, mas, ainda assim, o panorama é muito negro para a equipa de Pepa.

O Tondela é uma equipa que costuma marcar golos e que se destaca neste nível perante os seus adversários diretos, sobretudo quando joga fora dos seus redutos. Inclusive, até esta última jornada para o campeonato era a única equipa do campeonato que nunca tinha acabado um jogo com um empate a zeros. As fragilidades encontram-se, essencialmente, na capacidade de contenção de um jogo mais direto por parte do adversário e também alguma passividade na abordagem aos lances de perigo dentro do seu meio-campo que muitas das vezes resultam em golos completamente escusados.

Os próximos encontros vão ser cruciais para a equipa de Pepa, que vai defrontar o Feirense (um dos seus rivais diretos) e o primeiro classificado da Primeira Liga – SL Benfica. No primeiro jogo que nomeei, o Tondela vê então aqui uma excelente oportunidade para ganhar vantagem perante um dos seus adversários diretos. Resta-nos esperar e ver se cumpre.

Pepa esperará, na próxima jornada, sentir o sabor da vitória frente ao quase despromovido CD Feirense
Fonte: CD Tondela

Em relação ao Chaves, o que posso dizer em relação à sua situação é que se prende muito pelo facto de ser uma equipa muito pouco eficaz a concretizar as jogadas que cria na área adversária.

Até porque, na verdade, é uma equipa que apresenta uma boa consistência defensiva. Já ofensivamente, não podemos dizer o mesmo. Falta, na minha opinião, alguma eficiência no último terço. O futebol do Chaves não encanta, mas a verdade é que tem sido mais positivo do que propriamente os resultados obtidos. Mas, como se costuma dizer, quem não marca sofre golos e tem sido mesmo essa a sina dos “flavienses”.

É um clube que também já vai no terceiro treinador só esta época, pelo que podemos concluir que a estabilidade não impera para os lados de Trás-os-Montes e Alto Douro. Como é bem-sabido, a instabilidade paga-se caro no futebol e vamos ver no que dá mais uma mudança no comando técnico do clube. Eu, pessoalmente, acho precipitada esta saída de Tiago Fernandes.

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