A CRÓNICA: NEM A SEGUNDA PARTE TROUXE GOLOS

O Belenenses SAD empatou a zeros com o Moreirense FC, no Estádio do Jamor. O encontro acabou por ter duas faces distintas da primeira para a segunda parte.

Numa primeira parte sem qualquer golo, notou-se um Belenenses SAD sempre por cima do encontro e um Moreirense FC na expetativa e a aproveitar algumas distrações da equipa da casa. O lance de maior registo foi mesmo o remate de Miguel Cardoso que obrigou Mateus Pasinato a aplicar-se para defender um remate em arco que daria o um a zero para a equipa da casa.

O segundo tempo mostrou um Moreirense FC diferente que obrigou André Moreira a mostrar os seus reflexos após um remate de cabeça de Filipe Soares ao minuto 54. O Belenenses SAD respondeu e Cauê quase inaugurou o marcador, mas Pasinato manteve a baliza dos Cónegos a zero.

Estávamos perante um encontro totalmente diferente daquele que vimos na primeira parte. O Belenenses SAD e o Moreirense FC começaram a mostrar que queriam realmente os três pontos. Quem esteve mais próximo do golo foi sempre a equipa da casa, mas até os golos acabaram por ser anulados. Com este resultado, o Belenenses SAD fica em 10.º lugar em igualdade pontual com o Moreirense FC.

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A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mateus Pasinato – De novo uma grande exibição do guardião brasileiro, desta vez no Jamor. O único lance que acabou por não defender acabou por ser invalidado por posição irregular de Edi Semedo.

O FORA DE JOGO

Primeira parte de ambas as equipas – Se há algo que faltou a este encontro para além dos golos, foi uma primeira parte ao nível da segunda. Houve oportunidades para ambas as equipas, mas na segunda parte viu-se muito mais uma busca incessante pelos três pontos, principalmente da parte do Belenenses SAD.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

A equipa de Petit apareceu com um 3-4-3, com André Moreira na baliza e tridente defensivo composto por Tomás Ribeiro, Cafu Phete e Henrique Buss. O meio campo ficou entregue a Cauê e Afonso Taira com apoio nas alas de Rúben Lima e Tiago Esgaio, quer na zona mais ofensiva como mais defensiva, formando uma linha de cinco defesas. No ataque a evidência esteve claramente quando a bola ia para Silvestre Varela, o principal desequilibrador no jogo ofensivo do Belenenses (juntamente com o inconformado Miguel Cardoso) e Cassierra que deu muita luta e trabalho aos centrais do Moreirense.

Outra nota de destaque foi para a versetalidade do tridente ofensivo da equipa, que chegou a ver Cassierra no corredor direito e a posição central entregue a Miguel Cardoso com Silvestre Varela a aparecer também como terceiro médio à frente de Cauê e Afonso Taira, ou no corredor direito. O objetivo era sempre o cruzamento com o pé direito.

Na segunda parte foi visível uma equipa com um objetivo muito mais claro em chegar aos três pontos. As oportunidades foram criadas, mas Pasinato evitou que a equipa de Petit conseguisse os três pontos. As substituições acabaram por dar uma frescura ao ataque que no final até montou um golo anulado por posição irregular.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Moreira (7)

Tiago Esgaio (6)

Henrique (6)

Tomás Ribeiro (6)

Rúben Lima (6)

Phete (6)

Afonso Taira (6)

Caué (7)

Miguel Cardoso (8)

Varela (6)

Cassierra (7)

 

SUBS UTILIZADOS

Afonso Sousa (6)

Bruno Ramires (5)

Richard Alexandre (-)

Edi Semedo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

O Moreirense apresentou-se num 4-3-3, mas com a ausência do ponta de lança puro Fábio Abreu que rumou a outras paragens. Assim sendo, o homem mais adiantado da formação de Ricardo Soares foi Pedro Nuno contrariamente às expetativas criadas em torno de Walterson Silva, que entrou na equipa. Com Fábio Pacheco a ocupar a posição de seis puro, a equipa teve de puxar pelos índices físicos e a levar o jogo muitas vezes para os duelos aéreos e para as disputas individuais (até pelas condições menos boas do relvado).

Nas transições, que foram uma imagem de marca desta equipa até com algumas recuperações de bola, o destaque ia para a presença de Pedro Nuno a aparecer como um avançado com uma grande mobilidade e Walterson Silva a imprimir velocidade no corredor direito.

Na segunda parte, os cónegos mostraram-se com uma maior vontade de conseguir levar os três pontos do Jamor, mas tiveram de sofrer face à pressão em o sufoco final do Belenenses SAD. As substituições acabaram por não ter um grande reflexo no modo de jogar da equipa e o herói do encontro foi mais uma vez Mateus Pasinato.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mateus Pasinato (8)

Matheus Silva (6)

Lazar Rosic (6)

Steven Vitória (6)

Pedro Amador (6)

Fábio Pacheco (7)

Filipe Soares (7)

Alex Soares (5)

Felipe Pires (5)

Pedro Nuno (6)

Walterson Silva (7)

SUBS UTILIZADOS

Galego (7)

Reynaldo César (5)

Yan (6)

David Tavares (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Acha que se o Belenenses SAD se tivesse apresentado na primeira parte como esteve na segunda, tinha conseguido os três pontos?

Petit: Eu acho que também na primeira parte tivemos oportunidades para fazer golo. Na segunda parte, o caudal ofensivo foi mais superior, mas tivemos duas ou três situações para o fazer. Mas o mais importante aqui é que perdemos os dois pontos. Uma equipa com boas dinâmicas, ideias, boa circulação de bola apesar de o relvado estar um pouco seco. Estava um balneário triste quando cheguei perto deles porque perdemos dois pontos. Terça-feira quando voltarmos, essa frustração tem de ser transformada em otimismo. Estou orgulhoso daquilo que os jogadores têm feito ao longo desta época.

Moreirense FC

Ricardo Soares: Declarações mais relevantes

«Penso que foi um bom jogo, entrou muito no duelo e nós perdemos quase todos os duelos. Nós nunca estivemos em jogo».

«Eu estive algum tempo a preparar a saída do Fábio [Abreu] porque senti que íamos perdê-lo. Não vamos alterar o processo de jogo porque não temos um avançado. Vamos crescer dentro desta ideia».