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A hora do Vitória SC

Diogo Pires Gonçalves · 3 min

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Às portas de uma nova época, há objetivos que se repetem e outros que surgem pela primeira vez. Seja pelo sucesso da época anterior ou pela falta dele, surgem emblemas com aspirações renovadas para a edição 2019/20 da Primeira Liga. Um desses casos mora no D. Afonso Henriques. Com classificações inconstantes ao longo dos últimos anos, o Vitória SC parecia ter encontrado uma ideia de jogo clara e de futuro em Luís Castro e restante equipa técnica. Mesmo sem conseguir uma classificação brilhante, o técnico português seguiu para a Ucrânia fruto do trabalho desempenhado na cidade berço.

Agora com Ivo Vieira no comando, os Conquistadores procuram edificar e cimentar o estatuto de quarta força portuguesa depois dos crónicos “três grandes”. Para isso há dois obstáculos a enfrentar; a inconsistência da própria equipa, e consequente escassez de títulos, e os rivais do Minho, o SC Braga. Nos últimos 10 anos, só na temporada 2016/17 é que o Vitória SC conseguiu ficar à frente dos arsenalistas, alcançando um brilhante terceiro posto.

Outro dos passos a dar pelos vimaranenses terá de ser a presença em mais decisões. Além da Taça de Portugal vencida diante do SL Benfica em 2012/13 e da final perdida para as águias em 2016/17, o emblema nortenho tem estado arredado das rondas finais da prova rainha.

O mesmo se aplica à Taça da Liga; apenas em 2008/09 ultrapassou a fase de grupos. Na temporada passada ficou pela segunda eliminatória depois da derrota caseira frente ao CD Tondela (0-2). Na presente temporada, o duelo frente ao CD Feirense já no início de agosto dará acesso à fase de grupos e a hipótese de lutar por mais um troféu.
Uma das principais forças dos Conquistadores vem das bancadas do D. Afonso Henriques
Fonte: Vitória SC

Um dos pontos onde os vimaranenses se podem diferenciar dos rivais do Minho é o desempenho europeu. Longe vai a final europeia do SC Braga em 2010/11, perdida para o FC Porto. Desde então, poucas são as épocas de sucesso europeu e é altura do Vitória SC se afirmar nesse sentido. Alcançar a fase de grupos pela classificação interna ou pelas eliminatórias será sempre desejável, mas chegar constantemente às fases a eliminar daria outra visão ao clube e seria um prémio justo para a cidade e para um dos melhores públicos nacionais.

Nesta temporada, os Conquistadores terão pela frente, na segunda pré-eliminatória da Liga Europa, o vencedor do encontro entre os cazaques do FC Tobol Kostanay e os luxemburgueses do AS Jeunesse Esch. O sorteio é, à partida, favorável aos portugueses, mas a experiência e registo europeu do Vitória SC não permite tomar como garantida a passagem. No entanto, a passagem à terceira pré-eliminatória é um objetivo real e coloca a fase de grupos a dois adversários de distância.

Depois do recorde pontual e classificativo no Moreirense FC (sexto lugar, 52 pontos), Ivo Vieira trocou Moreira de Cónegos por Guimarães e é o homem que vai liderar o Vitória SC e tentar alcançar todas estas metas. Até à data, o técnico português viu sair, entre outros, Tozé para o Al Nasr SC e Tyler Boyd para o Besiktas JK e os empréstimos de Yordan Osorio, Mattheus Oliveira e Pêpê terminaram.

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Por outro lado, numa aposta maioritária no mercado nacional, as entradas e regressos de empréstimos prometem colmatar as saídas de algumas figuras da era Luís Castro. Além de algumas opções provenientes da equipa “B”, o emblema da cidade berço recrutou Aziz ao FC Vizela, Ibrahim Touré ao Córdoba CF, Lucas Soares ao Alverca FC, Valeriy Bondarenko ao FC Shakhtar Donetsk e Jhonatan, que acompanha o treinador nesta nova aventura ao serviço do Vitória.

 

Foto de Capa: Vitória SC

 

Diogo Pires Gonçalves

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