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Erwin Sánchez abandonou oficialmente o comando técnico do Boavista. A sua rescisão do contrato surgiu de forma inesperada para uns, mas para outros foi apenas um desfecho previsível.

Na reta final da época 2015/2016, Miguel Leal surgia como provável sucessor do técnico boliviano, porém, Sánchez viria mesmo a permanecer enquanto comandante das panteras na presente temporada, fruto de uma merecida manutenção.

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Ora, se recuarmos precisamente um ano, o Boavista sob as ordens de Petit tinha amealhado 8 pontos na Liga NOS, com duas vitórias, dois empates e três derrotas. Atualmente, o Boavista é 12º classificado e obteve exatissimamente os mesmos resultados, ainda que praticando um futebol mais vistoso e com melhor matéria-prima.

A questão da precocidade assume aqui um papel de relevo. Ao contrário de Petit, que manteve as suas funções até finais de novembro, Sánchez pagou caro uma eliminação caseira frente ao Belenenses a contar para a Taça CTT, numa partida paupérrima de ambas as equipas.

Miguel Leal, substituto de Sánchez, já orientou a sessão de treino desta terça-feira Fonte: Boavista FC
Miguel Leal, substituto de Sánchez, já orientou a sessão de treino desta terça-feira
Fonte: Boavista FC

O objetivo primário para a temporada 2016/2017 continua a ser a manutenção e, na verdade, os axadrezados têm dado passos para o almejar, apesar de algumas exibições menos conseguidas.

Afinal, em que é que pecou Sánchez? Comecemos pela tática. Não sendo o 4-2-3-1 uma má ou descabida aposta, a verdade é que um sistema de 4-4-2 assentaria melhor na formação do Bessa, utilizando um formato de losango a meio campo e colocando dois elementos na frente de ataque: um ponta-de-lança fixo e um capaz de conferir uma maior mobilidade na manobra ofensiva. Em acréscimo, alguma indolência, ingenuidade, ausência de garra e o facto de não fazer uma leitura assertiva de determinadas situações do jogo contribuíram seguramente para a quebra do vínculo que manteria até maio de 2017.

O novo timoneiro da equipa, Miguel Leal, tem no currículo uma subida à Primeira Liga com o Penafiel e a estabilização do Moreirense em duas épocas consecutivas. O técnico natural de Marco de Canaveses tem agora a oportunidade de rentabilizar ao máximo os recursos colocados à sua disposição e parte com a vantagem de já conhecer dois dos jogadores do Boavista – Fábio Espinho e Iuri Medeiros – com quem trabalhou no Moreirense.

Foto de capa: Boavista FC