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No passado domingo, no Estádio do Restelo, jogou-se um dos jogos mais carismáticos e tradicionais do futebol português, opondo o Clube de Futebol “Os Belenenses” e o Atlético Clube de Portugal. Um jogo especial, não só pela rivalidade que existe entre os dois clubes, como pelo contexto que cada um vive atualmente. Dois gigantes adormecidos, que vão acordando aos poucos.

Esta temporada, o Belenenses protagonizou um dos casos mais peculiares do futebol português. O clube e a SAD separaram-se, resultando na saída da equipa profissional para o Estádio Nacional do Jamor e a criação da própria equipa do clube, que irá competir na última divisão do futebol português, com o objetivo de subir todas as temporadas até à Primeira Liga.

Do outro lado da barricada, estava o Atlético CP, clube que também protagonizou uma separação da SAD, tendo começado na divisão onde o Belenenses vai jogar esta temporada.

A equipa da SAD desceu da II Liga para o Campeonato de Portugal e do Campeonato de Portugal para o distrital em duas épocas seguidas, acabando por se extinguir. Já a equipa do clube (que agora é a única), subiu duas temporadas seguidas, estando cada vez mais perto de subir aos escalões nacionais novamente. Na temporada anterior, para além de nova subida, foram até à final da Taça da AF Lisboa.

Esta época, estando em divisões diferentes, mas ambos no distrital, os dois históricos clubes lisboetas decidiram marcar este encontro, atraindo atenções de vários meios de comunicação social (desde televisão a jornais), como uma forma de promover a saudável rivalidade entre os dois clubes e mostrarem que estão juntos na luta contra o “futebol-negócio”, pretendendo a alteração das leis em vigor (ao chegar às ligas profissionais, ou seja, I e II Ligas, os clubes têm de, obrigatoriamente, criar Sociedades Anónimas Desportivas ou Sociedades Por Quotas).

As claques de Atlético CP e CF Belenenses exibiram tarjas contra o “futebol-negócio”
Fonte: Atlético CP

Num ambiente fantástico, com mais de quatro mil pessoas nas bancadas e com as claques dos dois clubes a darem um grande espetáculo, viveu-se novamente o futebol no seu estado mais puro. Uma moldura humana bastante significativa e barulhenta, que ’empurrou’ o jogo de um cariz amigável para um cariz muito competitivo (festejavam-se os golos como se houvessem pontos em disputa).

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