A CRÓNICA: CASAPIANOS METEM A SEGUNDA CONSECUTIVA

A equipa ‘B’ dos dragões seguiu o exemplo do plantel principal e viajou até Lisboa, este sábado. Com embates que suscitam diferentes interesses, o FC Porto B veio até ao Estádio Pina Manique para defrontar o Casa Pia AC, num jogo a contar para a 6.ª jornada da Segunda Liga. Lisboetas e portuenses venceram os jogos relativos à jornada anterior e nenhum deles queria sair derrotado da partida de hoje.

Ambas as formações entraram muito bem no jogo e deram um ar de sua graça. Aos quatro minutos de jogo, Malik fez um remate que ia surpreendendo o guardião portista. Logo de seguida, uma boa jogada de Francisco Conceição a mostrar, desde cedo, que veio à capital para fazer estragos.

Aos 14 minutos, os irmãos Conceição, Francisco e Rodrigo, ensaiaram uma bonita jogada de futebol. Primeiro, Francisco deixou o brasileiro Poloni pregado à relva com uma finta e passou à bola ao irmão, Rodrigo, que fez um bom cruzamento ao segundo poste. Infelizmente, não apareceu um colega para finalizar. O FC Porto B, mais perigoso ao longo da 1.ª parte, não chega ao golo por muito pouco à passagem do minuto 26. Primeiro, o defesa casapiano, Arghus, aliviou o remate de Goméz mesmo em cima da linha de golo. Depois, foi a vez de Zach tirar o pão da boca a Francisco Conceição e manter o nulo no Pina Manique.

O Casa Pia AC voltou a levar algum perigo à baliza do FC Porto B, aos 36 minutos, quando Malik, depois de ter driblado Pedro Justiniano, rematou à baliza de Ricardo Silva. O guarda redes defendeu, mas voltou a transparecer alguma insegurança.

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Os casapianos entraram com tudo aquilo que lhes faltou ao longo da 1.ª parte: raça. Corria o minuto 49, quando Marvin Martins recebe um belíssimo passe do capitão, Romeu Ribeiro, e bate, com muita categoria, Ricardo Silva. Estava feito o 1-0 para os gansos. A entrada foi tão fulminante que bastaram oito minutos para voltar a fazer mexer o marcador. Malik beneficia duma perda de bola do central portista João Marcelo e marca.

O FC Porto B, que parecia já não ter grandes argumentos para voltar à partida, reduz a desvantagem ao minuto 67, muito por mérito de Rodrigo Conceição, que faz um cruzamento tão bom que quase oferece o golo já feito a Boateng. Este finaliza, cabeceando para o segundo poste da baliza casapiana sem grande oposição. 2-1.

Van Der Laan, o guardião que entrou para substituir Ricardo na baliza do Casa Pia AC, ia oferecendo o empate ao FC Porto B mesmo em cima do minuto 90. Num pontapé de baliza batido de forma muito pobre, entregou a bola a Gonçalo Borges. Foi a tempo de se redimir ao fazer uma boa defesa ao erro que ele mesmo cometeu. Nem um minuto depois, Nem  Zach salva o Casa Pia AC, novamente em cima da linha, de um golo praticamente certo.

Num final escaldante, em que o FC Porto B quase conseguia voltar à Invicta com, pelo menos, um ponto, o Casa Pia AC acaba por sair um justo e suado vencedor de uma partida difícil.

 

A FIGURA

Marvin marcou o primeiro golo aos 49′. E é homem do jogo.
Parabéns!

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Publicado por Casa Pia Atlético Clube em Sábado, 17 de outubro de 2020

 

Marvin Martins – A atacar, a defender, a cruzar e a lutar. O internacional luxemburguês foi completamente incansável e indispensável para o sucesso dos gansos esta tarde. A ala direita do Casa Pia esteve sempre muito bem guardada e foi praticamente inviolável, perante um FC Porto B que gosta muito de atacar pelas alas. O golo inaugural, uma execução com muita categoria, foi a cereja no topo do bolo duma exibição de luxo de Marvin Martins.

