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A Liga da Discórdia ou Concórdia?

Mário Silva da Costa · 2 min

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A Federação Portuguesa de Futebol apresentou a Liga 3, uma competição que irá ser, a partir da próxima época, o terceiro escalão do futebol português, situando-se entre o Campeonato de Portugal e a Segunda Liga. Em termos desportivos, tratar-se-á de uma decisão daquelas que são tomadas só para mostrar que se tomam decisões e que se fazem coisas, ou será algo verdadeiramente útil para os clubes portugueses?

Acompanhar o Campeonato de Portugal é algo incrível, recomendo vivamente a todas as pessoas que nos leem. Um campeonato, no qual 91 equipas com realidades bem distintas lutam entre si, possibilita a existência de jogos fantásticos. Trata-se de uma competição em que é possível encontrar grandes disparidades. Uma equipa profissional ou semi-profissional, com jogadores bastante rodados no futebol português e com jovens repletos de potencial, pode defrontar uma equipa amadora, na qual boa parte dos jogadores trabalham durante a semana e aturam os seus chefes. Podem passar a semana a carregar paletes e ao fim da tarde vão dar uns toques na bola a troco de um baixo ordenado e de uma sandes de courato. No entanto, apesar de uma situação destas por vezes ser caricata e proporcionar um espetáculo curioso, não deixa de ser desportivamente questionável.

O surgimento de uma competição como a Liga 3, permite que estas diferenças competitivas sejam atenuadas. A Liga 3 será disputada na próxima época, pelas 22 melhores equipas do Campeonato de Portugal que não consigam ascender à LigaPro (à qual apenas dois clubes vão subir) e pelos dois emblemas despromovidos da LigaPro. Com isto, as equipas semi-profissionais, e que almejam alcançar a elite do futebol português, jogarão entre si, numa luta acesa e que promete grandes jogos.

Enquanto isto, aquelas equipas que ambicionam apenas a estabilidade nas provas nacionais veem ficar enfraquecido o grande adversário que tem sido a diferença orçamental e estrutural dos clubes do Campeonato de Portugal, e jogarão umas com as outras, proporcionando também belos momentos para a modalidade.

Esta alteração aparenta ser positiva, visto que permitirá um aumento da competitividade por culpa do maior equilíbrio que haverá entre as equipas. Ainda assim, foi possível ouvir, aqui no Bola na Rede, na primeira pessoa, as críticas do Caldas SC à abordagem da Federação Portuguesa de Futebol a todo o desenvolvimento e criação desta nova competição.

Apesar de faltar quase um ano para o início da Liga 3, uma garantia pode ser dada. Aos domingos, por volta das três da tarde, quando o árbitro apitar, seja na Liga 3 ou no Campeonato de Portugal, iniciar-se-á um espetáculo entusiasmante, porque a qualidade dos jogadores continuará presente e, acreditem, é imensa.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Mário Silva da Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

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«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
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