CS Marítimo: Contratações cirúrgicas para agarrar a Europa

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Cabeçalho Futebol NacionalO CS Marítimo volta a alimentar grandes expectativas para a nova temporada, depois do bom trabalho desenvolvido, e por isso mesmo as movimentações do plantel são seguidas ao pormenor. O defeso é altura de otimismos excessivos e pessimismos desmesurados e enquanto alguns adeptos aplaudem as caras novas, outros olham com desconfiança para os nomes apresentados. Já é conhecida grande parte da equipa para 2017/18 e o clube madeirense tem o plantel praticamente selado, salvo eventuais saídas ou boas oportunidades de negócio que possam surgir até ao fecho do período de transferências.

Depois de uma época impressionante, fruto da milagrosa recuperação orquestrada por Daniel Ramos – os insulares somavam quatro derrotas nas cinco primeiras jornadas, sob o comando de Paulo César Gusmão – o plantel verde-rubro deu nas vistas e o treinador perdeu alguns dos jogadores nucleares na campanha transata, que culminou com o sexto lugar.

Dyego Sousa, que falhou grande parte da temporada devido a um castigo pesado, acabou, mesmo assim, como o melhor marcador dos madeirenses, com oito golos em 21 jogos. Em final de contrato, o possante avançado brasileiro foi o primeiro a conhecer o seu destino, ao chegar a acordo com o SC Braga. Para a cidade dos arcebispos seguiram também mais dois titulares praticamente indiscutíveis: o médio Fransérgio, capitão de equipa, e o central goleador, Raúl Silva, segundo melhor marcador com sete golos. Aos dois jogadores restava ainda mais um ano de contrato com o Marítimo, pelo que as transferências renderam algum lucro aos cofres maritimistas, além de contrapartidas em futuros negócios e a cedência definitiva de três jogadores bracarenses – João Gamboa, Piqueti e Rodrigo Pinho.

Também habituais titulares, Patrick Vieira e Alex Soares foram outras saídas importantes, ambos em final de contrato. O lateral brasileiro assinou pelo SL Benfica, para ser emprestado ao Vitória FC, enquanto o médio lisboeta terminou a ligação de seis anos aos insulares e rumou ao AC Omonia Nicósia. Para além destes, Deyvison, terceira opção no eixo defensivo, e Xavier, segunda escolha na ala esquerda do ataque, foram outras caras que se despediram dos Barreiros – prosseguirão a carreira no FC Arouca e FC Paços de Ferreira, respetivamente – tal como Djoussé e Brito, pouco utilizados por Daniel Ramos.

Para garantir um plantel competitivo e satisfazer os desejos do treinador – que Carlos Pereira quer manter a todo o custo – o Marítimo tem estado bastante ativo na presente janela de transferências. Depois das possibilidades de Danny, Víctor García, Saleh Gomaa ou Wilson Eduardo, estes são os que efetivamente chegaram e que contam, pelo menos por agora, para o treinador dos madeirenses.

Marco António Milho
Marco António Milhohttp://www.bolanarede.pt
Nascido no Funchal, licenciou-se em Ciências da Comunicação, antes de passar pela redação do Diário de Notícias da Madeira. Dividido entre a rádio e a escrita, é amante incorrigível do jornalismo, do cinema, da história e do desporto em geral, onde o futebol e o basquetebol ocupam o lugar de destaque.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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