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FC Porto 2-1 SL Benfica, 2012/2013 (Kelvin) – Recuemos até à época 2012/2013. À 29ª jornada, o campeonato estava ao rubro, com Porto e Benfica a lutar ombro a ombro pelo título. Os de Lisboa lideravam a tabela, com 74 pontos, perseguidos pelos portuenses com 72 pontos, quando se deu o último clássico da época, no Estádio do Dragão. Uma vitória das águias de Jesus, dava o campeonato por encerrado, com a possibilidade de os benfiquistas festejarem o título em pleno reduto dos rivais. Um empate, deixava tudo igual para a última jornada, uma vitória dos dragões de Vítor Pereira, deixava-os com mão e meia na taça, dependentes de si próprios para se sagrarem campeões. Sentia-se o nervosismo no ar.

O jogo até começou melhor para o Benfica, que logo aos 19’ se pôs em vantagem, por Lima, o artilheiro da equipa, mas logo depois, aos 25’, Maxi Pereira fez um autogolo que deixou tudo empatado. Aos 79’, o treinador dos dragões, mexe na equipa, fazendo sair Lucho González para entrar Kelvin, um avançado que à data não me dizia nada. Mal sabia eu que ia ficar com a sua cara e o seu nome gravados na memória pelos piores motivos… À medida que o relógio avançava, sentia-se que o Benfica estava contente com o empate, que de certo modo, lhe servia melhor as aspirações, do que ao rival. Que erro crasso. Já estava a ver o filme: ia-se cumprir a velha máxima de “quem não joga para ganhar, acaba por perder”. Dito e feito: no tempo de compensação, o metro quadrado de campo pagava-se bem caro e eis que ao minuto 92, numa recuperação a meio-campo, o Porto circula rapidamente a bola até à área adversária. Liedson assiste Kelvin, que atira para o fundo da baliza do Benfica. Se naquele momento, Jorge Jesus caiu de joelhos, aos Benfiquistas caiu tudo: perder o campeonato com um golo em cima do joelho, de um jogador que nunca mais ninguém viria a ouvir falar. Kelvin pode ter tido uma carreira humilde, mas pode sempre gabar-se de ter ficado na história do futebol português. Um autêntico suplente de ouro.