O FORA DE JOGO

Defesa do FC Porto B – A boa primeira parte dos azuis-e-brancos protagonizada pelos irmãos Conceição foi escondendo aquilo que, desde cedo, se percebeu ser um problema. A última linha do FC Porto estava insegura e parecia ser uma questão de tempo até esta fragilidade dar de si. A desconcentração e displicência dos defesas do FC Porto B está inegavelmente ligada à história da partida de hoje.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

À imagem daquilo que se tem passado até agora, o mister Filipe Martins desenhou um 4-4-2 para a receção à equipa B do FC Porto. Ciente da seriedade do desafio, o treinador português pediu aos seus jogadores que praticassem um futebol cauteloso, não correndo grandes riscos e com competência defensiva para não permitir ao fulminante ataque dos dragões que violassem a baliza do Casa Pia.

Ofensivamente, os casapianos foram uma equipa que criou poucas ocasiões, mas todas elas com algum perigo. Serviram-se da qualidade técnica dos avançados e da velocidade das alas para tentar causar desconforto à defesa portista.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (6)

Marvin Martins (8)

Zach Muscat (7)

Arghus (7)

Derick Poloni (5)

Vitó (6)

Romeu Ribeiro (6)

Zolotic (6)

Christian (6)

Platiny (7)

Malik (7)

SUBS UTILIZADOS

Vítor Gonçalves (6)

Djoussé (6)

Van der Laan (5)

Alex (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

O treinador da equipa B dos dragões, Rui Barros, desenhou um 4-4-2 com uma filosofia muito ofensiva para vir jogar ao histórico Estádio Pina Manique. Muito focado no ataque pelas alas, os azuis-e-brancos deram, sempre que possível, prioridade ao ataque pela direita, servindo-se da mortífera combinação feita por Rodrigo Conceição, hoje a jogar a lateral-direito, e o seu irmão, Francisco, a jogar a extremo-direito, mas sempre com muita vontade de trazer a bola para o interior. Defensivamente, foi uma equipa que ocasionalmente apresentou algumas dificuldades de coordenação para parar de forma descansada as incursões ofensivas do Casa Pia.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Ricardo Silva (5)

Rodrigo Conceição (7)

João Marcelo (5)

Pedro Justiniano (5)

Hulk (5)

Francisco Conceição (7)

Rodrigo Valente (5)

Tiago Matos (6)

Johan Goméz (6)

Igor Cássio (6)

Daniel Loader (6)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Borges (6)

Boateng (6)

Ndiaye (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

BnR: Quando olhei para a ficha de jogo estranhei a ausência de Kelechi da convocatória. Consegue explicar o porquê?

Filipe Martins: Sem problemas. O Kelechi lesionou-se, não acreditamos que seja grave. Os jogadores que lá estiveram, estiveram muito bem e ainda bem que assim o foi. É evidente que, em condições normais, o Kelechi tinha sido titular. Esperamos que já esteja pronto para jogar diante do Vilafranquense.

BnR: Qual foi o segredo para uma 2.ª parte deste nível? O que mudou tanto em relação à primeira?

Filipe Martins: Eu disse aos meus jogadores que tínhamos de ser muito pressionantes. Entrámos bem na 2.ª parte. Na 1.ª parte, tivemos algumas dificuldades em conter o flanco direito do FC Porto B. A combinação do Rodrigo e do Francisco foi muito boa. Mas era essa a nossa intenção de jogo desde o início. Ser pressionante e causar desconforto ao adversário. Fizemos uma segunda parte de elevadíssimo nível e a vitória assenta-nos bem. Creio que foi merecida.

FC Porto B

BnR: O FC Porto B esteve bem na primeira parte. O que acha que mudou na segunda parte e não permitiu à sua equipa sair do Pina Manique com pontos?

Rui Barros: O Casa Pia AC soube aproveitar as bolas longas e servir-se das costas da nossa defesa. Para haver golos tem de haver erros. Nós errámos e saímos daqui tristes, zangados.

Artigo revisto por Mariana Plácido